#9: Advogar é essencialmente resolver problemas c/- Thiago Noronha

Capa do Podcast com Thiago Noronha.
36 minutos para ler

Você sabe qual a melhor maneira de advogar?

Já pensou em táticas que possam aumentar a demanda do seu escritório de advocacia?

Sabe como o Jornalismo pode melhorar sua atuação como advogado?

No episódio #9 do Lawyer to Lawyer, o podcast da Freelaw, Gabriel Magalhães entrevista Thiago Noronha.

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Thiago Noronha Vieira

É graduado em Comunicação Social e Jornalismo pela Universidade Federal de Sergipe e bacharel em Direito pela Universidade Tiradentes.

Além de ser pós-graduado em advocacia empresarial pela PUC Minas. É também sócio do Escritório Álvares, Carvalho e Noronha, Advocacia Especializada e atua como advogado especializado em Direito Empresarial, Cível e Trabalhista.

Thiago é diretor jurídico do Conselho de Jovens Empreendedores do CJE e presidente da Comissão de Direito Privado e Empreendedorismo da OAB de Sergipe, sendo grande entusiasta do ecossistema de inovação em startups, além de ser membro do Caju Valley.

Gabriel Magalhães

É um dos fundadores da Freelaw e o Host do Lawyer to Lawyer. É bacharel em Direito pela Faculdade Milton Campos.

Possui formação em Coaching Executivo Organizacional, pelo Instituto Opus e Leading Group.

Formação em Mediação de Conflitos, pelo IMAB, e em Mediação Organizacional, pela Trigon e pelo Instituto Ecossocial. Certificações em Inbound Marketing, Inside Sales e Product Management pelo Hubspot, RD University, Universidade Rock Content, Gama Academy e Tera, respectivamente.

Escute o episódio em seu player de áudio favorito e leia o resumo do episódio abaixo que conta com todas as referências citadas durante a gravação.

Gabriel: Seja bem-vindo ao nosso programa, Thiago.

Thiago Bom, primeiramente, ufa! Essa introdução chega a dar agonia de tanta coisa que parece ser, mas na prática não é bem assim.

Sempre brinco em palestras e em workshops que nada disso importa, titulações e etc.

O que importa na prática é: “Que problema a gente resolve?”

Então, eu sempre parto dessa filosofia, adotada, de igual forma, pelo pessoal dessa área de startups, que sou muito próximo.

Bem, estou aqui à disposição de vocês. Vamos bater esse papo!

Gabriel: “Nada disso importa, o quê importa é o problema que a gente resolve”, gostei muito disso!

Eu também não gosto muito de currículos. Mas acredito que a sua apresentação seja legal também para que todos os colegas, advogados, entendam bem o contexto do Thiago e dos demais entrevistados.

É por esse motivo que a gente sempre tenta trazer este panorama aos espectadores.

Mas conta um pouco mais da sua história, Thiago.

Você nasceu na Bahia e atualmente mora em Sergipe.

Como tudo começou?

Por você escolheu o Direito?

Como que é a sua advocacia?

Quais desafios que você teve desde o início?

Quais desafios você tem hoje?

Carreira: como se tornou advogado

Thiago:  Bom, vamos lá. Eu venho de uma família do interior da Bahia. Onde meu pai trabalhou durante 35 anos da vida dele como peão da Petrobrás, como servidor público, e minha mãe como dona de casa.

Durante esse tempo eles tiveram um curto período em que empreenderam em uma loja.

Enfim, a configuração majoritária foi essa. Eu venho de uma família em que boa parte das gerações não teve acesso ao ensino superior.

Então, na verdade, a minha geração e a dos meus primos, é primeira da minha família que consegue chegar ao ensino superior.

Isso há 14 anos atrás, a gente tinha majoritariamente o objetivo de chegar às universidades públicas.

E eu, com 17 anos, vim para Aracaju, vim para Sergipe, para cursar Jornalismo, que é a minha primeira graduação.

No meio do curso, em 2009, quando teve aquele julgamento do STF, onde foi cassada a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista.

Eu, como outros tantos colegas, entrei em parafuso. Entramos em crise existencial na profissão, porque existia aquele boato de que “o jornalismo vai acabar”. Que “qualquer pessoa poderia se tornar jornalista, bastava querer”.

Enfim, no meio dessa profusão de confusões eu decidi, conversando com meus pais, a fazer um segundo curso que inicialmente seria Medicina, mas no meio do cursinho preparatório tornou-se Direito.

E então, no meio do ano, quando, acho que tinha 3 meses de cursinho, eu passei na Universidade Tiradentes em 15° lugar no vestibular.

Eu conversei com meus pais e decidi cursar as duas faculdades ao mesmo tempo.

Fiz isso durante um ano. Depois tranquei o curso de Direito para poder me formar em Jornalismo, pois já estava mais avançado.

Ao me formar em jornalismo, eu retornei para o curso de Direito logo em seguida.

