#12: Advogada empreendedora – c/ Júlia Resende

Edição especial do Podcast da Freelaw, com Júlia Resende, advogada empreendedora
54 minutos para ler

Você quer saber como é a rotina de uma advogada empreendedora?

Saiba como é a rotina de Júlia Resende, advogada que deixou a carreira jurídica de lado para fundar, juntamente com seu sócio Gabriel Magalhães, a Freelaw.

No episódio # do Laywer to Lawyer, o podcast da Freelaw, Gabriel Magalhães entrevista Júlia Resende.

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Júlia Resende

É advogada, graduada em Direito pela Faculdade Milton Campos, foi monitora de processo civil e coordenadora de Grupos de Estudos.

Além de ter vivenciado experiências profissionais em Órgãos Públicos, e escritórios de pequeno, médio e grande porte.

Atualmente, é Diretora de Operações da Freelaw e é responsável pelo Controle da Qualidade na execução dos serviços na plataforma, com atuação próxima e direta em cada Match Inteligente que acontece na Freelaw.

Gabriel Magalhães

É um dos fundadores da Freelaw e o Host do Lawyer to Lawyer. É bacharel em Direito pela Faculdade Milton Campos.  

Possui formação em Coaching Executivo Organizacional, pelo Instituto Opus e Leading Group.    

Formação em Mediação de Conflitos, pelo IMAB, e em Mediação Organizacional, pela Trigon e pelo Instituto Ecossocial. Certificações em Inbound Marketing, Inside Sales e Product Management pelo Hubspot, RD University, Universidade Rock Content, Gama Academy e Tera, respectivamente.      

Escute o episódio em seu player de áudio favorito e leia o resumo do episódio abaixo que conta com todas as referências citadas durante a gravação.  

Gabriel: Olá advogado, olá advogada, seja bem vindo a mais um  Lawyer to Lawyer da Freelaw! Estamos aqui hoje uma edição especial. Meu nome é Gabriel Magalhães

Júlia: E meu nome é Júlia Resende.

Gabriel: Nós somos os fundadores da Freelaw e hoje eu vou entrevistar a Júlia. Ela é minha sócia e idealizadora da Freelaw. 

Vai contar um pouquinho da sua trajetória, até que ela resolvesse ter essa ideia desse empreendimento e vamos discutir muito sobre como que essas inovações são aplicadas ou não aos escritórios de advocacia.

Animada, Júlia?

Júlia: Estou muito animada, Gabriel! Queria agradecer pelo convite. 

Apesar de eu estar no empreendimento da Freelaw com você e estar por dentro de tudo do podcast, foi muito especial para mim o convite ser entrevistada por você. 

Acho que vai ser uma experiência diferente.

Carreira no Direito

Gabriel: Legal, legal. Espero que os colegas advogados também gostem aí dessa iniciativa, a gente aguarda o feedback de todos vocês.

Mas Júlia, contra um pouquinho da sua trajetória. Como que foi lá na faculdade, até que você tivesse a ideia da Freelaw? 

Onde você trabalhou? 

O que você aprendeu em cada um dos locais que você trabalhou? 

E como que é a sua rotina hoje na Freelaw?

Júlia: Bom, então, eu vim pra BH, né, para fazer a faculdade. E aí, comecei a faculdade no Milton Campos e eu sempre segui um caminho tradicional. 

Então, desde o início da faculdade eu fiz estágios, inicialmente em órgãos públicos. Já cogitei, inclusive, carreiras públicas e tudo mais. 

E quando estava no estágio no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, eu quis ir para a iniciativa privada. Eu achei que ia me exigir mais, que eu ia ficar mais motivada na iniciativa privada e desde então, do sétimo período, mais ou menos, eu comecei a estagiar em escritório de advocacia. 

E aí, desde então, eu estagiei em escritório de médio porte, pequeno e também escritório de grande porte. E nesses escritórios eu aprendi bastante na rotina de advogado, como que, assim, seria a profissão no futuro. 

E no final da faculdade, eu comecei a me questionar mais também sobre a advocacia. Comecei a pensar  se era aquilo mesmo que eu queria fazer, mas não tinha ainda uma resposta certa. 

E fui contratada no escritório que eu fiz meu último estágio e estava lá numa área que gostava muito, as pessoas muito legais, aprendi muito com pessoal e estava lá até que você me chamou para participar de um Hackaton em janeiro, em janeiro de 2018, eu tinha acabado de formar, né? 

A gente formou em dois mil e dezessete, segundo semestre.

E para quem não sabe, eu e o Gabriel, a gente foi colega da faculdade, sempre estivemos juntos em grupos de estudos, em coordenação desses grupos de arbitragem, mediação. 

Então, também, além desse lado de estágios, também, eu ainda tenho ainda uma grande afeição pela área acadêmica do Direito e gostava muito do evento e foi lá que a gente se conheceu.

E aí a gente sempre chamou para participar do Hackathon. Nós fomos em janeiro de 2018. 

E foi lá que surgiu a ideia da Freelaw e hoje acho que minha rotina, assim, é muito diferente. 

Eu acho que eu tinha uma visão muito fechada de Direito. 

Eu segui um caminho tradicional, como eu disse, e eu acho que não abria muito os olhos para as outras oportunidades que existiam no ramo jurídico e não imaginava nunca que eu ia para o empreendedorismo e muito menos para o empreendedorismo jurídico. 

Hoje não atuo mais diretamente com direito, apesar de estar no empreendimento, na área jurídica e hoje exerço mais funções de administração de empresas, funções relacionadas ao marketing digital da Freelaw, a estruturação de processo de vendas. 

Então eu estou mais desse lado de administração de empresas do que diretamente realizando funções jurídicas. 

E acho que isso me deu uma visão bastante diferente das possibilidades do Direito. E acho que é muito bacana ter essa nova visão, ampliar os horizontes.

Desafios de um profissional multitarefa 

Gabriel: Júlia, quando você me conta sua história, é legal ver que você teve um pouco de experiência em cada uma, em todas as áreas do direito, praticamente. 

