Advocacia 4.0: Manual Completo do Advogado do Futuro

Advocacia 4.0 e o Futuro da Advocacia. Imagem com frase.
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Advocacia 4.0 é uma forma de exercer a profissão com o apoio dos recursos tecnológicos existentes para executar serviços jurídicos com mais qualidade, menos custos e em menos tempo.

O conceito é simples e conciso, mas sua aplicação – e até importância – pode ser um pouco mais complexa.

Você já se sentiu sobrecarregado com todas as informações sobre tendências e novos métodos de trabalhar? Tem receio e insegurança quanto às formas de captação de clientes atuais e inseridas no futuro? A Freelaw compilou um manual completo recheado de informações sobre as tendências da advocacia do futuro.

O manual vai abordar tendências da advocacia, como inovar e como começar a advogar do zero. É perfeito para você, advogado, aprender novas formas de otimizar seu trabalho e torná-lo mais dinâmico. 

Após conversas e interações com advogados de diversos ramos, foi possível identificar cinco problemas e inseguranças comuns nos escritórios de advocacia, tanto novos quanto os já consolidados. São eles:

  • Dificuldade de organização de documentos – tanto físicos quanto eletrônicos;
  • Dificuldade de aquisição de novos clientes – ou de manter o cliente no escritório a longo prazo, para mais de uma ação;
  • Resistência ou receio quanto à aplicação de novas tecnologias.
  • Falta de conhecimento ou falta de tempo para gerir e administrar o escritório.
  • Falta de conhecimento, tempo, ou mesmo resistência quanto a estratégias atuais de marketing jurídico.

A boa notícia é que todos estes problemas possuem solução. E ela se encontra na inovação, através da advocacia 4.0, na integração de direito e tecnologia, nas lawtechs e legaltechs e em novas práticas de organizar um escritório de advocacia e captar clientes.

Quer saber mais, e resolver de uma vez por todas problemas ultrapassados? Leia este manual completo do advogado do futuro até o final. E, se quiser salvar para ler sempre que precisar, você também pode baixar a versão em pdf.

O que você encontrará neste manual:

O Futuro da Advocacia está aqui:
Advocacia 4.0.

Os termos “Advocacia 4.0” e “Futuro da Advocacia” ainda não eram utilizados nas décadas de 70, 80 e 90. Mas foi nesse período que os advogados começaram a ter contato com a tecnologia – a advocacia evoluiu conforme as tradições e novas invenções, mesmo que de forma mais lenta em comparação a outros mercados.

A advocacia 4.0 realmente é relevante?

Em um mundo em que tendências desaparecem do mercado tão rápido quanto chegam ao topo, é compreensível que muitos hesitem quando o assunto é mudar os próprios hábitos. Afinal, como saber quais tendências são sérias, duradouras, e quais desaparecerão em pouco tempo, sendo mera perda de tempo?

Para responder a este questionamento, leia e responda a pergunta abaixo:

O que vale mais a pena: utilizar um computador ou uma máquina de escrever?”

Atualmente, a resposta pode ser óbvia: o computador faz tudo o que a máquina de escrever fazia com mais velocidade, mais ferramentas e mais conforto.

A verdade é que por muito tempo, advogados persistiram em utilizar a máquina de escrever – e alguns ainda preferem utilizá-la até hoje. Prova disso é um advogado criminalista que critica a “cultura do modelo”, conforme noticiado pelo Estadão – Estado de São Paulo – em 2010.

O advogado em questão prefere utilizar a máquina de escrever, uma Remington, por não se sentir confortável com o hábito de usar modelos para petições.

Você, que já usa um computador, sabe que é infinitamente mais rápido e mais prático, e provavelmente não voltaria a utilizar uma máquina de escrever mesmo que ela desse certo, voltaria? Afinal, o que se procura não é apenas a obtenção de resultados, mas que os resultados venham de forma otimizada, prática e com melhor qualidade de trabalho.

