#43: Visual Law e o Design Aplicado ao Direito
Capa do Podcast com Leonardo Sathler. Capa do Podcast com Leonardo Sathler.

#43: Visual Law e o Design Aplicado ao Direito c/- Leonardo Sathler

36 minutos para ler

O que é o Visual Law? O que é o Legal Design?

Qual é a relação do Design com o acesso à justiça?

Como você pode utilizar o Design em seu escritório de advocacia? Quais os benefícios? Quais ferramentas você pode utilizar?

O que você precisa de aprender?

No episódio #43 do Laywer to Lawyer, o podcast da Freelaw, Gabriel Magalhães entrevista Leonardo Sathler.

Faça o download deste post inserindo seu e-mail abaixo

Não se preocupe, não fazemos spam.

Leonardo Sathler

É bacharelando em Direito pela Faculdade de Direito Milton Campos. Instrutor de Formação Profissional pela FIEMG e Biologista de Soluções em Logística.

A carreira dele como designer é indiscutível, ele já atua há mais de 20 anos nessa área e ele foca bastante a sua atuação na experiência do usuário. 

O curioso da carreira do Leonardo é que ele já era designer e aí ele teve um problema jurídico. E quando ele teve um problema jurídico, ele buscou um advogado e começou a perceber que o mundo jurídico possui muitas lacunas que talvez o Design poderia ajudar. 

Quando ele percebeu isso, ele começou a se aproximar mais do ramo jurídico. Gostou tanto que se tornou estudante de Direito também. 

Hoje ele presta serviços para advogados e também para bacharelandos em Direito.

Gabriel Magalhães

É um dos fundadores da Freelaw e o Host do Lawyer to Lawyer. É bacharel em Direito pela Faculdade Milton Campos.  

Possui formação em Coaching Executivo Organizacional, pelo Instituto Opus e Leading Group.    

Formação em Mediação de Conflitos, pelo IMAB, e em Mediação Organizacional, pela Trigon e pelo Instituto Ecossocial. Certificações em Inbound Marketing, Inside Sales e Product Management pelo Hubspot, RD University, Universidade Rock Content, Gama Academy e Tera, respectivamente.      

Escute o episódio em seu player de áudio favorito e leia o resumo do episódio abaixo que conta com todas as referências citadas durante a gravação.  

Gabriel: Oi, Leonardo. Seja bem vindo ao Lawyer to Lawyer. É um prazer te receber aqui conosco. Vamos falar de um dos temas mais pedidos. Está muito na moda hoje falar de Visual Law e Legal Design. 

Conta um pouquinho pra gente a sua experiência e também qual é a diferença desses conceitos, qual é a diferença do Visual Law e do Legal Design? 

É tudo a mesma coisa? 

Diferença entre Visual Law e Legal Design

Leonardo: Legal, Gabriel. Primeiramente, obrigado pelo convite. É um prazer falar para o seu público, os advogados, o público em geral da esfera jurídica. Espero poder trazer algum esclarecimento nessa nova mudança do mindset jurídico que nós estamos vivendo. 

Bom, só contando um pouco sobre a minha vida e a minha carreira, eu sou Designer há 20 e também, atualmente, eu sou bacharelando em Direito. 

Eu trabalho inclusive com tecnologia, desenvolvendo soluções para o mercado corporativo privado.

Entrando um pouco nessa seara também do direito, do ramo jurídico, no qual eu tenho algumas propensões em trazer tecnologia, algo para solucionar dor no ambiente do Direito para os advogados, para os clientes, para magistratura. 

Enfim, é um ambiente que eu tenho muito prazer em atuar, inicialmente como estudante, mas futuramente, muito em breve, trazendo novas soluções para o mercado. 

Bom, conforme eu falei, eu sou Designer já há algum tempo e eu vi a necessidade, através das experiências que eu fui tendo, como cliente da área jurídica primeiramente, e observando algumas coisas que trazem um sentimento um pouco incômodo para quem depende e quem precisa recorrer ao judiciário para uma demanda que ele necessitar, que essa pessoa necessitar. 

Através desse sentimento, dessas percepções, eu comecei a estudar, receber mensagens nas redes sociais e buscar informações sobre novas formas de poder ajudar e impactar positivamente o direito. 

Eu acabei descobrindo e começando a me interessar mais sobre Legal Design e Visual Law, o que nós vamos conversar um pouco hoje nesse papo. 

O Visual Law é uma forma de trazer uma experiência visual para o ambiente jurídico que traga mais clareza para os processos, para peças jurídicas, para os clientes, em geral. 

De uma forma bem lúdica, mas que traz uma coesão da informação desde o início, quando ela for planejada, digitada, enfim, iniciada por algum operador do direito até a parte final, quando a pessoa resolve aquele problema, aquela lide jurídica.

Isso pode se desdobrar em um processo, pode se desdobrar numa cartilha jurídica, pode se desdobrar num evento, numa apresentação. 