Nessa época eu já trabalhava na OAB daqui, como assessor de comunicação da caixa de assistência dos advogados daqui.

E eu acho que, talvez, esse foi o grande diferencial para a minha advocacia, porque, trabalhando como jornalista na casa eu tive muito contato com advogados.

Embora no curso de Direito, eu não tenha feito nenhum tipo de estágio em escritórios, estágio extracurricular.

Digamos assim, somente os estágios da própria faculdade. Esse contato com advogados, com diretores e vendo a vida que eles levavam, eu entrei na vida jurídica, digamos assim, sem fantasias.

Eu conversava com muitos deles diariamente. Advogados de todas as categorias, desde aqueles com 15 anos de militância até os recém-ingressos. Porque eu ia fazer as matérias das entregas das carteiras da OAB.

Então isso me ajudou a ter uma baliza muito clara do que é a advocacia e escolher isso como meio de vida, digamos assim.

Eu sempre brinco também, que eu não sou advogado. O pessoal enche a boca pra falar: “Ah eu sou advogado!”. Eu digo: “Não! Eu estou advogado!”.

E isso não é porque eu queira ser alguma outra coisa, que eu queira passar em algum concurso. As pessoas sempre associam a isso, mas, na verdade, no fundo, é porque eu tenho uma grande crença de que tudo é muito dinâmico nesse mundo e, cada vez mais, está sendo dinâmico.

Então, o que é hoje pode não ser amanhã.

A própria advocacia está mudando tanto que amanhã pode ser outra coisa que não seja mais a advocacia e nós precisamos nos reinventar.

Então essa é uma das premissas. Acho que esse é um “resumão” de como eu cheguei aonde eu estou hoje.

Gabriel: Que legal a sua história, Thiago. Gostei demais dessa frase que você trouxe: “Eu não sou advogado! Eu estou advogado!”

E, te escutando falar sobre a época do Jornalismo até o Direito, eu acho que isso diz muito sobre você. As coisas são dinâmicas.

Então, um dia eu sou jornalista, aí o STF julga uma coisa, e vou buscar outra carreira aqui.

E, pode ser que amanhã seja uma nova, pode ser que amanhã, a gente se reinvente novamente no Direito. Bacana demais esses insights!

Eu fiquei até curioso. Quanto você acha que o Jornalismo te ajudou, e ainda te ajuda na advocacia?

O quanto ele foi importante, por mais que você não esteja exercendo?

A influência do Jornalismo na carreira jurídica

Thiago: Essa é uma pergunta interessante. Porque eu sempre escuto a pergunta clássica: “Qual das duas você prefere?”.

Bem, eu prefiro as duas por motivos diferentes. Eu gosto das duas por motivos diferentes.

O Jornalismo, pelo fato de ter sido na Universidade pública, eu tive contato e eu tive a possibilidade de me confrontar.

Eu relembro: eu era um jovem estudante de 17 anos, no interior da Bahia, que vinha para uma capital, que vinha para uma universidade pública, que vinha no começo do Reuni, que foi aquele projeto de expansão das universidades.

Então, por exemplo, minha turma de Jornalismo foi a primeira turma com 50 alunos no semestre. Até então eram 25.

Foi realmente um momento de democratização do ensino superior. Eu passei a ter contato com pessoas que tinham histórias parecidas com as minhas, com pessoas muito mais humildes do que eu, que eram as pessoas oriundas das cotas e tal.

Todo esse caldeirão de realidades, digamos assim, da universidade pública e também a formação teórica do Jornalismo eu digo que me deu mais humanidade.

Eu hoje sou um advogado, sou uma pessoa que lida com as leis, mas que tem um viés humano muito forte.

Sou uma pessoa que consegue se sensibilizar com a dor do outro, que consegue entender, por exemplo, o que é ser empregado.

Por exemplo, eu sou um advogado, tenho formação em Direito Empresarial, mas eu consigo entender as dores de quem é empregado.

Eu consigo entender as dores de quem consome. Eu consigo entender as dores de quem deve no cheque especial.

Então, eu acho que esse é um grande ponto de diferenciação na minha forma de advogar.

Além do óbvio, né? Eu quis trazer esse contexto mais de fundo, porque, além do óbvio, isto é, a facilidade que temos de escrever, a facilidade de articular, a facilidade de, de repente, fazer uma sustentação oral, que são talentos que eu nem considero muito como diferenciais.

Mas eu atribuo ao Jornalismo esse viés mais humanista, e aí tem uma justificativa ainda maior, que cheguei à conclusão quando eu analisei, mais para trás, já formado do porquê desse viés.

O Jornalismo eu fiz porque eu me incomodava com algumas coisas e eu tinha que mostrar aquilo de alguma forma.

Como mostrar através de jornalismo? Fazendo notícias, fazendo matérias, escrevendo, gravando, etc.

Porém, mostrar não bastava, porque eu não mudava aquela realidade. Então eu encontrei no Direito a possibilidade de realmente transformar a realidade que me incomodava.