Se você fez a transição para o computador assim que possível, você certamente saiu na frente de maior parte da concorrência que persistiu na datilografia. E é isso o que acontece com os advogados que já estão implementando o modelo 4.0 na prática diária.

Os advogados que aplicam a advocacia 4.0 saem na frente, livrando-se dos problemas enfrentados por muitos escritórios e advogados que optam por um modelo de trabalho mais burocratizado. Modelo com pouca automatização e pouca inovação, gastando mais tempo e energia em serviços não jurídicos.

A advocacia 4.0 traz consigo a oportunidade de reduzir, senão eliminar, a frustração causada pela falta de tempo daqueles que se recusam a inovar e se atualizar. Aqueles atualizados ao novo modelo de advocacia saem na frente na captação de clientes e na qualidade de trabalho.

O que é Advocacia 4.0

O que é advocacia 4.0

A “Advocacia 4.0” é uma forma de exercer a profissão com o apoio dos recursos tecnológicos existentes para executar serviços jurídicos com mais qualidade, menos custos e em menos tempo.

É um reflexo da Quarta Revolução Industrial no mundo jurídico – que, apesar de mais conservador e tradicionalista do que outras áreas, está aderindo às demandas trazidas pela inovação.

Utilizar os recursos tecnológicos de forma prática e eficiente ajuda a diminuir o volume de tarefas que não exigem a especialização jurídica. Além disso, o advogado 4.0 que encarar o desafio e se adaptar terá a oportunidade de focar o tempo nas atividades de sua especialidade.

Quais as oportunidades existem para o Advogado 4.0?

Na prática, dentre outros benefícios e possibilidades, um advogado 4.0 pode:

  • Automatizar tarefas que antes eram executadas manualmente;
  • Se conectar com outros advogados e com clientes por meio da internet;
  • Analisar dados para tomar melhores decisões, diminuir custos e definir estratégias processuais;
  • Utilizar mecanismos para resolver conflitos online;
  • Prestar serviços jurídicos e precificar os honorários de forma inovadora;
  • Melhorar a gestão interna de um escritório de advocacia ou departamento jurídico;
  • Extrair e monitorar dados públicos com mais facilidade e velocidade;
  • Otimizar a contagem de prazos processuais e melhorar a organização das tarefas diárias;

Para usufruir dessas oportunidades, é necessário que o advogado faça mais do que aplicar a tecnologia na prática jurídica.

As tecnologias permitem ao profissional desfrutar de um grande diferencial competitivo frente aos colegas resistentes à mudança.

Além disso, aliar-se à tecnologia é uma forma excelente de melhorar a qualidade de trabalho e diminuir o tempo gasto em tarefas não jurídicas e que podem ser automatizadas.

Mas é necessário ir além: mais do que saber utilizar tecnologias, o advogado deve estar em constante atualização e crescimento.

O ideal é uma mudança na mentalidade e no conceito do que significa advogar – uma verdadeira mudança na cultura de organização. Esse talvez seja o maior desafio para grande parte dos advogados, que fazem parte do tradicional e conservador meio jurídico.

E sequer é necessário que você se adapte a todos os softwares e aplicativos que são lançados com frequência. Essa adaptação pode ajudar, sim, mas você pode utilizar os meios tecnológicos de uma forma que se encaixe com seu estilo.

O que o mercado espera do advogado 4.0?

O mercado espera que o advogado faça “mais-por-menos”.

Isso significa que o mercado espera que os advogados entreguem serviços melhores, mais técnicos, com atendimento personalizado ao cliente e com menos custos. 

Parece impossível? Afinal, a regra é que serviços mais técnicos exigem mais tempo e, portanto, aumentam os custos.

Não se trata de uma mentalidade exclusiva da advocacia – por anos, empreendedores associavam maior técnica e desempenho com um aumento de custos. Essa é, inclusive, a justificativa de muitos para aumentar os valores cobrados. 