Então, o Visual Law, ele traz uma facilidade de entendimento para o público que não conhece a área jurídica, quem não é um estudante ou quem não é um operador do direito. 

São soluções trazidas, oriundas do mercado privado, e isso já está bem desenvolvido em outros segmentos, e o Direito acabou abarcando essa onda também para poder, digamos, “seguir a onda” conforme as outras empresas do mundo, que está mudando, está migrando para novas formas de comunicação e o direito também não poderia ficar atrás. 

É uma forma lúdica, visual de interpretar, de mostrar o Direito para todas as pessoas.

O Legal Design, nós vamos falar mais sobre processos, sobre formas de atuação do Direito internamente em um escritório, ou seja, também durante uma audiência, durante um processo, para que todas as partes possam compreender de uma forma muito mais clara o que está acontecendo em um problema encontrado. 

O que nós podemos trazer de novidade nisso é que é muito mais célere, é muito mais prático e muito mais inteligível a aplicação do Legal Design no mercado jurídico atual.

Sem “juridiquês”, conforme os clientes, normalmente os usuários finais do mercado jurídico sempre reclamam e sempre apontam essa dor. O “juridiquês” incomoda muito as pessoas. 

Outra coisa que o Legal Design vem ajudar a solucionar são as peças muito extensas e isso pode trazer, também,um incômodo, até mesmo para a magistratura, para o magistrado, que está decidindo aquela questão, uma lide no processo e tem que ler uma inicial de 100 páginas, imagina? 

Então, o Legal Design vem para ajudar nesse novo conceito, nessas novas metodologias de se aplicar o Direito para conseguir melhorar os processos e o entendimento para todos que atuam nesse ramo, no ramo jurídico, no ramo do direito. E isso está começando também a entrar nas academias aos poucos.

Gabriel: Legal. Leonardo. Eu sou um pouco crítico com esse tanto de terminologia nova que a gente tem, né. Tudo em inglês. Ás vezes eu sinto que é utilizado muito para amedrontar as pessoas que não conhecem. 

E para a mim, no fundo, tanto o Visual Law quanto o Legal Design (desculpa, não sei se estou certo, você que é o especialista) mas me parece que é tudo a aplicação do Design no Direito em diferentes formas, pode ser de uma forma mais visual ou pode ser mesmo por processos mais criativos.

Leonardo: Sim, sim. O que nós vemos que acontece é que, apesar de ser mais visual, o Design ele vem, digamos, entrar dentro do direito para trazer mais lucidez a todos os pontos do processo, a todos os pontos que estariam ocultos ou não inteligíveis. 

Atualmente, é muito importante, quando nós discutimos sobre conhecimento, existe uma teoria do conhecimento “em T” e os advogados, operadores do direito, devem, pelo menos, buscar saber mais sobre isso, mas eu posso resumir aqui. 

Por exemplo, no conhecimento em T, a pessoa tem uma vertical que ela domina amplamente ou tem muito conhecimento. 

Vamos trazer aqui um caso de um especialista, um criminalista, então, o conhecimento dele mais vertical é o Direito Penal. E tem outros conhecimentos que ele pode agregar na sua carreira, que são conhecimentos paralelos a esta vertical, que vão complementar a atuação daquele profissional de forma melhorar o seu profissionalismo, o seu desempenho com outras ciências, e o Design está dentro delas também. 

Pode ser o Design, pode ser Engenharia, pode ser a Medicina, enfim, são vários os complementos a essa vertical maior, digamos, o Direito Penal, que o profissional agrega à sua vida profissional, que ele pode melhorar o seu desempenho. 

Então, digamos, que é o conhecimento “em T”, no qual essas ciências paralelas ficariam acima, digamos assim, pensando numa letra “T”, ficariam lá em cima com alguns pontos, uns do lado dos outros, e o conhecimento em Direito Penal seria uma vertical maior no centro desse conhecimento. 

E o Design vem para agregar mais uma forma de ampliação desse conhecimento “em T” para melhorar a carreira jurídica dos profissionais.

Gabriel: A gente fala sobre esse conceito assim repetidas vezes nos episódios e fico até feliz que você traz ele. Eu lembro que, quando eu estudei sobre Legal Design pela primeira vez, eu  estudei no “The Legal Design Lab” de Stanford, que é uma iniciativa deles e eles são, inclusive, os pioneiros tanto no “Design Thinking” quanto no “Legal Design”.  

E o que eles falam que é o Legal Design é uma combinação do Direito com a tecnologia e com Design. Então, o Direito vai ser utilizado para promover a justiça para a sociedade, para resolver os problemas complexos que a gente tem hoje. 

A tecnologia vai fazer com que a gente tente resolver esses problemas com menos custos e de uma forma mais efetiva. O Design vai ajudar a gente a criar soluções que as pessoas entendam e que as pessoas consigam usar. 

E, quando a gente fala de Design no Direito, acho uma coisa que é muito bonita, que isso está muito conectado com acesso à Justiça. 

