Freelancer Jurídico: Conheça essa nova tendência do mercado!

Freelancer Jurídico - Imagem de um homem trabalhando em um computador.
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A advocacia deixou de ser apenas um conjunto de ações tomadas para movimentar ou impulsionar processos judiciais. Clientes buscam mais do que alguém que analise documentos, entenda termos jurídicos e os acompanhe em audiência.

Com a advocacia 4.0, novas formas de advogar tomaram a frente da advocacia mais tradicional. Uma delas é o freelancer jurídico, um termo até então pouco utilizado por advogados, mas em crescimento exponencial no mercado jurídico.

Isso porque com o avanço da tecnologia, aumenta-se o número de profissionais que buscam trabalhos temporários e flexíveis.

Os precursores dessa tendência são a Uber e o Airbnb.

O trabalho freelancer é uma tendência mundial e está alterando a forma de trabalho no mundo.

A Catalant, empresa especialista em gestão ágil, realizou uma pesquisa com CEO’s de empresas da Fortune 1000 para entender como eles enxergam as mudanças no trabalho.

Um dos pontos principais foi a mudança na estratégia para ter talentos.

Agora, mais do que adquirir talentos, as empresas buscam ter acesso a talentos.

Nesse sentido, as grandes empresas e escritórios de advocacia podem começar a aproveitar as possibilidades tecnológicas para expandir sua rede de talentos.

Isso de forma a diminuir seus custos fixos e, por consequência, aumentar seu faturamento.

Se você quiser saber sobre essa tendência atual, fique até o final desse post!

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O que é um Freelancer Jurídico

O freelancer jurídico é o profissional que atua de forma autônoma na área, sem vínculo a um escritório específico. É uma tendência em crescimento em todas as áreas do mercado, e era questão de tempo até que crescesse no mercado jurídico.

A força dessa forma de atuar na advocacia aumentou em função de vários fatores, com destaque para:

  • Crise do Workaholic
  • Home Office e Employee Experience

Explicamos melhor os fatores abaixo.

Crise do ‘Workaholic’

Por muito tempo, as empresas valorizavam a cultura do trabalho excessivo.

O mindset era no sentido de que horas trabalhadas eram sinônimo de produtividade.

No Japão, por exemplo, a mentalidade workaholic é um problema social grave. Tal fato fez com que as empresas japonesas tivessem que forçar as férias e o fim do expediente dos trabalhadores.

No contexto de trabalho excessivo, os ambientes de empresas e de escritórios tornaram-se hostis e estressantes para o trabalhador.

Nos últimos anos, por exemplo, houve o aumento significativo de doenças causadas pelo estresse.

E, especialmente com os avanços tecnológicos, as empresas percebem, cada vez mais, que as horas trabalhadas não são o que importa.

Locais de trabalho inflexíveis, com regras excessivas ou falta de oportunidade de crescimento contribuem para que os trabalhadores sintam-se estressados e pressionados.

Tais ambientes geram posturas contraproducentes como a procrastinação, a revolta e falta de colaboração.

Estudos comprovam que a produtividade, inclusive, pode ser maior ou igual, quando o trabalho é realizado em períodos menores de tempo ou de forma mais flexível.

O ponto central para a mudança de comportamento das empresas é o custo do estresse. 

Custo esse que é gerado pelo afastamento de pessoas do trabalho, por exemplo.

Foi pensando nesses fatores que algumas empresas brasileiras começaram a se adaptar a esse novo cenário. No direito, poucos advogados estão seguindo essas tendências.

Infelizmente, a maioria dos escritórios de advocacia vivencia uma sobrecarga de trabalho constante de toda a equipe e valoriza os advogados que trabalham mais horas, ao invés de analisar os resultados gerados.

Home Office e Employee Experience

Sabe-se que uma das maiores tendências do mercado atual é justamente a busca pelo equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional.

A antiga tendência workaholic vem sendo substituída pela necessidade de maior flexibilidade no trabalho e de  rotinas mais enxutas.

Para atender as necessidades da nova geração, as empresas começaram a dar maior flexibilidade para os trabalhadores.

A medida das empresas, inicialmente, foi a implementação do home office (trabalho remoto) e do employee experience.

Nesse cenário, cresceram as oportunidades de trabalhar remotamente.

Um pouco depois, as empresas, seguindo o Google, optaram por criar ambientes de trabalho mais descontraídos.

Levar o pet para o trabalho e poder jogar videogame nos intervalos do experiente pareceu atrativo.

Contudo, as práticas do home office e do employee experience já vêm sendo criticadas…

Ao contrário do que os trabalhadores (e empresas) esperavam, as práticas geraram o efeito reverso do que se buscava – a diminuição do estresse e do trabalho excessivo.

Trabalhar em home office para as empresas fez com que as pessoas trabalhassem ainda mais em casa.