A advocacia 4.0 muda esse cenário. O advogado do futuro é aquele que possui o conhecimento e as ferramentas para considerar que a visão de que o trabalho jurídico deve ser feito sempre sob medida, de forma artesanal, é romântica e fictícia. 

Richard Susskind, na bíblia para o advogado do futuro, “Tomorrow’s Lawyers”, trata do tema como ninguém. No livro, o professor afirma que

“Eu aceito que algumas questões jurídicas exigem a aplicação de mentes jurídicas agudas e a criação de soluções sob medida. Mas acredito que muito menos trabalho jurídico requer tratamento sob medida do que os advogados fazem os seus clientes acreditarem.” (tradução nossa)

Isso significa que vários advogados podem aumentar a eficiência e diminuir os custos – internos e repassados ao cliente – automatizando atividades ou mudando a forma de execução. 

A verdade é que clientes não tem nenhum interesse em pagar advogados para “reinventar a roda” em todos os seus casos. Os clientes esperam que os advogados sejam eficientes e que já utilizem todo o seu conhecimento e experiência de forma estratégica.

Esperar que um advogado realize um serviço artesanal todas as vezes, é como esperar que a cada carro que a Ford fabrica, ela o faça de forma diferente: não faz nenhum sentido.

O advogado que quiser continuar competitivo no mercado atual e no futuro precisa mudar a forma de executar serviços. 

Uma dessas mudanças pode ocorrer por meio das Lawtechs e Legaltechs.

O Que São Lawtechs e Legaltechs

Lawtech é o termo abreviado de Law Technology, que, traduzindo de forma crua e literal, significa “Lei Tecnologia”. As lawtechs, também chamadas de legaltechs, são um reflexo que a Revolução 4.0 gerou no mundo jurídico.  

Irmãs das famosas ‘fintechs’ (nubank, inter, e outras instituições financeiras inseridas na tecnologia, por exemplo), as Lawtechs ou Legaltechs são empresas, em sua maioria startups, de base tecnológica, que desenvolvem soluções para otimizar o trabalho no setor jurídico, público ou privado.

Trata-se, basicamente, da aplicação da tecnologia no direito para facilitar a vida dos operadores do direito. 

E as Lawtechs vieram para ficar. Assim como todo o conceito da advocacia 4.0, as Lawtechs são a porta para o futuro. 

Em números, a AB2L – Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs – registrou, em seu radar, em 2017, não mais do que 40 Lawtechs. Já em 2020, há mais de 120 Lawtechs no radar da AB2L.

E essas centenas de Lawtechs estão atualmente subdivididas em 13 subcategorias, cobrindo praticamente toda a atuação jurídica e criando facilitadores em todos os ramos. As categorias, listadas no site da AB2L, são:

  • Analytics e Jurimetria – Plataformas de análise e compilação de dados e jurimetria.
  • Automação e Gestão de Documentos – Softwares de automação de documentos jurídicos e gestão do ciclo de vida de contratos e processos.
  • Compliance – Empresas que oferecem o conjunto de disciplinas para fazer cumprir as normas legais e políticas estabelecidas para as atividades da instituição.
  • Conteúdo Jurídico, Educação e Consultoria – Portais de informação, legislação, notícias e demais empresas de consultoria com serviços desde segurança de informação a assessoria tributária.
  • Extração e monitoramento de dados públicos – Monitoramento e gestão de informações públicas como publicações, andamentos processuais, legislação e documentos cartorários.
  • Gestão Escritórios e Departamentos Jurídicos – Soluções de gestão de informações para escritórios e departamentos jurídicos.
  • IA – Setor Público – Soluções de Inteligência Artificial para tribunais e poder público.
  • Redes de Profissionais – Redes de conexão entre profissionais do direito, que permitem a pessoas e empresas encontrarem advogados em todo o Brasil.
  • Regtech – Soluções tecnológicas para resolver problemas gerados pelas exigências de regulamentação.
  • Resolução de conflitos online – Empresas dedicadas à resolução online de conflitos por formas alternativas ao processo judicial como mediação, arbitragem e negociação de acordos.
  • Taxtech – Plataformas que oferecem tecnologias e soluções para todos os seus desafios tributários.
  • Civic Tech –  Tecnologia para melhorar o relacionamento entre pessoas e instituições, dando mais voz para participar das decisões ou melhorar a prestação de serviços.
  • Real Estate Tech – Aplicação da tecnologia da informação através de plataformas voltadas ao mercado imobiliário e cartorário.