Seja uma relação abusiva de consumo, seja uma relação de emprego, seja, também, viabilizando negócios, seja fazendo a sociedade se transformar através da mola motriz que, na minha visão, é o empreendedorismo.

Eu encontrei na advocacia, encontrei no direito a possibilidade de transformar, e não só mostrar. Dessa forma, acho que esse, para mim, é o grande diferencial hoje.

Gabriel: Legal, Thiago. Você disse de “transformar uma realidade”. Muito bacana essa metáfora no Jornalismo.

Você se incomodava com as coisas e queria mostrar para o mundo: “No Direito eu encontrei uma oportunidade de transformar uma realidade.”. Essa frase é bem marcante.

E você começou a falar um pouquinho da sua maneira de advogar. Conta um pouquinho mais para a gente como que é o escritório de vocês, quantas pessoas têm, quais as áreas de atuação, como que é, mais ou menos, o seu dia a dia, os problemas que você enfrenta, etc.

E você também falou sobre o empreendedorismo. O que você está fazendo na prática para inovar?

Como implantar a inovação na sua forma de advogar

Thiago: Meu escritório, hoje, é um ‘nanoescritório’, em que a gente tem uma mentalidade de startup.

Eu gosto de ressaltar isso. Somos eu e um sócio, Dr. Saulo Alves. Atualmente, nós, recentemente conseguimos incluir uma estagiária na nossa equipe, que é a Alícia.

Então, somos basicamente nós três. Temos algumas parcerias com alguns colegas advogados aqui no estado.

A gente compartilha algumas causas, mas a gente faz uma forma realmente dinâmica, uma parceria mesmo. De divisão de tarefas, em determinados processos, em determinadas áreas.

O escritório se posiciona da seguinte forma. Nós atuamos majoritariamente na área de Direito Condominial, que é capitaneada pelo meu sócio e Direito Empresarial, que é capitaneada por mim.

E a gente utiliza como ferramentas, para a promoção dessas duas grandes áreas, a mediação, a negociação e um enfoque em inovação.

Então, a gente tem esses dois grandes campos do Direito e, para promover esses dois grandes campos, a gente usa essas ferramentas.

Se você perguntar para mim: “Tá, mas aí você não faz nenhum tipo de atuação para pessoa física? Nós fazemos!

Eu talvez muito mais do que meu sócio, porque eu venho de uma trajetória, apesar de ser curta, muito intensa.

Quando você fala sobre o meu currículo, que tem esse tanto de coisa, parece que eu tenho, sei lá, 5 anos, 8 anos de advocacia, mas eu tenho 3 anos.

Nesses três anos, o meu senso de urgência, que é uma palavra que até um dos meus mentores gosta de usar, o meu senso de urgência me fez correr muito atrás, porque eu sou advogado ‘full-time’.

Eu sobrevivo da minha maneira de advogar e do meu escritório

Então, eu tenho cliente de pessoa física, eu faço processo de Direito do Consumidor, eu faço processos trabalhistas, eu faço processos administrativos. Essas áreas a gente também compreende.

Mas o escritório se posiciona naquilo que nós queremos fazer, que é aquilo que a gente entende que temos os maiores talentos e as ferramentas para nos posicionarmos de forma diferenciada.

Digamos que essas duas grandes áreas que eu falei, o Direito quando Condominial e o Direito Empresarial, é o “querer ser”, é o quê a gente mira, é o quê a gente busca, é o quê a gente coloca para fora, mas internamente, a gente corre atrás de todas as formas possíveis.

Obviamente, e essa é até uma dica que eu sempre falo para os jovens advogados, a gente tem muita convicção do que a gente não quer.

Eu, por exemplo, não faço criminal, não faço Direito de Família, salvo raros casos, mas, majoritariamente, esses campos do Direito eu não mexo, o escritório também não se posiciona nessas áreas. Eu acho que é basicamente isso.

Gabriel: Ou seja, a gente tem as áreas de paixão, mas também temos que pagar contas, né?

Então, o que chega, às vezes, temos que pegar e se desdobrar para fazer.

Thiago: Exatamente!

Como ampliar a área de atuação do seu escritório de advocacia

Gabriel: Na prática, vocês rejeitam algum tipo de demanda atualmente? Na área de família, criminal, provavelmente, como você disse.

Thiago: Na verdade, a gente usa uma outra estratégia hoje. Como eu falei, tem essa questão das parcerias.

Então a gente busca parceiros em áreas que a gente normalmente, ou comumente não faz.

Ao invés de rejeitar a gente faz o encaminhamento. A gente redireciona esse cliente para pessoas em que a gente confia.

Sendo pessoas da nossa confiança, esse cliente vai ser bem atendido e vai ter uma experiência positiva que indiretamente reflete em quem indicou. Da mesma forma que quando você faz uma má indicação, a má fama também acaba respingando em você.

Parcerias entre escritórios de advocacia

Gabriel: E vocês já tiveram algum problema com parceria?