Porque se a gente só fala “juridiquês”, se os nossos clientes não entendem o que a gente fala, ainda que eles sejam clientes muito instruídos, a gente tem um sério problema de acesso à justiça, né?

Leonardo: Exato. Isso aí está bem elencado à uma área que eu já tenho uma larga experiência nela, que é entender o que o usuário está precisando. 

Ou seja, foco sempre no usuário. Todos os projetos que eu desenvolvo e eu conheço de algumas outras áreas, principalmente na tecnologia, dos últimos quinze, dez anos para cá, que pensou muito e pipocou muito é entender o que o usuário está sentido. 

Ou seja, antes, as soluções eram mais pensadas para o público de massa. Agora não. Está afunilando em períodos, em processos, digamos, bem mais rápidos, aquilo que o usuário precisa resolver com aquele problema X. 

Então, por exemplo, se for na Justiça, o usuário não entende um termo que o advogado fala para ele. Como que o Design pode ajudar nisso? Trazendo algumas soluções de processo para que este usuário possa compreender melhor. 

Bom, e para quê o usuário tem que compreender melhor? Porque nós vamos falar de um termo, que, assim, na minha área eu utilizo muito, quinhentas vezes por dia, chamado  “Experiência do usuário” ou em inglês, “User Experience” e isso que determina todo o foco de um de um projeto, todo o foco de um processo em que, aquilo que se procura resolver para melhorar a experiência daquele usuário. 

Bom, trazendo alguns exemplos aqui, podemos falar que se você pensa no usuário para na hora de vender um produto, você, digamos, tem que calçar o sapato daquele usuário e, então, entender como aquele usuário vai efetivamente utilizar um produto, se ele vai ter alguma restrição, se aquilo é adaptado para o corpo dele, o biotipo daquela pessoa. 

Enfim, tem uma série de fatores que devem ser analisados e se todos não forem respondidos, assim que se lança um produto (estou falando do mercado privado, tá?),  se não foram testadas todas as possibilidades, pode ser que o produto tenha um insucesso na hora da sua venda, da sua exposição.

E, trazendo para o mercado jurídico, para a área jurídica melhor dizendo, se o usuário não começa a entender, ele ou deixa de acessar a justiça; ou deixa de buscar soluções legalmente cabíveis, para pensar algumas soluções extrajudiciais que não são tão, digamos assim, tão indicadas para aquele uso. 

A pessoa tenta fazer um acordo que não tem uma base legal; Tenta, digamos, resolver de qualquer forma e ela pode estar perdendo. 

Então, trazendo isso, uma melhor experiência do usuário para o direito, nós podemos notar que as pessoas se sentem melhor realizadas com aquela informação, com aquele procedimento dado a ele e explicado de uma forma clara. Aí que o Design entra. 

Então, o Design vem para agregar uma melhoria ao direito na qual já está sendo utilizada há muito tempo no mercado corporativo e, digamos  assim, que o Direito começou a enxergar efetivamente nos últimos dez anos a necessidade de ir mais forte, teve essa aceitação praticamente nos últimos cinco anos. 

Tivemos uma subida de procura por cursos por conhecimento na área do Legal Design de 2015 para cá.

Como implementar o Visual Law no seu escritório de advocacia

Gabriel: E aí, Leonardo, e se um escritório pequeno, às vezes até um advogado autônomo, está escutando esse podcast aqui e está falando “ah legal gostei desse negócio de usar o Visual Law.

O que a pessoa pode fazer amanhã para, de fato, conseguir aplicar isso na realidade deles.

Leonardo: Ele pode buscar no site da área do Design Thinking para entender um pouco sobre a melhoria dos processos dele. 

Então, a gente pode, depois, até indicar dentro do site da Freelaw, alguns textos pra ele  poder ler mais a respeito. Mas o pequeno advogado, mesmo a pessoa que é única no seu escritório, não precisa ficar preocupado, porque isso não é uma, digamos, uma tecnologia. 

O Design Thinking não é uma tecnologia. O  Legal Design também não é uma tecnologia, é uma melhoria de processos para o qual o mundo todo está indo nessa direção. 

Então, para ele melhorar o processo dele, se ele não entende, nunca ouviu falar ou já começou a ouvir, eu indico a leitura de alguns textos sobre Design Thinking e Legal Design. 

Nós podemos deixar no site da Freelaw, para que ele conheça mais a respeito disso. Só que o principal ponto, mesmo antes de ele ler, é a pessoa pensar assim “como eu posso melhorar a experiência do meu cliente? 

O meu cliente vem falar comigo. O que eu vou oferecer de informação para ele?” 

Se o advogado pensar em falar em jurisprudência, várias doutrinas, isso, num primeiro momento, não é interessante para o usuário. Estou falando de um procedimento de primeiro contato. 

Ele pode explicar de uma maneira mais clara, da maneira que o cliente possa entender aquilo que está sendo resolvido para ele e depois, na sua peça, com embasamento melhor, você direciona aquela comunicação para um Tribunal enfim, de uma maneira mais adequada. 