Escritório pequeno, médio, grande, órgão público, participou de grupos de estudos. Foi monitora também na faculdade que eu lembro, apesar de você não ter mencionado, foi monitora de Processo Civil e depois também teve uma experiência empreendedorismo. 

E hoje você disse que está trabalhando com marketing digital, com gestão, com administração. Eu sei que você não sabia nada disso, assim, quando você começou a Freelaw. 

Quais foram desafios, assim, que você teve quando você começou a aprender tudo isso? Foi muito difícil?

Júlia: Bom, é bacana mesmo que eu consigo ter uma visão mais holística do mercado jurídico, acho que essas experiências foram bastante importantes assim. 

Quando resolvi sair do escritório de advocacia, que foi no início de dois mil e dezenove, ou seja, um ano depois que a Freelaw tinha começado as atividades, que a gente começou logo depois do Hackathon, a gente decidiu tocar a ideia. 

E aí, um ano depois eu saí do escritório para me dedicar integralmente à empresa, justamente porque eu acho que faz toda a diferença, se você quer que o empreendimento dê certo e seja bem sucedido. Eu acho que a minha maior dificuldade foi realmente enxergar esse novo mundo.

Como eu disse, eu segui um caminho muito tradicional. Diferente de você, né Gabriel, que sempre gostou mais de empreendedorismo, sempre esteve ligado nessas coisas e acho que minha maior dificuldade mesmo acho que foi olhar para fora. 

Depois que eu olhei para fora da caixa, eu consegui ir pegando as coisas rápido. Não foi tão difícil. 

Eu comecei assim realmente pegando indicação de livros com pessoas que eu admirava, tanto empreendedores que eu seguia no Instagram, como também você, pessoas que eu tinha proximidade, que estavam no ramo. 

E aí eu comecei a me inteirar sobre esse novo contexto de startups e toda essa nova realidade. 

E acho que a partir daí foi um caminho sem volta. Porque acho que a partir do momento que se dá o primeiro passo, as coisas ficam mais fáceis e tudo mais. 

Então, acho que foi muito internet, livros. E aí eu acho que eu fui evoluindo nos livros também. 

Comecei por um dos livros mais simples, depois que eu vi que já estava entendendo aquele vocabulário, aquela nova realidade, passava para livros um pouco mais avançados. 

E acho que foi basicamente procurando mesmo conhecimento.

Gabriel: Lembro também que além dos livros, da internet, eu lembro também que a gente até foi a alguns eventos juntos. 

Alguns eventos de marketing digital, fizemos alguns cursos de program work manager, que é como você gerenciar produto digitais, a gente fez lá na escola do Tera. 

E uma outra questão, que foi até um dos um dos gatilhos para que você realmente resolvesse fazer a transição de carreira, curso da perestroika, empreendedorismo criativo.

Júlia: É verdade.

Gabriel: Que é um curso bem bacana de autoconhecimento, etc. 

Eu lembro que foi logo após desse curso que a Júlia falou “ah, realmente acho que está na hora de sair do escritório e tocar realmente o empreendimento”.

Júlia: É verdade.

Advogada empreendedora: a decisão de trocar a advocacia pelo empreendedorismo

Gabriel: Como que foi essa decisão? 

Eu sei que foi bem difícil assim principalmente para colegas advogados que estão neste momento em transição de carreira. 

Como que foi isso para você?

Júlia: Bom, bem lembrado. 

No início, realmente eu comecei a me inteirar dentro do assunto por meio de livros, internet e até no próprio Hackathon. 

Eu lembro que já foram abordados muitos conceitos, que, para mim, eram novos ali. 

Então eu vejo minha evolução de conhecimento, nesse tempo, e eu vejo assim que realmente foi uma evolução muito grande. 

Eu entrei sabendo nada e acho que hoje eu consigo conversar com o pessoal desse meio de igual para igual, realmente estudando com os cursos, correndo atrás. 

E os cursos, assim, eu considero essencial. Mas realmente acho que os cursos foram importantes depois que já tinha um pouco mais de noção. 

Eu acho que tem curso para todos os níveis, eu acho que vale muito à pena. Mas esses cursos especificamente acho que me foram mais úteis porque eu já tinha noção de alguns conceitos básicos. 

Mas sobre a decisão de sair, foi um processo muito longo. 

No final da faculdade, eu já comecei a ficar um pouco inquieta quanto à escolha profissional. 

Eu estava feliz na advocacia, mas não tinha certeza se era aquilo para sempre. 

E aí no meio disso, surgiu a Freelaw, né? 

E eu estava meio balançada porque era muito difícil dedicar minha energia para dois projetos diferentes, tanto o escritório, que exige muito dos advogados, quando a Freelaw e eu sentia que não conseguia focar minha energia com tanta intensidade nos dois. 

Acabava que eu tinha que dedicar meu tempo livre para Freelaw e eu ficava muito cansada no dia seguinte para ir para o escritório ou eu ficava agarrada no escritório e não conseguia cumprir minhas as atividades na Freelaw. 

Então eu senti que isso travava um pouco a evolução do projeto e eu queria muito que desse certo, eu acreditava na ideia, acredito na ideia, e por isso eu decidi sair do escritório e me dedicar integralmente à Freelaw. 

E assim, acho que o mais difícil mesmo foi externalizar essa decisão, admitir para mim mesma e depois, posteriormente, comunicar para os meus pais, para o meu chefes, meus colegas de trabalho, que eu iria realmente sair para uma coisa que era um pouco de loucura, na época, porque a gente já evoluiu bastante. 

Mas a gente estava um pouco no início. Foi quando a gente começou a se dedicar mais para o projeto. 

Eu acho que esse foi o maior desafio mesmo. E fora que exigiu muito autoconhecimento, ver o que eu realmente gostava. 

Então já venho nesse processo há mais tempo, de autoconhecimento, e o curso de empreendedorismo criativo, que você citou, me ajudou demais – da perestroika – porque trabalhava autoconhecimento e questões também de empreendedorismo. 

Então foi bastante importante na minha trajetória. 

E aí, mais ou menos, em dezembro dois mil dezoito, eu decidi que eu ia sair do escritório e ia me dedicar integralmente a Freelaw. E aí foi ótimo e hoje em dia estou aí!