Você falou aí de uma má indicação. A parceria acho que é algo que está cada vez mais difundido na advocacia, muitos advogados estão fazendo, principalmente os mais novos. Estão fazendo cada vez mais, por vezes para captar clientes ou outras vezes para expandir o portfólio de atuação, ou para redirecionar demandas.

Porém eu já escutei de muitos colegas advogados que já tiveram problemas com parceria.

Talvez os mais conservadores, falam: “Olha, eu não faço parceria nenhuma! Tenho medo da pessoa roubar meu cliente, tenho medo da pessoa não entregar um serviço de qualidade.”

Como você vê isso?

Thiago: Veja, vamos de trás para frente. Esse medo, esse receio de roubar cliente eu acho que é um medo bobo. É a mesma coisa de quem está na área de startup e não que contar a sua ideia com medo do pessoal roubar.

Gente, ideias são ideias! E um cliente, se você não presta um bom serviço ou não resolve o problema dele, voltando àquela tecla que eu estava falando, ele vai falar mal do mesmo jeito.

Então não adianta eu querer resolver um problema que não é, digamos assim, da minha área.

Porque, primeiramente, eu vou gastar o dobro de energia e posso não fazer da melhor forma possível, e o cliente vai sair com uma péssima impressão minha.

Então, é melhor eu repassar para um colega que eu sei que vai cuidar daquele problema da forma apropriada.

Mas essa minha filosofia. É como eu tenho visto, na verdade, as gerações mais recentes de advogados lidando com essa questão.

A gente está um pouco mais desapegado, porque a gente não quer só o resultado. A gente quer entregar algo diferente para quem está do outro lado.

Eu não me satisfaço em pegar uma demanda porque eu preciso sobreviver, e aí, de repente, prestar um serviço meia boca. Eu prefiro repassar para um colega que eu sei que vai prestar um serviço muito melhor naquela área do que eu. Eu prefiro repassar.

A gente sempre diz, a doação tem que ser sem contrapartida. Quando eu encaminho alguém eu não espero contrapartida nenhuma. Eu encaminho porque eu entendo que aquela pessoa é a melhor pessoa para executar aquele serviço.

E lá na frente existe a lei do retorno e ela vai voltar de alguma outra forma, que a gente nunca sabe o que é. Como você perguntou de experiências, eu, particularmente, e o escritório também, não tivemos experiências ruins com parceiros. Muito pelo contrário, tivemos experiências, muito exitosas, mas eu já vi e já presenciei experiências ruins de outros colegas.

Inclusive do primeiro escritório onde eu fui associado, o sócio majoritário teve muito problema com parcerias, justamente por conta dessas questões de responsabilidade, de engajamento. Enfim, acho que é algo meio natural.

Gabriel: Eu concordo muito com o que você trouxe, Thiago.

É claro que existiram vários casos, vários advogados, principalmente os que têm mais tempo de atuação, tiveram, inevitavelmente, problemas com parceiros.

Mas eu também acredito muito que essa é uma alternativa que faz com que, muitas vezes, o escritório consiga deixar o cliente final mais satisfeito. Desde que haja um alinhamento entre todos e uma busca, realmente, de pessoas qualificadas e com especialidade para aquela matéria.

A mediação de conflitos e a inovação do mercado jurídico

Gabriel: E, Thiago, uma coisa que fiquei curioso. Você disse que usa como diferencial para captar seus clientes o fato de vocês atuarem com mediação e também disse que expõe o fato de você serem inovadores.

Como vocês fazem essa captação de clientes? Como que vocês fazem essa educação do mercado?

E só um parêntese, para dizer que eu também sou mediador de conflitos.

Não atuo atualmente, por causa da Freelaw, mas uma questão que via muito a respeito da mediação e dessas novas formas de resolver conflitos é que, muitas vezes, o cliente final quer judicializar.

Não que isso seja um problema, mas que, muitas vezes, ele não dá valor para outra forma de resolver conflitos.

Como que você, educa o seu cliente?

Como que você capta o cliente para que ele consiga ver valor nessas questões inovadoras que você está fazendo hoje?

Thiago: Na verdade, como eu falei a mediação e a inovação elas são ferramentas para atingir o fim dessas grandes áreas do escritório.

Então, meu sócio também é mediador pelo CNJ, pelo tribunal, enfim, já foi vice presidente da Comissão de Conciliação, Mediação e Arbitragem da OAB daqui. Na verdade, quem trouxe esse DNA foi muito mais ele do que eu.

Eu tenho uma atuação mais forense. Eu sou mais do processo, embora não seja do litígio, o que é um paradoxo.

A gente chegou a um ponto, semana passada a gente estava fazendo uma avaliação interna onde eu estava querendo conciliar e ele estava querendo processo, aí eu disse: “Ô, pera aí! O papel tá invertido aí”.

Mas, como é que a gente faz isso? As grandes áreas do escritório, elas, necessariamente, lidam com muitos conflitos, que não necessariamente conflitos judiciais.