Só que em se tratando do usuário, do cliente, é isso que tem que se pensar: qual a melhor maneira de poder atendê lo com a comunicação mais clara e com um pensamento mais aberto. 

Porque o advogado de hoje não pode se dar o luxo de pensar que o mundo virá atrás dele.

Agora, as coisas mudaram um pouco, o usuário tem mais informação, tem mais poder de busca e digamos que ele tem uma certa autonomia também para decidir qual solução que vai aplicar para aquele problema dele. 

Então, sabemos que, hoje, no mercado, temos milhares de advogados e, a cada semestre, mais e mais advogados são lançados aí no mercado, trabalhando de forma autônoma ou dentro de alguns escritórios como colaboradores. 

Como esse advogado pode se destacar nesse meio? Com conhecimento e agindo de uma maneira que o usuário, o cliente dele, perceba que aquele profissional vai poder atendê lo naquela sua demanda. 

E com o processo mais claro, mais enxuto e, de uma forma muito mais clean, digamos assim, o cliente, vai compreender, vai assimilar, esse entendimento que o advogado pode resolver aquele problema dele e que ele vai ter uma comunicação mais clara. 

Isso é uma grande dor que há muitos anos entre a justiça e os usuários. Quando a gente fala em dor nesse processo, é um termo dentro do Legal Design.

É uma dor entre o cliente que não entende nada do Direito, da parte jurídica, entre ele e  a justiça, pois ele não consegue perceber uma mudança, ele só fica esperando o resultado final quando tem lá: o juiz defere a favor dele ou não defere a favor dele.

Aí que ele vai ter o entendimento, digamos, que ele ganhou ou não, essa é a expressão mais usada comumente na sociedade. Bom, “eu ganhei! Ou eu não ganhei”. 

Então, se o profissional do direito começar a trazer uma linguagem mais clara com o entendimento de Legal Design e Design Thinking , ele vai poder absorver melhor aquele cliente e mais e mais clientes para o seu portfólio.

Gabriel: Ou seja, quando a gente fala do Design, Legal Design e Visual Law, inicialmente, a gente pensa em infográficos, a gente pensa em um design bonito em peças bonitas de Design. 

Só que não necessariamente essa vai ser a melhor alternativa, porque talvez o que o seu cliente precisa não é uma peça muito bonita. Talvez ele precise de uma comunicação mais efetiva, ele precisa de mais retornos. Ele precisa de um processo de vendas diferente. Ele precisa de conteúdos que o seu escritório produza conteúdos para que ele fique sempre informado. 

E quando, você falando sobre isso, Leonardo, eu estou lembrando muito de um caso meu, na semana passada, aqui perto, perto do escritório da Freelaw.

A gente tem dois barbeiros aqui perto e eu de vez em quando vou em um, e de vez em quando vou em outro. 

Uma dessas barbearias, ela é daquelas barbearias mais modernas. E aí você chega lá e eles te oferecem uma cerveja. Todo o aroma bonito. Eles criam uma experiência completamente diferente. 

A outra barbearia, ela é até arrumada, não é igual a outra não, mas essa outra barbearia o corte é muito mais rápido. Ela não é tão arrumada não, mas o corte é mais rápido. E aí primeiro, eu estava indo naquela outra que era mais arrumada e eu vi que o corte tava demorando muito. 

E eu, como cliente da barbearia, o que eu mais queria não era a cerveja, não era o aroma legal, não era aquela barbearia mais chique. Eu queria que fosse rápido e eficiente. 

A outra ela podia até ter investido menos em todas essas outras questões. Mas como ela estava satisfazendo a minha maior necessidade, que era ser rápido, eu comecei a ir só nessa outra. 

Então acho que acho que tem várias vários escritórios que estão investindo em várias coisas para cativar seus clientes em que o cliente queria outra coisa. Talvez o primeiro passo da barbearia seria “vou fazer um atendimento rápido, corte rápido e diminuir meu tempo médio por corte. 

Depois eu vou colocar cerveja, depois vou colocar as outras coisas”. Porque senão você, uma frase que eu falo aqui repetidas vezes e vou repetir de novo que é:  você não fala de design de interiores para um local que está precisando um pedreiro ainda.

Leonardo: Exatamente, esse seu exemplo seu traz muita clareza, aquilo que todo dia, nós designers nos deparamos para resolver uma demanda. 

A primeira coisa, Gabriel, seja no ramo jurídico, seja no ramo médico, seja na Engenharia, enfim, na Medicina. Compreenda o que o seu cliente quer. A primeira coisa é o entendimento. 

Então, nos processos de design thinking, aqui. Mas é um processo no qual se aplica o Legal Design, a primeira coisa descobrimos quem é nossa cliente, antes de responder a perguntas antes de pensar em tecnologia antes de pensar em processo. 