Gabriel: Legal! Quando a Júlia fala, eu vejo muito que a questão de importância do autoconhecimento, claro, e também do acesso à informação, que hoje está cada vez mais fácil. Então “ah, não sei nada sobre empreendedorismo”, poxa, faz um curso, participa de um Hackathon, lê um livro, etc, que aos poucos você vai pegando. 

Não tem muita desculpa mais, no dia de hoje, para que a gente não aprenda tudo isso. 

E é claro, tudo depende de você, de  quem é você, de quem você quer ser,  o seu propósito de vida. 

Porque a partir disso você vai saber se você está no caminho certo, se você está na carreira certa para este momento da sua vida ou se passa um tipo de sentido de mudança. 

É claro que falar assim do jeito que estou falando é muito mais fácil do que viver na prática. É muita insegurança, muito medo. 

Mas se você quer aprender alguma coisa, hoje realmente não tem mais desculpa, eu acredito muito nisso.

Visão do mercado jurídico

Gabriel: E, Júlia, eu queria muito explorar essa questão da sua visão holística do mercado jurídico.

Na Freelaw a gente faz muita pesquisa de validação, muita pesquisa de mercado, a gente já conversou com mais de 300 advogados. 

E você tem uma experiência muito grande na área. 

Como que você enxerga esse mercado, principalmente nos escritórios pequenos? 

Como você enxerga os problemas que os escritórios possuem? 

Você estava no escritório, você diz que estava feliz lá, mas, mesmo assim, resolveu sair. 

O que você acha que os escritórios poderiam fazer para reter mais talentos? 

O que você acha que escritórios deveriam fazer para crescer mais nesse momento digital que está hoje?

 Júlia: Bom, eu acho que um dos maiores gargalos que eu percebia era questão de gestão mesmo, alinhamento da equipe toda. 

Porque, por exemplo, muitas vezes, o advogado estava ali exercendo um tanto de muitas funções e às vezes não sabia realmente o que priorizar, naquele momento. 

Às vezes, a comunicação não era tão clara, ou muitas vezes, gestão de expectativas mesmo da equipe. 

Eu acho que isso ocorre tanto na iniciativa privada quanto na iniciativa pública. 

Porque eu acho que na iniciativa pública também é muito importante essa gestão de expectativas, essa gestão de pessoas.

E um outro gargalo que eu percebia também, especialmente nos escritórios de advocacia, era muito a oscilação de demandas que, por exemplo, eu sentia que tinha época que a equipe ficava mais ociosa, sabe, e tinha época que estava mais sobrecarregada. 

Isso não era algo assim constante, então não era um volume trabalho constante. 

Então acho que tinha época que a gente agarrava sempre – “a gente” falo eu e o restante da equipe – ficava até muito tarde, muito cansado. Tinha que era mais tranquilo. 

Eu acho que quando a oscilação de demanda, aliás, quando as demandas estão mais altas, há uma dificuldade grande de manter a excelência no trabalho.  

Porque, muitas vezes, você tem que entregar uma coisa, várias coisas no mesmo dia e acho que é difícil conseguir entregar tudo com excelência esperada e excelência necessária para o cliente. 

Então, acho que isso era uma grande dificuldade. 

E assim, muitas vezes também eu via que tomava uma decisão de algum órgão, ou porque o cliente enviou o serviço mesmo em cima da hora, as coisas tinham que sair em tempo recorde. 

E aí, por exemplo, a gente trabalhava finais semanas para cumprir com esses prazos, sejam tanto judiciais quanto para os clientes, fazer mobilização inteira da equipe, no final a gente sentia ainda, a gente não, no caso eu sentia ainda que eu poderia ter feito algo ainda melhor, sabe? 

Então, acho que isso foi muito alinhado com o que eu pensei quando eu pensei na Freelaw, e que depois a gente validou e a gente viu que realmente é uma dificuldade para os escritórios.

Dificuldades vivenciadas pelos escritórios de advocacia

Gabriel: E uma questão, Júlia. Você falou um pouquinho da dificuldade que você enxerga nos escritórios. 

Muitos escritórios vivem com sobrecarga de trabalho, às vezes lidam com oscilação de serviços. 

 E você, também, conhece bem de mercado do advogado Júnior, advogado recém formado, especialmente a gente. 

Nós somos colegas de faculdade, a gente tem muitos colegas que, talvez a grande maioria, não esteja exercendo a advocacia. 

Ou a grande maioria está exercendo advocacia de uma forma insatisfeita.

Por que você acha que está tendo essa insatisfação dessa nova geração de advogados? 

E assim, existe algum tipo de choque de gerações, na sua visão? 

Tipo, o advogado mais antigo que, às vezes, é o sócio do escritório versus essa nova geração que está entrando no mercado de trabalho agora?

 Júlia: Olha, eu acho que existe realmente um choque de gerações, porque eu acho que os millennials, que são a nossa geração de uns, me corrija se eu tiver errada, mas uns de 24, 25 anos a uns 38 anos. 

Ele são profissionais que estão buscando mais liberdade no trabalho, mais flexibilidade. 

E muitas vezes eu vejo que os escritórios não estão se adaptando a essa realidade, essa nova realidade de economia colaborativa. 

Uma realidade em que as pessoas no futuro, a tendência é que as pessoas não tenham um único emprego.

 A gente vê que tem uma estimativa que até dois mil e vinte, mais de cinquenta por cento da população dos Estados Unidos vai trabalhar como freelancer, ou seja, vão ter vários empregos simultâneos.

 E eu vejo que, muitas vezes, essa falta de flexibilidade nos escritórios ou falta de compreensão, mesmo dessa nova realidade, faz com que os advogados mais novos fiquem insatisfeitos nessa rotina maçante, que muitas vezes é de sobrecarga de trabalho, de muito estresse de muita cobrança. 

E isso faz com que, acho que isso está fazendo com que as pessoas fiquem mais insatisfeitas.

Eu noto muito isso, porque a gente vê, Gabriel, que várias pessoas que formaram com a gente atualmente não estão exercendo a advocacia. 

Ou às vezes estão exercendo a advocacia, mas não se encontram ainda. 