Por exemplo: condomínio você tem muita controvérsia, muita discussão de condômino com condômino, condômino com síndico, síndico com o prestador de serviço, síndico com um funcionário/colaborador.

Então, para administrar todos esses conflitos você precisa ter essa ferramenta de mediação. Você precisa ter essa expertise para poder trazer as partes para buscar uma resolução consensual.

Da mesma forma nas empresas, e aí esse é o grande diferencial inovativo que a gente traz, que é falar a linguagem do nosso cliente, por exemplo.

Não adianta você procurar o empresário para querer vender uma assessoria, uma consultoria jurídica fria.

Ele quer proximidade, ele quer que você entenda as dores dele, que você entenda que, por mais que ele seja um pequeno/médio empresário, ele tem que bater meta, ele tem que sobreviver, ele tem que gerar emprego e, para isso, ele precisa de pro atividade.

Então, quando a gente impõe rotinas ou propõe, de repente, uma mudança no contrato, a gente explica toda a cadeia, todo o impacto dessa mudança, no negócio dele.

Não é simplesmente: “Ah, tem que ser isso porque a lei mudou”. Por exemplo, da legislação trabalhista, com a reforma trabalhista.

Tem coisas que a gente consegue propor, que a gente consegue mexer, e não é só porque a lei mudou, a gente explica como isso como isso modifica a prática do negócio dele.

Exemplo, vamos supor que você tem um restaurante e antes você tinha que contratar 8 garçons e agora você tem a possibilidade de, com o contrato intermitente, de contratar 4 e ter os outros 4 nessa modalidade de contrato que você só precisa chamar, fazer o convite, por exemplo, para um final de semana ou sexta, sábado e domingo ou véspera de feriado, enfim.

Então você impacta no negócio do cara positivamente e trazendo o diferencial que está na lei, mas não fala “Ah, é porque está na lei”.

Não! Você diz “Isso aqui vai fazer com que você consiga produzir mais atendimento ao seu cliente, aumentar a sua produtividade, prestar o melhor serviço e isso gera mais retorno para você.”

A mesma coisa na área de condomínio, por exemplo, a gente brinca que o nosso contrato é um único contrato que gera caixa, ao invés de tirar a caixa do condomínio, porque a gente faz a recuperação de crédito. E aí, não só utilizando a mediação, mas também utilizando uma cobrança ativa, uma cobrança extrajudicial ativa.

Com isso, pegando o gancho do que você tinha dito, Gabriel, de fato o brasileiro tem uma cultura do litígio que é histórica. Na verdade, se a gente analisar, é uma cultura de fé quase cega no Estado, na figura do Estado, falo do Poder Judiciário.

Então, eu tenho um problema e eu prefiro que um terceiro, supostamente desinteressado – e aí várias aspas – decida isso. Só que, para tudo, existem interesses e existem mudanças que as pessoas, às vezes, não percebem.

Então, por exemplo, vou dar um exemplo local para ti, aqui nós temos apenas uma turma recursal para todos os juizados. Uma turma recursal para todo o estado.

Essa turma recursal, formada por três juízes, agora são quatro juízes, ficando um juiz de fora e aí se formam dois tipos de composição diferentes com esse juiz de fora.

Mas o que aconteceu, em 2017, essa composição mudou e está nessa composição atual. De um dia para o outro, a negativação indevida, que tinha um patamar de indenização de 15 mil passou a ser 7 mil.

Então, pense que, por exemplo, vários processos que tinham sido recorridos porque se tinha ganhado, sei lá, 10 ou 12, com a expectativa de ganhar 15, passará a ser reduzido para 7.

E isso gerou um caos, principalmente nos escritórios mais antigos. E não houve mudança na lei, houve mudança na composição. E o pessoal teve que se adaptar a isso, os escritórios tiveram que se adaptar a isso.

A advocacia é muito dinâmica. Ela exige demais que a gente sempre fique pensando em soluções diferentes.

E é o que eu sempre falo: “O grande diferencial do nosso escritório é pensar soluções para fora dessa coisinha de tipo um mais um é igual a dois.”

Gabriel: Legal isso que você está trazendo, Thiago. Me fez lembrar de uma questão que você trouxe lá no início, que você disse que uma das questões que você aprendeu no Jornalismo, foi muito a questão da humanidade e sensibilização pelo outro.

Eu acho que isso é muito relacionado com um termo que está um pouco mais na moda, atualmente, que é o Need for Design User Experience, que é, basicamente, você buscar entender um pouquinho mais do outro, quem é o seu cliente, qual é a dor dele.

Saindo um pouco do problema jurídico específico que ele tem, que ele te contatou para solucionar, mas pensando em mais quais problemas que ele pode ter.

Porque se você abranger uma questão pequena a mais talvez você consegue trazer um resultado muito grande.

E como Thiago compartilhou com a gente, a gente vê que essas todas iniciativas que ele contou aqui até então.