Se quiser saber sobre cada uma delas em mais detalhes e com exemplificações, este e-book completo sobre Lawtechs e Legaltechs é o conteúdo certo para você. 

A Importância das Lawtechs e Legaltechs para Advogados

Imagem com texto.

Aqui, já não deve haver dúvidas sobre o conceito de Lawtechs e os diferentes tipos existentes, e tampouco acerca do crescimento exponencial delas no mercado. No entanto, pode ser que você ainda questione a importância efetiva delas.

As Lawtechs podem ajudar com o problema de organização e gestão de dados e documentos através da automação qualificada deles. Além disso, auxiliam na obtenção de informações e dados jurídicos – leis, jurisprudência, atualizações legislativas etc – e na execução de parcerias jurídicas, bem como na celebração de acordos e conciliação. 

A Freelaw, por exemplo, faz a diferença ao oferecer uma solução de conexão de escritórios de advocacia a advogados especializados, para execução de serviços sob demanda, auxiliando na gestão da execução da demanda.

Assim, garante-se que o contratante consiga um profissional que se encaixe nas qualificações e experiências necessárias para garantir um serviço de alta qualidade e bom custo-benefício.

Algumas Lawtechs podem ajudar o advogado, inclusive, a se manter atualizado e absorver mais informações da própria área por meios diversos, como a Livejur

São uma aposta certa para o advogado que busca valorizar o próprio tempo, deixando de gastá-lo com tarefas de gestão e podendo focar no que realmente importa: o serviço prestado ao cliente com maior qualidade e técnica, e menor custo.

O movimento ganhou força até ser notado pela OAB, que já possui comissões voltadas para Startups e inovação em diversas seções e subseções. 

As Lawtechs e a implementação de tecnologias na advocacia abriram espaço não só para um trabalho de maior qualidade por parte dos advogados, mas também para novas formas de advogar.

Novas formas de exercer a advocacia

O modelo tradicional de advogar pressupõe um escritório composto por sócios, associados, um ou mais estagiários, e um rol de ações e clientes. 

Nesse modelo, os estagiários fazem as tarefas condizentes com o nível de conhecimento e diligências externas. Advogados com mais tempo de carreira se ocupam da parte mais técnica da profissão – peças processuais complexas, audiências de instrução e julgamento que demandam mais conhecimento e ‘jogo de cintura’, por exemplo.

Por fim, os advogados recém-formados ou com menos tempo na área cuidam do contencioso de massa, ou de peças e ações de menor complexidade.

Essa forma de exercer a advocacia é centenária e consolidada no meio jurídico. Só que não é mais a única forma. O advogado possui mais opções além de abrir um escritório ou se juntar a um já consolidado. Além disso, os escritórios de advocacia podem expandir as áreas de atuação sem necessariamente ter que contratar novos advogados para as novas áreas.

Isso porque a tecnologia abriu espaço para novas formas de exercer a profissão. Algumas delas são:

  • Advocacia Home Office
  • Advogado Freelancer
  • Correspondente jurídico
  • Celebrando parcerias jurídicas

Advocacia Home Office

Trabalhar de forma remota, online, ou home office (tradução literal: escritório em casa), é o sonho de muitos e uma tendência do mercado atual – não só jurídico. Aliás, o mercado jurídico é um dos que apresenta a maior dificuldade na transição em função da tradicionalidade.

