Gestor de Escritório de Advocacia: uma nova realidade [3/4]

Gestor de escritório de advocacia
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Chegamos ao terceiro artigo dessa série!

Até então, vimos como um gestor com visão de futuro pode trazer inovação e crescimento ao escritório de advocacia.

Focamos, portanto, na relação do gestor com a empresa.

Hoje, o foco será na relação do gestor com os seres humanos que formam a empresa.

Como ele pode (e deve) liderar os advogados do escritório por um caminho de curiosidade e criatividade perante o cenário disruptivo em que vivemos.

Até porque a transformação de um escritório de advocacia passa, necessariamente, pela transformação de seus advogados.

Portanto, fique conosco até o final deste conteúdo! Veja como um gestor de escritório de advocacia deve ser o responsável pela mudança de mentalidade dos integrantes do escritório.

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Advogados criativos, escritório inovador  

Não tem outro jeito.

A inovação de uma empresa sempre será fruto do trabalho criativo dos seus integrantes.

Murilo Gun, comediante, palestrante e professor de criatividade, diz que por trás de toda empresa inovadora, há pessoas criativas.

Já para o professor de inovação e empreendedorismo Silvio Meira, “a inovação é a criatividade emitindo notas fiscais”.

Portanto, não espere que os benefícios mencionados nas duas últimas semanas aconteçam com a simples criação do cargo de gestor.

Mesmo que esse gestor seja a pessoa mais capacitada do mundo, ele não mudará nada se os integrantes do escritório não “vestirem a camisa” da mudança.

O primeiro passo para um escritório se inserir na Advocacia 4.0 é possuir advogados 4.0.

O papel do gestor do escritório nessa transformação de pessoas

“Ok, Pedro. Mas se são as pessoas que trazem inovação para as empresas, e não o gestor, qual é a importância dele para o meu escritório?”

“Não bastaria reunir a equipe para discutir e planejar essa mudança de mentalidade?”

Por um tempo eu me fiz essas perguntas. E insisti, desnecessariamente, em provar que não era necessário um gestor de escritório de advocacia para o meu escritório.

O gestor é mais do que necessário nessa transformação!

Hoje, como advogados, ocupamos toda a nossa energia com atendimento de clientes e prazos processuais.

Não temos tempo para pararmos e analisarmos o que está errado e o que está certo na forma em que trabalhamos.

Temos menos tempo, ainda, para estudarmos outras áreas, mercados e empresas.

O estudo do Direito já demanda todo nosso tempo.

Com isso, não aprendemos o que áreas como o marketing, design ou vendas podem ensinar à advocacia.

E o pior. Por estamos atuando em um mercado totalmente arcaico, marcado pela extrema burocracia, convivemos com os piores exemplos de como não ser criativo e inovador. Quem atua no judiciário sabe o que estou dizendo.

É o gestor, portanto, o responsável por trazer todas as ferramentas necessárias para essa mudança de mentalidade.

Enquanto os advogados estarão preocupados com o melhor atendimento ao cliente, o gestor estará preocupado com a transformação do advogado e o que ele deverá aprender para revolucionar sua forma de trabalho.

Em outras palavras, “os clientes” do gestor de um escritório de advocacia são os advogados e demais integrantes do escritório.

Mas afinal, como levar essa transformação aos integrantes do escritório?

Gestor de escritório de advocaciaPara ser um pouco mais claro, segue uma breve explicação prática:

O gestor deve ser uma pessoa que busque, incansavelmente, saber um pouco de tudo.

É claro que ele nunca irá conseguir saber de tudo, mas ele não pode se importar com isso. Apesar de ser impossível, ele sempre deverá tentar cumprir sua missão de saber de tudo.

Surgiu algo que ele nunca ouviu falar?

Ele busca saber do que se trata.

O gestor, portanto, é um curioso por natureza.

É aquela pessoa que não tem nenhuma timidez em dizer que não sabe e buscar saber do que se trata determinado assunto.  

É essa curiosidade que faz ele descobrir coisas que podem ser úteis a algum setor do escritório:

Conceitos de neurociência podem ajudar o departamento financeiro a cobrar clientes inadimplentes. Aprender os benefícios e pontos negativos do coworking ou do home office pode mudar a forma de trabalho dos advogados.

Ele identificou um novo assunto que pode ser útil ao escritório?

O gestor aprofundará nos estudos desse assunto e, o mais importante, o apresentará aos integrantes do escritório que poderão se beneficiar da novidade.

Juntos, eles verão se é o caso de aplicar esse novo conhecimento e trazer mudanças para a empresa.

Assim, além de um curioso, ele deve ser um curioso contagiante. Um líder com capacidade de convencimento a respeito da importância do aprendizado.

Nesse sentido, são sempre bem-vindos programas internos de fomento à essa curiosidade.

Aqui no escritório, por exemplo, fazemos apresentações semanais de 15 minutos sobre algum assunto aleatório.

Vale qualquer tipo de assunto, com uma única exceção: não pode se relacionar com direito. Um dos tópicos da apresentação, porém, deve ser a respeito de uma possível aplicação do tema da apresentação na advocacia ou em nosso escritório.

Uma sugestão: aplique uma dinâmica como essa e veja o poder da criatividade do ser humano!

Conclusão   

O LinkedIn publicou recentemente as 10 habilidades profissionais que mais são requisitadas nos currículos.

A habilidade mais importante, segundo a Rede Social, é a criatividade.

Não era de se esperar outra habilidade. Afinal, empresas inovadoras são construídas por pessoas criativas.

E para se tornar uma pessoa criativa, o melhor caminho é o exercício da curiosidade e do aprendizado.

Talvez seja esse o papel mais importante de um gestor de escritório de advocacia.

O de fomentar essa criatividade e esse amor à curiosidade.

Infelizmente, o nosso mercado ainda é muito “quadrado” e dá pouco reconhecimento à inovação.

O resultado disso é o ambiente burocrático e arcaico que o advogado precisa conviver, principalmente, no judiciário.

Com operadores do direito criativos e escritórios de advocacia inovadores, essa história pode mudar de rumo.

Até semana que vem!

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