Não exigem nem um real a mais, exigem apenas uma sensibilidade a mais, uma empatia a mais e a mudança, às vezes de comunicação com o cliente.

Muito bacana essa questão que você compartilhou conosco.

E, você usa algum tipo de inovação, alguma ferramenta que te ajuda muito no dia a dia para a captação de cliente, para execução de serviços, para gestão do escritório que você queria compartilhar?

Ferramentas para otimização do seu escritório

Thiago: Bom, para a captação, para projeção, digamos assim, do escritório, qual é a estratégia que a gente decidiu adotar: a gente usa majoritariamente, as redes sociais, geral, lato sensu.

Então, principalmente, Instagram a gente produz muito conteúdo. Eu particularmente produzo muito conteúdo tanto em foto e vídeo, mas também faço alguns quadros no IGTV, toda terça e toda quinta. Normalmente, eu sempre tento gravar um videozinho.

Nós também, internamente, utilizamos muitas ferramentas gratuitas, por exemplo, Trello, Evernote, Google Agenda.

A gente usa quase toda a suíte do Google para poder rodar o escritório e isso tem funcionado bem.

E como a gente passou há um ano e meio, mais ou menos, pelo processo de formalização do escritório como um todo, como CNPJ. Até porque nossos clientes de pessoa jurídica exigem isso na emissão de nota.

Então a gente também está passando nesse começo de 2019, por muita mudança de rotina interna, de colocar a rotina administrativa, geração de boleto, tudo para facilitar, tudo para, não só trazer mais segurança e conformidade para a gente, mas também para causar essa experiência positiva para o usuário final.

E aí, só para finalizar essa questão, quando eu falo sobre essa questão da maneira como advogar, de mudança, e tal, é ponta a ponta. É desde como você atende o seu cliente a como você vai defender o processo dele em juízo.

Como você entra em contato com ele, como você marca os compromissos que você tem com ele de audiência, de chegada com ascendência, de repassar o processo.

Toda essa assistência, na verdade, é pensada para garantir uma experiência mais interessante.

E foi chegada à essa conclusão a duras penas. Por exemplo, certa vez uma cliente minha me perguntou de um processo dela, mas eu estava em um daqueles dias super atarefados, cumprindo prazo.

E ela,: “Doutor, como é que tá meu processo?” e eu meio que não dei tanta bola assim, aí eu: “Ah, tá parado, não teve nenhuma movimentação.”. E aí ela depois ela disse: “Poxa, Doutor, mas você me respondeu de uma forma tão ríspida que eu só queria dizer para você que eu sei que você pode ter muitos processos, mas, para mim, eu só tenho o meu processo para me importar! Ele significa muito para mim!”.

Com essa lição eu parei para refletir durante uns dias, conversei com meu sócio, na época a gente conversava muito, e é realmente assim.

Se você parar para pensar, por mais que a gente tenha, sei lá, 100, 200, 300, 1000 processos na nossa mão, para o nosso cliente, será só o processo dele que importa.

E quando ele vem buscar uma informação com você é porque realmente ele não tem a quem recorrer.

Como é que a gente mudou isso? Se você parar para analisar e conversar com outros advogados, ou outros clientes, que eu acho que é o mais importante, e se perguntar: “Qual é a maior queixa de clientes com relação ao advogado?” A resposta será: falta de comunicação.

O advogado aparece para fechar o contrato, nos dias da audiência, e depois ele some. Tem cliente que não consegue contato, vai no escritório e dá com a cara na porta, e por aí vai.

Como é que você saneia isso? Todo o processo que a gente entra, a gente manda para o cliente o número do processo, se já tiver data de audiência mandamos a data da audiência e manda para ele um E-Book.

Nesse E-Book a gente mostra para o cliente como é que ele faz para consultar o processo dele de forma pública nos portais, porque todo o processo é público e muita gente não passa essa informação.

Aí fica o número do processo na mão do advogado, ele não passa para o cliente, o cliente não tem acesso e fica esse ‘gap’ na comunicação.

Então, com uma decisão muito simples, com um E-Book bem singelo que a gente fez, a gente conseguiu eliminar 90% das perguntas com relação ao processo.

Gabriel: Thiago, primeiro que legal essa questão do E-Book. Muito bacana.

Uma solução aí que é claro que demandou tempo, que demandou esforço, demandou algum investimento em dinheiro, mas com certeza muito menos, às vezes, do que contratar um App para o escritório.

Alguns escritórios falam assim: “Nó, Gabriel, eu vim de uma empresa de TI, acho que estou pensando em criar um App para os meus clientes, ou então estou querendo contratar um software jurídico.”

Às vezes faz sentido, mas um E-Book já resolve o problema do cliente.

E o que você trouxe, Thiago, me faz lembrar de muitos advogados de alguns escritórios que eu já tive contato.

Muita gente fala assim: “Ah, eu tenho cliente muito chato. Os clientes são muito chatos, eles me cobram muito!”.

Mas vale a reflexão: será que o cliente que é chato, ou o escritório que está deixando de prestar um serviço?