Veja o infográfico abaixo que resume dados coletados pelo Instituto Trabalho Portátil, em conjunto com o GoHome, sobre o trabalho remoto.

Infográfico de dados sobre trabalho remoto. Advocacia 4.0.

E os dados, apesar de norte-americanos, não refletem somente a realidade dos Estados Unidos. Isso porque o modelo de trabalho Home Office está expandindo no Brasil.

E tal fato também é verdade na advocacia. Com o crescimento de oportunidades para advogados home office, bem como a redução de custos existente no trabalho remoto – seja exercido em casa ou em espaços coworking – não faz mais sentido, para muitos, investir na criação de um escritório de advocacia. 

Não significa que os escritórios estão ultrapassados – na verdade, o modelo ainda funciona muito bem, mas agora advogados de escritórios possuem mais oportunidades de contratação e expansão graças ao modelo de advocacia home office. 

Significa dizer que a advocacia exercida em escritórios e a advocacia online podem – e até devem – atuar em conjunto, como aliadas e não necessariamente concorrentes. 

A advocacia home office abre as portas para uma outra forma, correlata, de exercer a profissão: o advogado freelancer.

Advogado Freelancer

O advogado freelancer é uma alternativa viável e cada vez mais popular de contratação. É adotada por muitos escritórios que vêem na modalidade uma oportunidade de melhorar sua eficiência e reduzir custos. 

A contratação de um advogado freelancer permite ao escritório abrir o leque de serviços oferecidos com menor custo, mas mantendo uma boa qualidade. 

Seu escritório recebe demandas variadas de um mesmo cliente, ou mesmo demandas que envolvem mais de uma área ao mesmo tempo? Se sim, você provavelmente já se viu em uma encruzilhada entre dizer não ao cliente ou ter que gastar tempo – e dinheiro – aprendendo uma nova área, na qual você provavelmente não atuará no futuro.

E é aí que o advogado freelancer entra para ajudar. Se é uma demanda única, ou em comarca diversa, por que não contratar um freelancer e conter os custos envolvidos com deslocamento, cursos e aprendizado? E, se seu receio é quanto à qualidade do trabalho, as Lawtechs e Legaltechs podem ser a solução para você!

Correspondente jurídico

A atuação como correspondente jurídico, e contratação de advogados correspondentes, não é tão nova quanto as demais modalidades, mas também é um reflexo da Revolução 4.0. É um modelo já aceito até entre os mais conservadores como forma de conter gastos na profissão. 

Para demandas menos complexas, é uma forma válida e até eficiente. Os escritórios de advocacia podem buscar correspondentes jurídicos de diversas formas e contratar para um trabalho mais pontual, mas havendo algum risco quanto à qualidade do trabalho do profissional.

Parcerias Jurídicas

Muitos se equivocam e acreditam que parcerias jurídicas e correspondentes jurídicos são a mesma coisa. Na verdade, a parceria jurídica pode se dar de diversas formas, mas normalmente envolvem um trabalho em conjunto entre advogados e/ou escritórios de advocacia. Não se trata da delegação de um ou outro trabalho para um terceiro, mas do compartilhamento de esforços e serviços.

As parcerias podem ocorrer entre escritórios de advocacia, que se unem na resolução de um caso e celebram acordo em relação à divisão dos honorários, ou para captação de clientes. Nesse último caso, um escritório executa o trabalho, mas a outra parte da parceria também recebe uma parte por ter captado o cliente. 

Parcerias jurídicas auxiliam na captação de clientes, permitem aos escritórios e advogados expandir o portfólio de atuação, aumentam a eficiência e reduzem o tempo de serviço e não implicam em um aumento de gastos fixos para os profissionais. Trata-se de uma alternativa muito vantajosa para escritórios que não querem ou não podem arcar com a contratação de advogado para a equipe, e também para advogados iniciantes que estão começando seu caminho na profissão.

