O seu escritório de advocacia é uma empresa que deve inovar

O seu escritório de advocacia é uma empresa
5 minutos para ler

Nos últimos anos, uma avalanche de novos termos e conceitos que se relacionam com tecnologia invadiu a advocacia.

Advocacia 4.0, lawtech, legaltech, marketing jurídico, blockchain, machine learning, software jurídico.

Apesar de alguns ainda não terem muito significado prático para a advocacia, todos eles demonstram uma nova realidade: uma revolução tecnológica está mudando a forma como o advogado e os escritórios trabalham e se relacionam com seu público.

E essa realidade não é desconhecida pelos advogados. Conversando com muitos colegas, vejo o quão estamos conscientes dessa revolução tecnológica.

Mas o que os advogados e escritórios têm feito para acompanhar essa mudança?

O que deve mudar na prestação de serviços jurídicos para atender às expectativas do novo contexto da advocacia? É o que tratarei neste post.

Faça o download deste post inserindo seu e-mail abaixo

Não se preocupe, não fazemos spam.

Ação diante da inovação

Diante do novo contexto tecnológico em que estamos inseridos e com as modificações nas relações humanas em razão disso, era de se esperar que a maioria de nós, escritórios, fôssemos em direção à inovação.

Era de se esperar que nós, advogados, começássemos a nos valer mais da criatividade e da tecnologia para trabalhar e adquirir clientes nesse novo cenário de inovação – que se apresenta para todo tipo de empreendimento, diga-se.

Afinal, se sabemos que estamos vivendo uma revolução tecnológica e sabemos que essa revolução está nos atingindo em cheio, a conclusão óbvia seria nos mexermos.

Surfar essa onda.

Certo?

Errado.

Infelizmente, ainda é uma minoria de advogados e escritórios que se adaptaram à esse novo cenário da advocacia.

A grande parte dos que perceberam essa revolução tecnológica acontecer, ansiosos por fazer alguma coisa, se limitam a, no máximo, criar um site para o escritório ou se posicionar em alguma mídia social (geralmente, LinkedIn).

O que já é um bom começo. Mas muito pouco, diante das possibilidades que se apresentam.

Por que isso? Por que ainda não percebemos um movimento mais forte em direção à Advocacia 4.0?

Necessidade de entender o escritório de advocacia como empresa

Já pude formular algumas respostas para essa pergunta. Longe de querer apresentar uma verdade absoluta, talvez uma possível resposta seja a seguinte:

A maioria dos escritórios de advocacia ainda não perceberam que são uma empresa. A maioria dos advogados, por sua vez, não se colocam como empreendedores, mas, “apenas”, como advogados.

O resultado disso é que, ao abrir um escritório de advocacia, o jovem advogado quer saber apenas de arrumar uma sala (alugada), conquistar os primeiros clientes (geralmente familiares e indicação destes) e fazer aquilo que ele aprendeu na faculdade (advogar).

Sob esse “modelo de crescimento” (ter custos altos de trabalho, advogar e esperar que seus clientes indiquem mais clientes) eles levam seus escritórios adiante.

Não preocupam com a gestão da empresa.

Não se preocupam com marketing para divulgação do seu trabalho e de seus conhecimentos jurídicos.

Não se preocupam com:

  • controle financeiro nem com o faturamento do escritório
  • gestão de pessoas
  • automação do trabalho repetitivo
  • nem com investimento em tecnologia

Não se preocupam sequer em refletir se realmente é preciso alugar uma sala. Ao invés de trabalharem em casa ou em algum espaço compartilhado.

Não se preocupam com praticamente nada além de uma coisa: exercer a advocacia.

E apesar dessa falta de preocupação ter dado certo para muitos escritórios de advocacia e muitos advogados no passado, isso tende a acabar.

A concorrência vai se tornar cada vez mais forte e a advocacia e os advogados terão que se reinventar.

Os melhores escritórios vão saber usar a tecnologia disponível para: melhorar o serviço prestado; aumentar a quantidade de serviços prestados; aumentar a capacidade de trabalho, atingindo mais clientes com menos esforço; diminuir as despesas que têm.

Além disso, a pessoa que precisa de advogado não vai mais levar em conta apenas indicação de um amigo.

Ela vai levar em conta, também, aquele escritório que se preocupa em educá-la mesmo quando ela não tem motivo algum para contratar um advogado.

Os atuais clientes, por sua vez, não vão mais aceitar contatos esporádicos. Aqueles que ocorrem antes de cada audiência e no dia em que o processo acaba. Eles vão querer muito mais de um escritório de advocacia.

Aliás, talvez eles também deixem de querer algumas coisas que foram importantes no passado. Como visitar o advogado em um escritório físico.

Você já parou para imaginar que o que acontece com os bancos hoje (extinção das agências físicas) pode acontecer com os escritórios?

Enfim. São (e serão) muitas as consequências da avalanche tecnológica que atinge a advocacia hoje. E são muitos os caminhos que um advogado pode tomar para surfar essa onda – inclusive furá-la e deixá-la passar.

É assunto que não cabe em um só post.

Para minha sorte, a Freelaw me forneceu mais de um para escrever. Por isso, poderei compartilhar algumas experiências e reflexões aqui no blog.

Até semana que vem!

Você também pode gostar

Deixe um comentário