Quem é o nosso cliente? “Bom, nosso cliente é o Gabriel, e o que ele quer? Ah, o Gabriel quer um corte mais rápido. Opa! Descobrimos o cerne. Ponto. 

Se o Gabriel quer um corte mais rápido, então, existem outros também com a mesma perspectiva do Gabriel, no qual nós podemos atender.” 

Então, a empresa que define fazer investimentos ou o escritório de advocacia que decide fazer os investimentos em X,Y,Z tecnologias, antes ele deve pensar primeiro em conhecer o seu cliente. Conhecendo seu cliente, ele consegue otimizar o investimento. 

E, melhor, otimizando o investimento, eles podem realocar aquele que sobra para outros investimentos futuros, para agregar novos tipos de clientes, para conhecer novos usuários, digamos assim, e, assim, ir ampliando de uma maneira progressiva e com racionalidade a carteira de clientes dele. 

Seu exemplo é brilhante, é isso aí mesmo.

Gabriel: E, assim, quando a gente fala de Design Thinking e todos esses outros derivados, a gente fala de ferramentas para fomentar a criatividade e inovação. 

E a inovação e a criatividade, elas vêm de algo que não é óbvio. 

Investimentos iniciais no Visual Law

Gabriel: Então, se tá todo mundo querendo fazer petições bonitas, talvez isso já está assim, ainda está longe de ser óbvio, mas talvez existam formas mais criativas que podem atingir o mesmo resultado, sem que você tenha todos esses gastos.

Leonardo: Exatamente! Existem investimentos iniciais, Gabriel, muito baratos que qualquer escritório de advocacia pode suportar.

Gabriel: Conta para a gente aí, então.

Leonardo: Conto, com total propriedade. Porque, o que será feito? Primeiro é tentar, em processos, entender o cliente, conforme eu falei antes. 

E segundo desenhar o processo. Para desenhar o processo você vai gastar 03 (três) coisas: lápis, papel e cérebro. Essas três coisas todo mundo tem ou, pelo menos, deveria ter, né? 

Então, assim, desenhando o processo para entender o cliente, compreender o que ele quer, você vai poder definir lá no final desse processo, no qual o designer de experiências pode ajudá-lo a descobrir qual é o objetivo desse cliente. 

E aí, com essa resposta no final desse processo de Legal Design, aí sim, vamos investir em tal tecnologia, ou não é tecnologia, é o nosso atendimento ou não é o nosso atendimento, é a nossa comunicação, o que precisa ser resolvido. 

Então, inicialmente, é entender o cliente, desenhar o processo, descobrir dores, solucionar essas dores. E, a gente fala no final do procedimento de Design Sprint que é testar essa solução. Testando essa solução, o escritório vai poder já vai entender que aquele ali é o problema a ser resolvido.

 E, se o problema não foi resolvido, algo dentro desse desenho do processo não foi compreendido de maneira clara. E aí, volta-se a desenhar o processo, no qual, eu repito, gasta-se lápis, papel e conhecimento. 

Então, é redescobrir o que precisa ser feito. Isso aí não é custo alto para nenhum escritório. Depois que vai se investir em tecnologia, em pessoal mais capacitado “ah, eu devo contratar no meu escritório um estagiário mais especializado em tributário para me ajudar?”. 

Enfim, nesse desenho de Legal Design nós podemos descobrir, nós podemos orientar ao advogado, ao escritório de advocacia, o que ele realmente vai precisar. Porque o Legal Design vai ajudar toda e qualquer empresa, seja uma empresa de grande porte, seja uma empresa de pequeno ou médio, ou até mesmo um advogado, a repensar a sua forma de atuar. 

Então isso aí não importa, nós não estamos olhando para quem é a empresa atualmente. Nós vamos olhar para o usuário dela, este é o foco. Eu já comentei antes e vou reforçar novamente. Tudo deve ser pensado no cliente, na experiência do usuário.

Gabriel: Muito valioso isso que você trouxe. 

Eu acho que, assim, se você colega, advogado e advogada, que está nos escutando agora, se sair de alguma coisa, se vocês saírem com essa frase aqui que Leonardo trouxe, acho que já valeu a pena você ter escutado esse episódio até aqui. 

Acho que a aplicação do Design no Direito é um convite para que a gente pense nos problemas que a gente tem no nosso escritório, também nos problemas que os nossos clientes possuem, de uma forma diferente. 

Então, vamos pensar de uma forma sistêmica, vamos entender qual é a causa raiz do problema. 

Será que o problema está na cultura do escritório? 

Será que o problema estão nos procedimentos internos? 

Será que está na divisão de tarefas? 

Será que o problema está na falta de comunicação com cliente? 

Será que alguma ferramenta visual pode ajudar na comunicação com o cliente? 

E a partir disso, você entende o seu maior gargalo, define as maiores prioridades e começa a realizar testes para ver o que vai gerar mais resultados, com o mínimo de recurso possível.

Leonardo: Exato. E eu vou falar aqui para os ouvintes, para quem acompanha esse podcast, vou falar seis verbos que é o cerne, é a espinha dorsal do Legal Design nos processos de desenvolvimento das soluções. 