O escritório, na minha opinião pelo menos, é uma empresa de prestação de serviços. Ela tem ali como fim principal o serviço jurídico.

Mas, além de entregar boas petições para o tribunal, a gente também tem que pensar na parte de atendimento ao cliente, em dar um suporte para ele. Isso tudo faz parte.

A função do advogado como um todo

Gabriel: Tem muito advogado que acha que o trabalho dele é em audiência, fazendo petição e o resto “Que se dane!”. Talvez não é só isso.

Thiago, o que você acha?

Thiago: Eu acho que muito pelo contrário.

Eu brinco também. Eu falo que a advocacia hoje é 20% o que você faz no processo e 80% o que se faz fora do processo.

É 80% o contato que mantem seus clientes, a forma como você se posiciona, os contatos que você faz. Porque, por exemplo, eu não sei qual a realidade de outros tribunais, mas é praxe você ter que fazer o seu trabalho no processo e de lembrar o Judiciário de fazer o dele.

De dar andamento no processo, de se manifestar dizendo: “Ó, esse processo está parado há mais de não sei quantos meses. Dê andamento aí pelo amor de Deus.” De entrar na Ouvidoria, de diligenciar junto ao juiz, e pedir um despacho.

Esse tipo de controle faz parte do dia a dia da gente. A gente precisa entender que isso faz parte, inclusive de prestar contas ao cliente. Seja na hora de finalização de um processo, quando saiu o alvará, seja de informações do processo.

Informação, meu sócio brinca, é nossa matéria prima. Para o nosso cliente também é. A gente tem o dever de entregar a informação para o nosso cliente sobre o processo dele.

Obviamente, no começo é muito mais fácil, você tem, sei lá, 10, 15 processos para lidar, então é muito mais fácil.

Eu, no começo, repassava meus processos todos no dia, parecia mantra.

Hoje em dia tem dia, tem que fazer uma divisão: hoje são só esses, amanhã são os outros. Primeiro os trabalhistas, depois os administrativos e por aí vai.

Mas, quando eu falo de humanizar e sobre essa questão da humanização, é importante ressaltar isso.

Perpassa é tudo, Até a minha atuação no processo, porque quando eu vou fazer a sustentação oral, por mais batido que seja o tema, sei lá, “negativação indevida”, quando eu vou sustentar, que vou conversar, que levou para a tribuna, eu tento mostrar para o juiz que aquilo não é só um número de processo.

Por trás daquele número de processo tem uma pessoa, que tem necessidades, que sofreu, que passou por problemas, e que precisa de uma prestação jurisdicional.

Então, humanizar o processo é mostrar tudo isso. A mesma coisa, por exemplo, você está advogando para uma empresa, uma microempresa ou uma pequena empresa, e, de repente, um processo trabalhista para aquela empresa é a divisão entre ela continuar ou fechar.

Você precisa trazer para os autos, de alguma forma. Isso não pode passar à revelia do jurídico.

Então, o jurídico tem que ser humano a esse ponto. Quando você vai para a assembleia de condomínio, por exemplo, que é outra área do escritório, você sabe que vai ter conflitos. Você sabe que tem pontos que são sensíveis, por exemplo, aumento de taxas.

Assembleia de aumento de taxa todo mundo já vai meio nervoso. A gestão que precisa aumentar para poder manter as coisas em dia e os condomínios que não aguentam mais pagar a conta e mais um boleto aumentando.

Você precisa conciliar os interesses para demonstrar a real necessidade e chegar a um denominador comum. Então, humanizar os procedimentos, passa por tudo no escritório.

Gabriel: Concordo muito com que se trouxe, Thiago. Acho que atualmente a função do advogado é muito mais do que executar serviço jurídico.

Tem muitas questões por trás disso que podem ser interessantes. O advogado para se destacar pode começar a buscar fazer tudo isso na prática.

E uma questão que me chamou à atenção na sua fala foi que você disse que no início da advocacia você tinha um problema, hoje você tem outro, e é realmente assim.

Escritórios nos primeiros cinco anos de fundação geralmente têm um problema. Escritórios que já estão mais consolidados têm outro.

Então, vão ter escritórios que o maior desafio é captar clientes, os sócios têm até tempo livre, pois não tem tanta demanda.

Depois, costumam ter demanda em excesso. Então eles investem um pouco mais no sucesso do cliente.

Não existe muito fórmula pronta. Como vou inovar no meu escritório?

Eu vou começar fazendo marketing? Poxa, se você já tem vários clientes, e não está conseguindo deixa-los satisfeitos, você ainda que trazer mais pessoas para o seu escritório? Talvez essa não seja a melhor questão para fazer, né?

Então, eu acho que o Thiago, nesse relato dele, traz muito para nós sobre como saber priorizar.

Em um primeiro momento vamos priorizar o marketing, depois vamos priorizar o atendimento ao cliente. A cada fase, a cada ciclo do escritório, a gente consegue priorizar outra questão.