Esse modelo, no entanto, apresenta o mesmo risco dos demais: é mais difícil realizar uma filtragem e controle de qualidade do profissional envolvido na parceria. Há diversas formas de lidar com o problema – desde analisando o histórico do profissional até um método mais simples, que é o de utilizar Lawtechs para fazer o papel intermediário. Nós, da Freelaw, por exemplo, trabalhamos com um sistema de match inteligente para celebração de parcerias jurídicas entre advogados e escritórios de advocacia.

Alguma dessas formas de exercer a advocacia combina com você, ou tem interesse na contratação desses advogados? Deixe seu comentário a respeito ao final! 

Mas se você ainda prefere um escritório de advocacia no modelo mais tradicional, também é possível prepará-lo para o futuro. Você não precisa necessariamente aderir às novas formas de advogar, mas estar disposto a inovar é essencial para a manutenção de um escritório de advocacia de sucesso.

Como manter um escritório de advocacia de sucesso

Como manter um escritório de advocacia de sucesso

É comum profissionais não estarem dispostos a mudar a forma como atuam quando esta já dá certo e traz resultados. Na verdade, é compreensível e faz sentido: por que correr riscos se o porto seguro já traz tudo o que se necessita?

A melhor resposta para essa pergunta é uma reflexão:

Imagine que você está em uma rodoviária. Você sempre pega ônibus nesta rodoviária. Seu destino é um restaurante que oferece descontos progressivos para os 10 primeiros clientes do dia, todos os dias.

Quanto mais cedo e mais rápido você chegar, menos vai gastar pela refeição de qualidade.

Você sabe que o ônibus das 17:30 chega lá pontualmente às 17:45, garantindo que você sempre esteja entre os 5 primeiros clientes. Se um motorista de uma van aparecesse um dia prometendo que te levaria mais rápido pelo mesmo preço, você hesitaria, certo? Afinal, o motorista não é de confiança, não é experiente, e o seu método já funciona.

Mas e se a companhia de ônibus lançasse um modelo mais rápido, no mesmo horário, e mais confortável pelo mesmo valor? Você continuaria pegando o seu ônibus de sempre? Provavelmente não. Afinal, você tem a oportunidade de ter mais conforto e velocidade, e diminuir os custos – chegar mais cedo garante um desconto maior lá no final, no restaurante.

As técnicas e dicas de inovação trazidas pela advocacia 4.0 para os escritórios de advocacia são o veículo mais rápido e eficiente da profissão. Além disso, não há uma regra. Como tudo na advocacia, o seu sucesso depende da forma como você aplica o que for aconselhado, de sua adaptação e de sua disposição a tentar, errar, e tentar de novo para conseguir.

Mas o primeiro passo para o sucesso a longo prazo no seu escritório de advocacia é tratá-lo como uma empresa.

Na prática, significa que você deve ir além de alugar ou construir um espaço, preenchê-lo com livros e captar clientes. É preciso se dedicar a atividades não jurídicas, como atividades de controle financeiro, gestão de pessoas, automação de trabalhos repetitivos e outras atividades de gestão.

  • Mas isso vai contra todo o exposto até agora, não? Se a advocacia 4.0 veio para diminuir trabalhos não jurídicos, como pode ser necessário que o escritório de advocacia seja uma empresa?

O que a advocacia 4.0 trouxe foram diversos canais e métodos para realizar a gestão do seu escritório de forma rápida e eficiente. Na verdade, é muito provável que você já realizava tudo o que deve ser feito, mas de forma desordenada ou desorganizada, o que compromete a eficácia e o resultado. 

Certamente você já tinha alguma forma de controlar os honorários recebidos ou a receber, as cobranças a fazer no final do mês, e as contas a pagar, certo? O que o modelo de gestão exige é que você saiba realizar tais ações de forma otimizada e ordenada. 

Um escritório de advocacia com uma boa gestão terá vantagens em relação à concorrência – cada vez mais ampla e volumosa. Além disso, uma gestão eficiente focada nos três pilares – equipe, cultura e processos – e garante um crescimento orgânico e sustentável do escritório.