E eu acho que é justamente por causa disso. Inclusive, acho que hoje as pessoas buscam muito mais ser feliz na profissão ou se encontrar na profissão, do que antigamente. 

Eu vejo que as gerações passadas pensavam mais na profissão como algo para manter um padrão de vida mesmo. E acho que hoje isso é um pouco diferente. Mais de felicidade.

 Gabriel: Quando você fala isso, Júlia, eu já lembro de algumas falas de alguns advogados que eu já conversei que eles falam assim “olha, a advocacia é difícil, ela não é para qualquer pessoa” etc.

Eu já vi vários advogados reclamando dessa nova geração, que é uma geração a imediatista, individualista, que não conseguem ter compromisso a longo prazo, etc. 

Talvez tudo isso realmente seja verdade, mas por outro lado, essa é a nova geração do mercado de trabalho. 

E ela também tem várias virtudes, o que pode ajudar muito vários e advogados, vários escritórios etc, se os escritórios souberem explorar essas pessoas. 

Diferentemente da geração dos nossos pais, que na verdade eles tinham um foco mais a longo prazo, queriam mais estabilidade. 

Talvez essa geração nessa nova geração que é mais felicidade, que é mais propósito. E se a gente não consegue falar a linguagem deles, vai ter realmente, os escritórios vão perder talentos, não vão conseguir reter essa boa equipe. 

E, em longo prazo, o custo é muito alto. Sem contar que todo mundo insatisfeito pode, além de gerar clientes insatisfeitos, gerar um clima ruim no escritório e é ruim para todo mundo. Todo mundo acaba perdendo nessa cadeia.

Júlia: Concordo plenamente com você. 

Eu acho que é justamente isso. 

Eu acho que os escritórios eles têm que lidar com essa nova realidade de pessoas que querem mais flexibilidade, que querem trabalhos mais livres, que querem, muitas vezes, trabalhar de casa, home office, employee experience, tipo Google com várias coisas no local de trabalho. 

Então eu acho que o ideal mesmo é que os escritórios se adaptem a essa nova realidade. Senão, realmente, vai haver uma perda muito grande de talentos. 

E eu fico pensando, muitos advogados, mais consolidados, têm essa visão de que a advocacia é difícil. “Se não quiser se submeter a essa dificuldade, talvez advocacia não seja para você”. 

 E eu fico pensando, será que a advocacia tem que ser difícil mesmo? 

Será que não tem que haver também uma mudança de mindset em relação à advocacia em si? 

Assim, uma mudança dos conceitos da advocacia? 

Será que não é possível uma advocacia mais equilibrada, com menos horas de trabalho, mas horas de trabalho mais efetivas? 

Eu acho que é possível. Acho que, inclusive as metodologias de Gestão Ágil defendem isso. Já estão as empresas de base tecnológica. 

Mas acho que ainda não é utilizada por escritórios de advocacia, e eu acho que isso é possível.

Gabriel: Eu acredito muito, também, nisso que você disse. 

A gente está alinhado, a gente tem a mesma visão por todo o nosso histórico junto, até na Freelaw. É isso que move a empresa.

Eu quero explorar algumas questões ainda dentro disso, mas só voltando um pouco no assunto assim, te fazer uma pergunta difícil, não sei se você vai saber responder.

Mas, com toda essa sua visão do mercado, se você fosse abrir um escritório hoje, o que você faria? 

Ou, se você fosse pegar um escritório que já está rodando, um escritório de pequeno porte, tem cinco advogados, mais ou menos, uma equipe de até dez pessoas, o que você faria nesses escritórios? 

Um escritório que está ali, às vezes na mesmice há algum tempo, lutando para inovar, mas sem direcionamento.

Júlia: Bem que você falou que ia ser difícil. 

Eu acho que é difícil também generalizar a realidade. Eu estou falando isso com base na minha experiência, em alguns escritórios. 

Mas eu acho que talvez a criação de processos mais claros e bem definidos seria um ponto crucial. 

Porque eu acho que a disciplina é muito importante, eu acho que muitas vezes um advogado está sobrecarregado, mas existem outros advogados que não estão tanto, por exemplo, numa mesma estrutura. 

Eu acho que tem que ter um processo melhor definido para atendimento e retorno aos clientes. Porque, às vezes, eu vejo que muitas coisas estão sendo feitas pelos advogados, mas às vezes não é comunicado pelo cliente da melhor forma, de forma mais efetiva. 

A gente acha que “ah, o advogado não está fazendo nada pelo meu processo”, sabe, fica nessa situação. 

Então eu acho que a primeira coisa seria a definição de processos, mais claros, para todas as áreas. 

A gente até já escreveu um texto para Freelaw, que a gente acha que o escritório de advocacia tem várias áreas, que é de sucesso do cliente, que seria questão de atendimento, retornos e tudo mais, da execução de serviços jurídicos em si, acho que também precisa de mais processos claros nessa parte. 

Então, às vezes, uma divisão melhor de funções de tarefas, uma estrutura de delegação de serviços, às vezes aquele serviço não é interessante para eu fazer. 

Também acho que investiria mais na área de marketing, inbound de marketing está super em alta e tem tudo a ver com o escritório de advocacia. 

Criaria um processo também mais claro para fazer isso, criar alguém dentro da equipe para ser responsável por isso. 

Eu acho que o inbound de marketing é um ótimo exemplo de como os advogados mais jovens podem ser utilizados e se sentirem valorizados, numa estrutura de escritório tradicional, por exemplo. 

Acho que é uma forma de talvez dar mais liberdade, mais flexibilidade. Por exemplo, coordenar os advogados mais jovens é uma estratégia de produção, de conteúdo. 

Então, acho que essa criação de processos para essas áreas específicas seria um primeiro passo assim. 

E acho uma estrutura de comunicação também bem clara, bem transparente, porque eu acho que isso é muito importante na comunicação efetiva e realmente no ambiente de trabalho. 

Na comunicação horizontal, não só a efetiva, mas em que as pessoas mais jovens tenham voz também, porque muitas vezes eu acho que, é o que você falou, né, os mais jovens estão vindo de outra realidade. 