Anota aí: Empreender, Observar, Definir, Idealizar, Prototipar e Testar. Isso aí, pessoal, para quem nunca ouviu falar isso é uma sequência de procedimento que nós conseguimos resolver qualquer problema de processos, de resolução de dores dentro de um escritório de advocacia.

Gabriel: Isso tem tudo a ver também com outras metodologias, né? 

O “Legal Growth Hacking”, por exemplo, que é uma metodologia que usa muito teste e até com o próprio método científico de testar hipóteses que o Galileu Galilei utilizou lá atrás e vários outros cientistas. Sou um apaixonado desses métodos também. 

E, assim, você já falou de alguns conteúdos, no blog da Freelaw, a gente tem um artigo específico sobre o Legal Design. A gente tem um outro também, que é “Por que toda petição deve ser feita em Word?”  e a gente tem uma série de aulas no curso online gratuito nosso no Youtube. 

Uma específica que a gente fala de Legal Design, mas várias outras que não é especificamente Legal Design, mas sobre assuntos para te ajudar a entender melhor o seu cliente ideal, do seu escritório e tudo isso. 

E, também, a descrição desse episódio. Desculpa. A transcrição deste episódio vai estar disponível para vocês aqui na descrição.

O que um advogado precisa aprender sobre Visual Law

Gabriel: E, Leonardo, eu queria saber assim. Acho que ficou entendido para todo mundo que o Design não é só as peças bonitas, o infográfico, os ícones, a estética. 

Mas, assim, vale a pena um advogado aprender a estética? Vale a pena ele aprender photoshop? Vale a pena ele contratar alguém para fazer isso? Qual é a sua visão sobre isso?

Leonardo: Eu indico ao advogado conhecer um pouco, mas ele não precisa se debruçar. Porque voltando ao conhecimento “em t” que nós comentamos no início do nosso podcast, ele tem que focar, sim, na sua área central, no direito, enfim, na sua área para a qual ele estudou, mas ter um pequeno conhecimento das outras áreas, até mesmo para saber argumentar sobre algo que ele precisar resolver de última hora. 

Então, o que eu indico para o advogado é conhecer e ler um pouco mais sobre Legal Design. Em relação ao programas, não precisa ficar se preocupando com isso porque normalmente tem muitos profissionais que podem dar um suporte, Designer, estagiário, naquilo que o advogado vai precisar, porque se ele focar, por exemplo, em aprender novas tecnologias, vai ficar focado na parte tecnológica. 

É só um exemplo, que eu estou trazendo para essa nossa conversa, porque ele vai sair do foco dele em Direito para se preocupar com tecnologia. E isso não é interessante. É bom ele conhecer, conforme eu falei no conhecimento “em T”. 

É muito interessante ele saber um pouco. “Ah, mas porque essa imagem pode ser aplicada aqui?” São conhecimentos mais rasos, mas não precisa se aprofundar, porque não vai ser o cerne dele.

O cerne dele vai ser o conhecimento e a aplicação jurídica. E para ajudá-lo vão ter profissionais com conhecimento. No meu caso, vai ter a experiência do usuário para o Direito, para o mercado corporativo. Eu sou experiente, também, em Visual Law, trazer as situações jurídicas de uma maneira mais clara, e um visual mais sucinto, digamos assim, para o usuário dele. 

Só como exemplo, Gabriel, eu estou fazendo um serviço para uma empresa. E, na parte tecnológica, eu recebi uma demanda para uma tarefa de solucionar uma explicação de um manual, digamos assim, de tecnologia específica de 100 (cem) páginas. E como que eu poderia explicar isso com o Visual Law, com a solução visual? 

Neste caso, não é Visual Law, é mais tecnologia. Então, Gabriel, eu, lendo todo o escopo deste manual, compreendendo, não profundamente mas entendendo todo o processo no qual aquele assunto específico estava dizendo. Eu traduzi isso em apenas uma folha, com a solução visual. 

Então eu estou contando isso. Olha só a redução de tempo de tempo das pessoas para assistirem, por exemplo, uma palestra, um curso rápido ou até um vídeo nas redes sociais, de cem páginas para uma página só. Consegui fazer isso e foi muito bem aceito pelo meu cliente. 

Eu estou informado isso porque temos soluções, um Designer vai poder ajudar muito o escritório de advocacia e outras empresas a trazer uma comunicação mais sintetizada. 

E, se precisar aprofundar um pouco mais, o próprio profissional, advogado, enfim, ele pode explicar aquele tópico específico que as pessoas vão para precisar de um entendimento mais aprofundado, que nos quais vai demandar mais tempo. 

Então, como o mundo hoje é muito ágil as coisas precisam ter um entendimento bem claro e rápido, a solução visual, ela é muito importante no nosso giro tecnológico e nessa nossa nova geração virtual, porque, assim, entendemos que o tempo é importante para todo mundo. 