Para finalizar, onde você acha que vai estar daqui cinco anos?

Como será o seu escritório dos sonhos?

E se você também tem alguma dica final, alguma prática para você compartilhar com os colegas que estão nos escutando.

Desafios e desejos para o futuro

Thiago: Certo. Hoje o nosso maior desafio é crescer e não inchar.

Quando a gente olha para os nossos concorrentes, a gente percebe que todos eles prestam um serviço equivalente e muitos deles estão perdendo a qualidade, por isso está tendo evasão de clientes.

Obviamente a gente surfa nesse erro do inimigo.

Então, daqui há cinco anos, o que nós miramos, na verdade, a gente traçou como meta, é que o nosso escritório seja referência nessas duas grandes áreas.

Na área condominial, se posicionando como um escritório de referência na área e na área empresarial, também.

Eu costumo dizer, na verdade o meu mercado, que é o mercado de startup aqui no Nordeste, ele ainda nem nasceu, mas estamos aqui, bravamente, desbravando esse ecossistema, fortalecendo esse ecossistema.

Eu tenho muito contato com o pessoal aí de Minas, pessoal do Rio, que está no eixo realmente de onde estão os ecossistemas mais avançados, os fundos de investimento.

Mas, sempre miro assim. Acho que a advocacia é uma coisa de longo prazo. É tiro longo. Não adianta você entrar na advocacia hoje e você quer resultado imediato.

Embora a nossa geração, eu falo nossa, porque imagino que você tenha mais ou menos a mesma faixa etária que eu, mas a nossa geração é muito ansiosa, e talvez, hoje, eu falo que o mais complexo é lidar com a vontade e a necessidade de ser grande.

E ao mesmo tempo, ter a paciência e humildade de saber esperar o momento certo da colheita.

Advocacia é muito plantio e colheita. Você planta hoje e o seu processo sai daqui há dois anos.

As coisas demoram, e é natural que elas demorem, mas o mais importante é a gente desfrutar dessa caminhada.

Gabriel: Essa demora ela é muito difícil, principalmente para quem está começando. Porque as vezes você fica três anos sem receber. Dá uma agonia, você não sabe se você continua. Principalmente os advogados autônomos.

Thiago: É, aceitar. Aceitar, mas não se conformar.

A advocacia é sempre movida pelo incômodo. Você tem que estar realizado pelo o que você faz, mas você não precisa estar satisfeito.

Pode sempre querer mais. Pode sempre buscar mais, mas você não pode descuidar daquilo que você está fazendo hoje.

É plantar hoje para colher amanhã. Deve-se ter essa consciência e essa humildade.

Gabriel: Thiago, para a gente finalizar, você tem algum recado final? O que você quer compartilhar com os colegas que estão nos escutando?

Thiago: Primeiramente eu queria agradecer a Freelaw pela oportunidade.

Eu queria agradecer pra quem aguentou ficar até o final ouvindo um pouquinho dessa baboseira, mas eu realmente tentei passar um pouquinho da minha realidade.

Eu sempre parto dessa filosofia, a gente está aqui, não é para ensinar ninguém, mas para compartilhar aquilo que a gente vive.

E eu sempre, tanto nas minhas redes sociais, quanto com quem conversa comigo, eu sou muito aberto na hora de partilhar, porque a gente às vezes se sente muito só.

A gente pensa que está numa ilha quando a gente pensa em inovação, quando a gente pensa em trazer algo diferente para algo milenar como é o Direito. Mas, tem muita gente pensando por isso, tem muita gente tentando, e a gente só consegue avançar realmente se conectando com essas pessoas.

Gabriel: O Thiago falou muita coisa excelente. Começamos lá no início quando falou que não importa muito o currículo, mas o problema que a gente resolve.

Isso vale para tudo e para todos. Foi uma frase que marcou bastante.

Trouxe também a habilidade de se reinventar. Começou no Jornalismo, teve uma decisão do STF, que mudou um pouquinho o cenário. Pensou em fazer outro curso e fez.

Daí conseguiu tirar o melhor desse “limão”. Fez uma limonada com ele, tirou bons proveitos do Jornalismo. Desde a redação, desde a escrita, até a habilidade de humanizar e se sensibilizar com outro.

E hoje, utiliza isso na sua forma de advogar.

Advocacia essa que sempre vai buscando inovação, mediar conflitos e fazer mais do que só entregar documentos em WORD e em PDF, como eu gosto de brincar.

Foi um grande prazer, Thiago, aprendi demais com você.

Espero que os nossos colegas advogados tenham gostado muito. Muito boa essa entrevista. Você é o primeiro advogado que a gente está entrevistando de Aracaju e é sempre bom estar escutando advogados de outras regiões do país, trazendo e compartilhando experiências.

E isso mesmo que você trouxe no final, gostei muito de escutar, o objetivo de Lawyer to Lawyer é justamente esse de compartilhar o dia a dia, a realidade.

Eu acho que foi muito bem isso que aconteceu.

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