Então podem agregar com esse conhecimento sobre nova geração, novas tecnologias. Querendo ou não, na maior parte das vezes, os jovens estão mais envolvidos nessas áreas do que o pessoal mais velho.

Gabriel: E uma questão assim, aliás, primeiro, bacana tudo o que você compartilhou, achei que foi bem valioso esse trecho aí: investir em marketing jurídico, criar processos claros.

E como a Júlia disse, a gente tem muito conteúdo gratuito sobre isso na Freelaw, com o objetivo, justamente de ajudar os advogados a estarem, realmente, implementando isso na prática.

Conflito de gerações 

Gabriel: E sobre essa última questão que você trouxe, o jovem advogado realmente tem muito menos conhecimento jurídico do que os sócios, os coordenadores, etc. 

Mas, talvez, para essa parte tecnológica, eles vão ser as melhores pessoas para estarem liderando projetos. 

Basta ter uma comunicação clara entre todos. Acho que isso pode ser essencial para a mudança no escritório. 

E assim, eu fiz a pergunta, mas quando você ficou respondendo, eu pensei em uma outra questão que talvez eu responderia, também, que seria definir métricas claras. 

Talvez, antes de começar, fazer um diagnóstico atual de como está o cenário.

Assim, pega uma semana no escritório e pede para todo mundo listar todas as atividades que cada pessoa faz hoje. 

Vai na secretária do escritório, pede para ela anotar quantos atendimentos foram feitos, quantos novos clientes ligaram essa semana, quantas reuniões foram agendadas, etc. 

Metrificar tudo mesmo, então isso é bom fazer sempre. 

Mas é bom vocês começarem, na minha opinião, a fazer um diagnóstico com base em números, porque aí fica mais fácil a gente sabe o que está dando resultado, que não está dando. 

Hoje, por exemplo, depois que eu fiz esse exercício interno, eu comecei a definir métricas, eu comecei a perceber que o nosso escritório recebe cinco novos clientes por mês. 

Ok, e depois do inbound de marketing? 

Uns seis meses depois, esse número ainda está em cinco? 

Poxa, então talvez essa estratégia não está sendo tão eficiente. 

Por que ela não está sendo tão eficiente? E você começa a investigar e você sabe mais ou menos por onde que você pode ir, talvez investir em recursos mais em outras áreas. 

Outra questão que pode ser relevante: mapear número de reclamações de clientes por mês. 

Então “ah, eu recebi, mês passado, cinco reclamações”, legal, vamos lutar para que, no mês seguinte, sejam quatro, por exemplo. 

E você consegue estar sempre um progresso contínuo. Eu acho que essa parte definição de métricas também agrega e talvez combina com que a Júlia disse.

Júlia: Eu acho que é essencial mesmo. E acho que parece que, assim, quando você sabe os objetivos de uma estratégia, fica muito mais fácil executar. Você sabe para onde você que quer ir, aonde você vai chegar ou pretende chegar. 

Eu acho que isso é essencial para qualquer estratégia, muito bem lembrado. 

E uma coisa que eu lembrei, só essa questão que estava pensando sobre os mais jovens, que podem trazer muito insight, nessa parte de novas tecnologias, novos métodos e tudo mais. 

Eu pensei muito assim, que eu acho que quem não olha para o que está pelas gerações futuras, para a nova realidade, para as coisas novas que estão surgindo – e acho que os jovens podem agregar muito nisso, advogados, juniors, estagiários – acho que é uma pessoa fadada, uma pessoa não, uma empresa fadada ao insucesso, e muitas vezes até à falência. 

Por exemplo, a gente vê vários exemplos famosos no mercado, por exemplo, a Kodak, a Blockbuster, que, com o surgimento das novas tecnologias, o que eram antes tecnologias, essas empresas foram totalmente superadas e não conseguiram acompanhar as evoluções. 

Então acho que a gente não pode subestimar as novas tecnologias, as novas gerações. E eu acho que uma coisa muito importante é: “nossa, a nova geração é desse jeito, meu deus, eu quero aprender com essa nova geração o que está acontecendo”. 

Nós nem somos mais a geração mais evoluída, né, Gabriel? 

Nós sempre vemos esse pessoal mais jovem aí, os mais novinhos aí mesmo, que não estão no mercado de trabalho, acho que essa a galera vai chegar destruindo. 

Porque são pessoas que já nasceram dentro da tecnologia. Já com dois anos, já sabe mexer no celular, tablet e tudo mais. E acho que é sempre bom a gente ir observando.

Gabriel: É, destaco que essa semana teve o Campeonato Mundial de Fortnite, que é o jogo mais jogado no mundo. 

E um menino de 13 anos ganhou, sei lá, um milhão de dólares na competição. 

Sei que muitas pessoas têm preconceito com  jogos, muitas pessoas ainda não veem o valor, mas o mercado de sportings, que são esses games, é um dos mercados que mais cresce no mundo. E ele desenvolve muitas habilidades. 

 Eu fico imaginando o que com o campeão mundial de Fortnite, daqui a pouco, vai fazer no mercado de trabalho. Ele vai engolir esse mercado de trabalho em breve. 

E ele só tem treze anos. Esse menino com 18 anos deve valer por dez pessoas, provavelmente. Dá um pouco de medo. 

Júlia: Exatamente. 

Gabriel: Tem que saber conversar entre as gerações.

Júlia: Eu acho que é isso.

O propósito empreendedor

Gabriel: E, Júlia, eu queria aproveitar que você está aqui e me fala um pouco sobre qual o seu propósito? 

Você conhece muito o mercado jurídico, etc e você teve a ideia da Freelaw com base nos problemas que você identifica no mercado.

Porque você faz isso? O que te brilha os olhos?

Júlia: Obrigada pelo “muito conhecimento do mercado jurídico”, mas não é tanto assim. 

Mas, apesar de uma jornada pequena, relativamente pequena no mercado jurídico, consegui passar por bastantes áreas, e acho que isso realmente me deu uma visão boa. 

Eu acho que, assim, difícil falar de propósito. Mas eu acho que meu maior objetivo, assim, tentar fazer onde.. tentar humanizar mais o Direito. 