Do mesmo modo, o employee experience permite que as pessoas se sintam tão à vontade no ambiente de trabalho, que faz com que passem mais tempo lá do que deveriam ou gostariam.

No direito, já existem alguns casos de advogados onlines e escritórios que estão começando a fomentar esse tipo de trabalho para reduzir custos e aumentar a eficiência, contratando advogados online sob demanda para execução de petições online.

Freelancer Jurídico: Tendência de Mercado

Nesse contexto, a nova geração está buscando novas alternativas de trabalho que atendam as reais necessidades de flexibilidade e de equilíbrio.

Ao mesmo tempo, as empresas buscam ter acesso a talentos.

O que não quer dizer necessariamente contratação desses talentos.

Aliar isso à redução dos custos fixos para atender aos anseios dos clientes tornou o “trabalho sob demanda” ainda mais atrativo.

E, foi para atender a essa necessidade (de ambos os lados da moeda), que se fortaleceu a tendência dos Freelancers no mercado. 

Inclusive, a tendência do freelancer jurídico.

Hoje, os trabalhadores por demanda crescem 23% ao ano e os millenials representavam 33% dos freelancers do mundo, até 2017.

Sem sombras de dúvidas, há um crescimento e o fortalecimento do trabalho sob demanda no mundo.

Deste modo, há que se pensar como será a adoção do trabalho freelancer pelo Brasil e, em um futuro próximo, pelo mercado jurídico.

Freelancer no mercado jurídico

Freelancer Jurídico - Foto de homem trabalhando em casa

Soa estranho utilizar o termo “Freelancer jurídico”.

Mas o mercado jurídico já está apresentando mudanças, mesmo que tímidas, na forma de se enxergar o trabalho no Direito.

Quando pensamos em situações práticas, o “Freelancer jurídico” já é utilizado pelos escritórios, empresas e advogados em geral, para execução de demandas.

Um exemplo muito recorrente é a utilização de correspondentes jurídicos, para a realização de diligências em outras comarcas.

Contudo, os correspondentes não são exatamente o que se busca atualmente com o acesso a talentos por meio do trabalho “freelancer”.

Como se sabe, estes profissionais, na maioria das vezes, são contratados em razão da sua localização e não em razão da sua expertise.

A alternativa mais comum para ter acesso a talentos, sem necessariamente contratá-los, é a contratação temporária ou sob demanda de “ex” advogados.

Os escritórios ou empresas contratam advogados que, em algum momento, já lhe prestaram serviços, para fazer demandas esparsas.

Deste modo, mesmo sem saber, os escritórios de advocacia já são adeptas à contratação de “freelancer jurídico”.

Além disso, atualmente, as Legal e Lawtechs possibilitam a conexão dos profissionais do Direito diretamente à população e também entre si, como parceiros.

Isso amplia a gama de talentos acessíveis por empresas e escritórios e fomenta o trabalho sob demanda.

A melhor parte disso é a possibilidade de acesso a talentos em qualquer lugar do mundo, por custos fixos mais baixos

O benefício é mútuo.

Para as empresas, por meio do acesso aos profissionais qualificados e especializados, em qualquer lugar do mundo, a baixos custos.

Para os trabalhadores, especificamente advogados, que estão transformando a forma de trabalhar no mercado jurídico e atingindo o tão almejado equilíbrio.

Os custos para os escritórios e empresas são baixos.

Para acessar o “freelancer jurídico”, é necessário apenas um dispositivo com internet.

Isso vai justamente de encontro à busca constante de escritórios e de empresas por diminuição de custos fixos.

Um exemplo a respeito do tema, é o fato de que várias empresas e escritórios de advocacia trocaram os prédios luxuosos em bairros nobres das capitais por um espaço compartilhado em Co-workings.

Como acontece na WeWork.

Dessa forma, a tendência atual de equipes enxutas e contratação de talentos por demanda no Direito apenas contribui para essa cultura de inovação no trabalho jurídico.  

Afinal, é possível a conexão com diversos profissionais, de forma remota, sem a necessidade de aumentar a estrutura física para comportar essas pessoas em uma sala.

Deste modo, o escritório e empresas ganham em produtividade, em redução de custos (com o consequente aumento de faturamento), em aumento do número de clientes e áreas de atuação.

Conclusão

A busca por equilíbrio e flexibilidade na rotina tende a aumentar com o passar dos anos.

As novas gerações possuem necessidade de dinamismo no cotidiano.

Para isso, os “jovens” do mercado de trabalho optam por não se vincular a um único trabalho.

E, assim, poder prestar serviços de forma autônoma, livre e flexível.

Para atingir essa nova geração de “freelancers”, a melhor alternativa é se aliar às tecnologias para crescer a sua empresa e escritório tendo acesso a talentos em todos os lugares do mundo!

Se quiser se aprofundar no tema, leia os nossos artigos sobre Petições Online, advocacia Home Office e Advogado Online!

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