Falamos muito sobre os três pilares na aula 6 do nosso curso online gratuito, e você pode conferir abaixo:

Além dessa aula, você também pode conferir __ outras aulas sobre o tema. São elas:

Aula 09: Como criar um planejamento estratégico para o seu escritório de advocacia em 2020.

Aula 11: Como fazer um escritório de advocacia crescer de forma exponencial.

De forma resumida, um escritório deve ter:

  • Uma cultura organizacional bem definida e sustentável;
  • Uma equipe dinâmica e atualizada;
  • Uma definição clara e viável dos processos internos.

Com estes três pilares bem construídos e estabelecidos, outros fatores, como uma boa administração financeira, estratégias de captação de clientes, estratégias orgânicas de marketing, devem ser ajustados para fomentar o escritório. 

A definição da melhor estratégia para reestruturar a forma como seu escritório é conduzido – se necessário – depende de fatores exclusivos do escritório.

Para saber o que priorizar, ou em que trabalhar primeiro, analise sua base de clientes, o volume de novos clientes adquiridos nos últimos meses e o faturamento do escritório. Encontre falhas ou pontos de melhorias, e aplique as técnicas de gestão essenciais ao caso.

E, se você não souber por onde começar, este artigo pode ajudar. Além disso, você sempre pode contar com Lawtechs.

Mas há um elemento que une todas as estratégias e é essencial para captar clientes e manter o escritório funcionando: o marketing jurídico.

Novas formas de captar clientes: o marketing jurídico

Pense assim: se uma empresa decidir construir um complexo de apartamentos para vender, apartamentos de alta qualidade, excelente custo-benefício, mas não divulgá-los, de que adianta? Os apartamentos estarão prontos, mas ninguém vai comprar porque ninguém sequer saberá que eles estão a venda. 

Mesmo que as pessoas passem pelos prédios, sem anúncios de venda, elas não tem motivos para presumir que podem adquirir os apartamentos. O marketing é essencial na divulgação de produtos e serviços.

Na advocacia, há um desafio: as regras do Código de Ética da OAB limitam, e muito, estratégias de publicidade, marketing e captação de clientes.

(Aperte play para ouvir o episódio 34 do podcast Lawyer to Lawyer, no qual Gabriel Magalhães e Júlia Resende fazem uma apresentação completa sobre marketing jurídico).

O Que é o Marketing Jurídico

Marketing Jurídico é o nome dado à estratégia para a captação de clientes e para o fortalecimento do branding pelos advogados e escritórios de advocacia. A estratégia, em geral, envolve o Marketing Digital em sua integralidade. 

Através da aplicação de estratégias de marketing na advocacia, é possível captar clientes sem infringir os artigos 28 a 34 do Código de Ética da OAB. Adotando as melhores estratégias de marketing na advocacia, é possível aumentar a autoridade e credibilidade do seu escritório face a concorrência. 

Na prática, é possível aplicar estratégias de Inbound Marketing, outbound marketing, Marketing de Conteúdo e Search Engine Optimization, para obter bons resultados em tempo reduzido. E, se o escritório contar com profissionais de marketing que acompanhem métricas e performance, ainda tem a garantia de que estará sempre utilizando estratégias atualizadas e dentro dos ditames do Código de Ética da OAB.

Aplique o que aprendeu!

Diante de todo o exposto nesse texto, é hora de você agir e adotar a advocacia 4.0. Aplique as técnicas, tecnologias e recursos expostos e veja uma melhora exponencial no seu trabalho – tanto em relação a qualidade quanto em relação a resultados financeiros. 

Aprender e se atualizar é importantíssimo, mas é essencial que você se disponha a partir para a ação.

E se ainda quiser se aprofundar mais no universo da Advocacia 4.0 e nos diversos recursos oferecidos pela tecnologia para a profissão, confira estes artigos:

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