E se a pessoa conseguir compreender um assunto em apenas uma tela ou duas, no máximo três, dependendo do assunto a ser explicado, ela já ganhou um tempo.

Depois, ela vai se aprofundar naquilo que ela desejar, naquilo que ela preferir, para solucionar que aquele GAP de conhecimento, que ela não sabia até então, aquele momento.

Gabriel: Muito legal, Leonardo. Eu gosto muito de pensar assim. Acho que no mundo ideal é sempre bom você ter um Designer na sua equipe, Designer em tempo integral para estar te ajudando. Só que os recursos são finitos, né? 

Acho que nem sempre a gente tem recurso para isso tudo. E eu acho que muitas coisas a gente consegue, às vezes, cumprir o papel do Designer, principalmente como advogado que está no início. 

Então, assim, acho que tem ferramentas legais pode usar o “Canva”, você pode usar até o “Power Point”, “Keynote” eu gosto bastante. Acho que com isso você consegue quebrar bastante o galho nesse início, aprender um pouco, dependendo do tanto de recurso que você tem. 

Agora, se você tem um pouco mais de recursos, aí é importante que a gente entenda qual é o seu maior problema. Se o seu maior problema é a captação de clientes, então, talvez vamos investir em um Designer para ajudar em redes sociais, para ajudar, às vezes, em melhorar o contrato de prestação de serviços com o cliente para que fique mais visual ou algo assim. 

Uma coisa para captar clientes, talvez não vai fazer tanto sentido que você invista em um Designer para melhorar a efetividade das suas petições, nesse momento. Aí depende muito do momento do seu escritório. 

E aí pode ser que faça sentido contratar um freelancer numa empresa ou talvez internalizar um Designer. Eu acho que existem várias possibilidades. Eu acho que isso as startups fazem bem o modelo do “Spotify” de trabalhar em squads, que é o conceito que eles dizem. 

Basicamente ele convida que a gente trabalhe com pessoas de áreas diferentes porque isso provavelmente vai gerar resultados diferentes. 

Então, acho que, assim, se você não tem recurso, faz parte do Design Thinking que você consiga otimizar ao máximo sem recursos e consiga criar coisas legais assim mesmo, né?.

Leonardo: Legal demais. Você citou aí. Eu não tinha lembrado de citar no nosso papo inicialmente sobre os times, dentro das empresas, os squads, os ecossistemas. 

Então, só trazendo um pouco de informação a mais para o nosso ouvinte, por exemplo, os squads são times formados por pessoas de áreas diferentes para solucionar um certo tipo de problema ou para realizar uma demanda corriqueira que exista dentro das corporações. 

Então, trazendo como exemplo, nós podemos pegar uma pessoa do financeiro, uma pessoa do RH, uma pessoa de operações e uma pessoa do jurídico. 

Ali, nós podemos formar  um squad com essas quatro pessoas para resolver uma dor, algo que está incomodando ou que está atrapalhando e está freando o desenvolvimento da empresa. 

Algo que um X sozinho, por exemplo, só o financeiro, não poderia resolver; só o jurídico ia demorar a resolver; só o operações, talvez não compreenderia bem aquele problema. Então, nós juntamos pessoas de áreas diferentes e formamos os squads

Esses squads ficam dentro disso, digamos, num agrupamento maior chamado ecossistema. Então, assim, a partir do tamanho da empresa, esses grupos vão se misturando, vão se mesclando, eles se desfazem e depois são agregados a novos grupos. 

É uma dinâmica muito horizontal e muito interessante de trabalhar, no qual dá para ser aplicada em escritórios jurídicos de advocacia e quem realiza isso são os Designers de Experiência, o User Design Experience, que ele pode levar e pode formar essas equipes com o conhecimento do Design que já é aplicado nos processos, ele pode construir essas equipes com uma horizontalização melhor do time. 

É muito importante quando falei nessa palavra, porque nós pensamos nos empregos muito como hierarquia, ou seja, ou é “stop down” ou “bottom line” até “top line”. 

Ou seja, nós temos pessoas em níveis baixos, níveis medianos, níveis altos e “full levels”. Precisamos mudar um pouco esse mindset atualmente e que as empresas estão mudando, estão colhendo já fruto disso para uma horizontalização de equipe. 

Ou seja, eu posso pegar até mesmo um CEO e colocar dentro de uma equipe, e formar um squad com uma pessoa de “chão de fábrica” e ali resolver uma situação. E dentro do campo jurídico, especificamente no escritório advocacia, nós podemos formar equipes, squads, com pessoas até mesmo com pós-doutorado em um estagiário junto da mesma equipe para resolverem aquela dor, para trazer a melhor dinâmica, melhor desempenho para aquele escritório. 

Isso tudo é conhecimento de Legal Design aplicado na veia, digamos assim, do escritório. E isso traz uma mudança, as equipes ficam com a mente mais aberta, não ficam pensando “só eu tenho que resolver o problema X”. Não. 