Eu acho que tentar revolucionar o mercado jurídico e fazer com que os advogados não tenham que se transformar em outras pessoas para exercerem a profissão, sabe? 

Eu acho que muitas vezes a gente está ali exercendo a profissão jurídica, mas você não é a mesma pessoa ali no escritório e em outros lugares, sabe? 

Acho que muito pela seriedade da profissão, conservadorismo. 

Então, acho que um dos propósitos é realmente revolucionar essas relações entre advogados no meio jurídico, gerar mais liberdade, mais flexibilidade para as pessoas serem quem são, e também humanizar mais o Direito, o mercado jurídico. 

Porque acho que acho que hoje os escritórios, muitos escritórios, veem os advogados como máquinas, com pessoas que têm que estar ali dando conta de tudo. 

Acho que não é uma realidade só dos escritórios, acho que é muito uma realidade das empresas também. 

E eu estou lendo um livro – que você também está lendo, inclusive – que é o  “Essencialismo” que ele fala muito que a gente está hoje numa geração que fala cada vez mais de qualidade de vida, de uma vida equilibrada. 

Mas, ao mesmo tempo, os chefes continuam exigindo que os profissionais, trabalhadores, empregados, estejam disponíveis horas por dia para a empresa ou para o escritório. Então, acho que é isso.

Gabriel: Legal, legal.

Júlia: Fiz mais um brainstorm mesmo. É difícil falar, conseguir definir um propósito, assim, com clareza, sabe, é uma coisa que eu sinto, mas eu tenho dificuldade de externalizar.

Gabriel: Legal. Júlia falou um pouquinho de revolucionar o trabalho no Direito, humanizando mais o Direito, gerando mais qualidade de vida para os advogados. Facilitando, realmente, a vida dos advogados. Bem bacana essa sua fala.

Agora, eu fico pensando, assim, às vezes o escritório está escutando isso, mas talvez alguns estão pensando assim “poxa, mas como é que eu vou lucrar se o pessoal vai estar trabalhando menos? Como é que essa visão da Júlia vai ser bom para mim?”

Júlia: Bom, eu acho que um caminho bem interessante são, como eu disse, os métodos de gestão ágil, por exemplo o Scrum. Porque eu sinto, muitas vezes, que as horas trabalhadas não são efetivas. Isso não só em escritórios, mas no mercado de trabalho como um todo. 

Porque muito com base no que eu já li, tudo mais, a maior parte do tempo que as pessoas estão no trabalho, muitas vezes elas não estão totalmente focadas ali, sabe? 

Então eu acho que um caminho é tentar focar as energias em um período específico da equipe, em algum uma tarefa específica, estabelecer metas mais atingíveis, mais humanas. 

Também acho que o caminho é também… ah, esqueci o que eu ia falar. 

Acho que esse é um dos principais. Eu sempre esqueço o que vou falar, acho que as ideias vão mais rápido do que eu consigo expressar.

Gabriel: Então, o que você trouxe aqui seria eventualmente os escritórios estarem mais fazendo iniciativa de gestão ágil, estabelecendo metas mais atingíveis para toda a equipe e tendo uma comunicação mais clara entre todos.

Júlia: Isso, e acabei de lembrar uma coisa, que tem muito a ver com nossa proposta na Freelaw também, que é: “Será que eu preciso executar tudo o que eu estou executando hoje?” 

Eu acho que os advogados, eles têm uma característica muito marcante e que inclusive a gente validou. 

Não é mais um achismo, é praticamente uma certeza. Eles têm características muito controladoras, dificuldades de delegar serviços, de confiar em pessoas para delegar serviços. 

Mas acho que isso acaba sendo uma faca de dois gumes e na contramão do que do que precisa ser feito para otimizar todo o trabalho da equipe. 

Então acho que ver o que realmente precisa ser executado pessoalmente por alguém e o que pode ser executado por outras pessoas. E ter essa mesma capacidade de delegar.

Gabriel: Quando você fala isso, eu lembro muito de uma frase que eu li recentemente, não lembro de quem é, então, infelizmente, não saber citar a fonte. 

Mas basicamente, quando você é o executor daquilo, você é o responsável pela entrega final. Então eu sou responsável pela peça, pela qualidade da peça, etc. 

Depois, quando você se torna um líder, quando você tem uma equipe maior e você precisa aprender a liderar, você já não é mais responsável pela entrega final, você é responsável pelas pessoas, para cuidar bem delas, dar as melhores condições, dar as melhores instruções para que elas consigam entregar o produto final. 

Então é você realmente saber diferenciar os seus papéis.

Em alguns momentos eu estou ali atolado na minha operação, eu não consigo fazer nada além de fazer petição. 

Talvez esteja justamente num momento de você assumir um outro papel, de você começar a se tornar coordenador de uma equipe. 

Pode ser física, ali, com sua equipe toda, o seu escritório; ou pode ser remota também, dependendo do que utilizar de tecnologia para estar te ajudando. E dentro disso, você se torna um líder dentro daquela hierarquia, sai da operação e se torna mais estratégico.

 Júlia: Com certeza. E eu acho que isso me lembrou muito também da diferença entre o líder e o chefe. Que o líder é aquela pessoa que vai saber comunicar com a equipe, que vai ter empatia, que vai ter uma escuta ativa em relação aos problemas, dificuldades. 

Tentar tirar mesmo o melhor das pessoas, mas entendendo as estações pessoais de cada uma, entender os limites de cada uma. 

E o chefe é o que vai impor metas e não vai ter essa horizontalidade de comunicação com a equipe. 

Vai impor metas, cobrar necessidade de resultados, sem necessariamente saber o que está acontecendo ali com a equipe, por que aquele resultado não foi cumprido e tudo mais. Então, acho que é importante essa diferença também de líder.

E outra coisa que essa fala me lembrou é justamente que, acho que os escritórios, empresas e tudo mais devem ter em mente o que é dito por muitos empreendedores, que o maior ativo da empresa são as pessoas.

Gabriel: O maior ativo da empresa são as pessoas”. Muito legal, Júlia. Obrigado por compartilhar tudo isso. 