Os problemas são de todos. Todos estão envolvidos e flui. A forma de trabalho flui muito melhor quando você tem essa mescla de profissionais diferentes. 

Voltando também naquele papo do conhecimento “em T”, cada um vai ter o seu conhecimento “em T” e todos, quando vão atuar em conjunto para resolver um problema, a solução é muito mais perceptível e muito mais rápida de ser encontrada.

Gabriel: Tem uma frase que gosto muito. Eu vou falar o autor, é o Peter Senge, ele tem um livro que chama “A quinta disciplina”. É um clássico de gestão.

Ele fala o seguinte: que a soma dos QI’s individuais ela é menor do que o QI coletivo. Então, se todo mundo trabalhar sozinho, individualmente, a soma de todo mundo junto ela vai ser menor do que o QI de todo mundo, o coletivo. 

Então, quando a gente trabalha junto, a gente potencializa uns aos outros e aí, gente consegue resolver problemas cada vez mais complexo de uma forma mais efetiva

E o Design, é isso, né, Leonardo? Me corrija se eu tiver errado, mas o Design é resolver problema seja lá qual for a melhor forma possível.

Leonardo: Exatamente. Eu vou trazer uma luz para o ramo jurídico, para quem está nos escutando quando fala em Design, muito se pensa em carros, móveis, tênis, enfim, aquela solução de produto. 

Mas o Design vai além disso, ele vai além da estética. Ele trabalha na função do produto, quando estamos falando do produto. Quando estamos falando de soluções para serviço, ele vai trabalhar na solução para o usuário que precisa daquele serviço.

E, o que os designers vem se atualizando para melhorar os processos das empresas. Eles vêm estudando o Design de Experiência do Usuário, por isso, eles são chamados US Designers, esses Designers de Experiência. 

Então, eu me incluo nessa categoria, porque, ao longo dos anos, eu fui me aperfeiçoando e nós podemos trazer novas soluções que nem implicam em grandes investimentos, para trazer, digamos assim, uma nova visão para empresa ou para o escritório. 

Isso o Design de Experiência pode solucionar e ajudar aquela corporação, aquele escritório a resolver uma pequena ou uma grande dor que ele esteja passando.

Considerações Finais

Considerações Finais

Gabriel: Algum comentário final, Leonardo?

Leonardo: Tenho sim, vou copiar uma frase do grande mestre Jobs, que é uma referência para mim, Steve Jobs: “Think Different”, ou seja, pense diferente, não pense da mesma forma como todos os anos atrás. Se você pensar diferente e começar a agir diferente, você vai ter solução diferente para o seu problema.

Gabriel: Muito obrigado, Leonardo. Aprendizado bem rico. Aprendi bastante com você. É sempre bom pensar em resolver os problemas dos advogados, dos clientes e que todo direito como um todo, se você, colega advogado, colega advogada que estão escutando agora começarem a aplicar isso em suas vidas, a gente vai estar cumprindo nossas funções sociais, como advogados e advogadas. 

A gente vai estar aproximando o direito das pessoas. A gente vai estar aproximando o Direito das pessoas que não entendem o “juridiquês”. A gente vai estar se comunicando de forma mais efetiva com os clientes. A gente vai estar desenvolvendo estratégias mais efetivas para adquirir clientes e o ecossistema como um todo ganha. 

Todo mundo sai ganhando com isso. Então esse é um tema que pode gerar tanto mais dinheiro para o seu bolso, Mas também pode realmente ajudar pessoas que hoje tem os seus direitos desamparados por desconhecimento. 

Mas, imagina, se você começa a aplicar isso no seu escritório, começa a produzir conteúdos, por exemplo, da sua área de especialidade e produz isso de uma forma legal, que essas pessoas vão compreender. 

Talvez essas pessoas nem vão se tornar seu cliente, mas elas vão entender melhor os seus direitos e vão agir de forma diferente perante isso, né? Eu acho que isso que é legal. 

Então fica esse recado para todo mundo. Vamos, sim, aplicar em nossas realidades. Mas vamos também pensar no impacto que tudo isso pode ter para o coletivo.

Leonardo: Exatamente. A melhoria é para todos. Essa aplicação, essas soluções novas, repito, não são tecnologias, é pensar em inovação que implique em mudança de mentalidade, mindset, e comportamento dentro das corporações. 

Eu agradeço pelo convite, fiquei muito feliz e os ouvintes, o que eles quiserem saber mais, se precisarem de alguma visita, que a gente possa ajudar a resolver algum problema.

Vou deixar meus contatos todos aí com o Gabriel, no site da Freelaw. Vocês podem entrar em contato com ele e  eu fico à disposição.

Gabriel: Obrigado novamente, Leonardo. Agradeço o colega advogado, colega advogada, sempre presentes aí conosco. Fico muito feliz com a audiência.

Posts relacionados

Um comentário em “#43: Visual Law e o Design Aplicado ao Direito c/- Leonardo Sathler

Deixe um comentário