Como a Freelaw pode melhorar seu escritório de advocacia

Gabriel: Eu tenho algumas últimas perguntas. 

Com essa visão do mercado que você expôs, com esses problemas que os escritórios sofrem, com tudo o que você disse também o que você faria, caso tivesse num escritório, caso fundasse um escritório.

Como que você vê a Freelaw ajudando esses escritórios hoje? 

Por que você acha que a solução da Freelaw é relevante? 

Por que ela é boa realmente para o advogado?

 Júlia: Bom, eu vejo a Freelaw ajudando os escritórios a executarem realmente o que é mais estratégico. Atendimento ao cliente, muitas vezes; estarem ali como líderes, realmente como você disse. 

E eu acho que existem muitas tarefas que não tenham ser necessariamente executadas pelos coordenadores, pelos advogados que sejam da equipe. 

Então, acho que a Freelaw pode ajudar muito nisso. 

Muitas vezes,  eu vejo que o escritório quer centralizar a execução de tudo, mas acho que se, às vezes, o escritório sentasse para procedimentar, para calcular, talvez, os gastos e estender o tempo de alguém da equipe para execução de algum serviço, ele veria que muitas vezes vale a pena passar um serviço para Freelaw, por exemplo, e deixar de executar aquele serviço internamente, para que o advogado lá de dentro esteja focado em alguma outra coisa. 

Então, eu acho que a Freelaw pode ajudar muito nisso, de usar o tempo dos advogados melhor, na otimização melhor do tempo. 

E eu vejo também que nesses tempos oscilação de demanda para mais no mercado de trabalho, a Freelaw pode servir também como um braço ali, como dec officer do escritório, para que realmente ele tenha com quem contar nesses períodos sobrecarga. 

E para que a equipe não fique desestimulada, estressada e perca ali em qualidade de vida. 

Parece realmente um clichê, mas a gente… há muitos dados que mostram o tanto que isso influencia na qualidade do serviço. Então, acho que a Freelaw pode servir também como alternativa, nesse caso. 

E, muitas vezes, eu vejo também escritórios que deixam acumular muitas coisas que não têm um prazo específico. Estou voltando mais essa questão para o contencioso, né? Porque minha maior experiência é no contencioso. 

Então, essa parte específica eu sei que é muito do contencioso. 

Por exemplo, existem várias petições iniciais para serem ajuizadas, ações a serem propostas e muitas vezes, os escritórios deixam aquilo acumular e dão uma maior prioridade para os casos urgentes. 

 Só que acaba que, aí o cliente que mandou os documentos da ação, começa a cobrar “quando que essa ação vai ser proposta?” e aí acaba que isso gera um estresse geral. 

Então, muitas vezes, a Freelaw pode ajudar no espaço também de, por exemplo, “ah, eu vou enviar as petições iniciais para Freelaw e depois vou só revisar para que isso não fique acumulado” e eu brinco que a Freelaw é como realmente uma equipe interna de um escritório de advocacia. 

É um ghost writer, como o Gabriel gosta de falar. 

Além disso, eu acho que a Freelaw pode ajudar, inclusive, em estratégias de marketing, que a gente também tem profissionais do Direito com esse viés de produção de conteúdo. 

Então, às vezes, o escritório tem estratégia de marketing, mas não sabe por onde começar. Às vezes ele pode enviar uma demanda para Freelaw explicando que ele quer e a gente também tem profissionais com essa especialidade. 

Então, acho que são várias possibilidades. A gente vê a cada dia mais as possibilidades criadas mesmo pelos nossos clientes. 

E eu acho que tudo vai depender da realidade de cada escritório.

Gabriel: Quando você está falando, Júlia, eu lembro muito de um estudo que é da Deloitte. 

Ele fala que há muito tempo os escritórios, eles quiserem, eles fizeram de tudo para adquirir talentos, mas hoje com as conexões que são possibilitadas aí pela internet, pelo mundo global conectado, mais do que adquirir talentos, o que a gente precisa é mais acesso a talentos. 

Então, por exemplo, se eu não tenho especialidade em Direito Tributário, eu posso me conectar com alguém de Direito Tributário.

Se eu não tenho especialidade em Direito Trabalhista, da mesma forma. Se eu estou sobrecarregado, talvez não precise contratar mais alguém de uma forma fixa. 

Talvez eu possa realmente buscar alguém online, remoto por uma demanda, acabou. Já resolvo meu problema e não tenho um compromisso de longo prazo. 

Uma outra questão que eu lembro é que a maior empresa de transportes do mundo, hoje, que é a Uber, não tem carro próprio. 

Da mesma forma, a maior empresa de hospedagem do mundo, Airbnb, também não tem imóveis. 

E, hoje, o maior escritório do Brasil tem centenas de advogados, o maior escritório do mundo tem mais de cinco mil advogados. 

Será que é esse que é um modelo de escritório que vai prosperar nos próximos anos? 

Eu acredito muito que não. 

Eu acho que está cada vez mais… estudos se tornando cada vez mais remoto e se a atividade, por exemplo, de execução de uma petição, a pessoa pode fazer de casa, para quê eu vou ter ela aqui no meu escritório, pagando um computador para ela, pagando um espaço para ela.

E, além de estar pagando tudo isso, deixando ela insatisfeita, porque essa pessoa, muitas vezes é um millennial, ela quer mais liberdade, ela quer mais flexibilidade. 

Às vezes ela quer fazer essa petição lá da Bahia, lá da praia, numa viagem dela, não no escritório. Se a gente tem as estruturas necessárias para isso, talvez isso pode acontecer.

Júlia: Concordo demais. Eu acho que se a gente observa as tendências do mercado de trabalho em geral das outras profissões, hoje as empresas, os escritórios estão optando por estruturas mais enxutas e mais efetivas. 

E uma coisa, a sua fala me lembrou muito um trecho do livro Platform Skaion, que eu estou lendo agora e que ele fala muito que se enganam as pessoas que pensam que o futuro, a construção de tecnologias mirabolantes, softwares maravilhosos mirabolantes. 

E que o futuro é muito mais os softwares e as plataformas que vão permitir as conexões diferentes entre as pessoas. 

Aí cita muito exemplo da Uber e do Airbnb. E eu achei essa frase sensacional. 

Porque acho que, às vezes a gente fica pensando “nossa, qual será a tecnologia que vai acabar com tal coisa? O que será que isso aqui vai ser no futuro?” 

Às vezes, aproximação de pessoas pode ser o futuro.

Gabriel: Eu concordo muito com isso, Júlia. 

E uma das últimas perguntas que eu tenho aqui na minha lista aqui para você é que legal, quando você fala isso eu fico com receio, às vezes, porque como é que eu vou garantir a qualidade desse serviço? 

Como eu vou garantir que a pessoa do outro lado é boa? Como que a gente possibilita essa segurança nessa relação entre advogados? 

Porque é complicado, no serviço jurídico, ter um nome do advogado assinando a petição. É uma responsabilidade muito grande perante o cliente. Qualidade é o fator mais importante da entrega. Como que a gente garante que um vai ter um advogado ruim ali, que vai estar executando alguma coisa?

Júlia: Bom, eu acho que realmente essa confiança é um desafio muito grande. Mas eu acho que isso pode ser conquistado, como outras plataformas também conquistaram. 

E tem sido conquistado, né? 

Como, por exemplo, o Airbnb, que promove conexões entre pessoas, hóspedes e pessoas interessadas em alugar um local e antigamente, nunca que alguém a pensar em hospedar em uma casa de estranho. 

A mesma coisa o Uber, que ninguém também ia pensar em entrar num carro de estranho.

Mas eu acho que a confiança ela é adquirida por vários mecanismos. E na Freelaw, por exemplo, a gente faz uma verificação das informações, por exemplo, vou dar uma visão maior: o profissional se cadastra na nossa plataforma e nós verificamos os perfis dos profissionais cadastrados, as informações, a procedência das informações do registro na OAB para ver se está tudo certinho. 

Então, as informações fornecidas pelos profissionais, eles elas passam por uma verificação.

Depois disso, a gente pede também para que os profissionais descrevem essa experiência com bastante detalhes, para que isso gere também uma confiança maior para os contratantes de serviços, os interessados em contratar parceiros, jurídicos. 

E depois, também, a gente faz uma avaliação após a execução da demanda, para que as partes avaliem a experiência, para que a gente possa estar sempre melhorando. 

Então, por exemplo, contratante vai falar se gostou da demanda, o que melhorou, o que precisa melhorar, o que foi bom e o profissional que está executando o serviço também vai nos expor o que foi bom e o que foi ruim daquela experiência. 

As informações passadas foram claras e acho que isso vai criar uma relação de confiança ali na nossa plataforma. 

Além disso, a gente consegue hoje permitir que os profissionais que solicitam serviços, eles peçam revisões do serviço. 

Então, caso o escritório, o advogado que contratou aquele serviço e  não ficou dentro das expectativas dele, ele pode pedir inúmeras revisões até que aquele serviço fique do jeito dele. 

O que a gente tenta também hoje é que os profissionais que solicitem os serviços, a gente orienta que eles sejam o mais claro possível nas orientações enviadas. 

E, além disso, muitas vezes eles podem até enviar um algum modelo do escritório que eles desejam que seja seguido pelos profissionais, para que aquele serviço fique ainda mais personalizado às necessidades deles sabe? 

E isso tem funcionado muito bem e as pessoas que têm pedido serviços têm tido cada vez mais confiança na gente e nos profissionais cadastrados. E acho que isso é muito bacana.

Gabriel: O trabalho da Julia hoje, é todo voltado para essa parte de realmente do controle da qualidade.  É nossa rainha do Match Inteligente, é quem cuida desse controle. 

Hoje, já são mais de trezentos serviços executados na data da gravação desse podcast, esse número está crescendo bem rápido e são mais de mil advogados na plataforma. 

E o que a gente conversa muito, até a gente escuta muito, o advogado, assim, aliás, eu escuto cada vez menos, mas ainda tem alguns advogados falando que jamais pediria um serviço numa plataforma, nunca faria isso. 

A gente fica pensando muito em quem falou que jamais usariam o Uber também, ou talvez em quem falou que jamais uma Airbnb. 

Os desafios são muito grandes de garantir a qualidade. São várias medidas, são processos muito extensos. Muitos processos acho que a gente desenhou. 

Eu lembro que até a gente previu assim: “se o prestador morrer, o que a gente vai fazer para garantir que o serviço seja entregue?”

Júlia: É, e eu acho que a gente está evoluindo cada vez mais, Gabriel. Sempre que tem uma demanda, a gente tenta pensar no que a gente poderia fazer para melhorar a comunicação, deixar a comunicação entre as partes clara. 

Porque, às vezes, a gente vê que, às vezes quando o contratante pede uma revisão, é porque muitas vezes ele não deixou claro uma coisa que ele esperava que estivesse ali naquele serviço.

Então acho que a gente tenta sempre ir ajustando aí, para que tudo dê certo e seja o melhor possível.

Gabriel: É, exatamente. 

E a questão que a gente vê muito também, acho que talvez seja legal destacar, é que tudo é muito teste, né? 

Então, o escritório pede demandas todo o dia para a gente, por exemplo. 

Ele já sabe, já pediram toda a demanda, que ele já sabe pedir a demanda, já sabem como usar o instrumento da revisão. 

Já sabe como usar esse mecanismo no dia a dia deles, é claro que eles conseguem resultados ainda maiores, já treinaram uma equipe remota ali para estar, executando tudo do jeito deles. Mas isso demora um serviço, dois serviços, três serviços. Claro que a gente demora um tempo. 

E a outra questão é realmente você entender quem é um parceiro ideal para você, a gente tem como se fosse um cardápio de diferentes níveis de profissionais, de diferentes níveis de especialidades, de diferentes níveis de experiência.

Às vezes, para o seu caso, é melhor você ter um advogado aí com menos experiência, às vezes uma estudante para estar ajudando, às vezes um advogado júnior ou às vezes eu preciso de um doutor em Direito. 

E é claro que, quanto mais experiente o profissional é, naturalmente o preço vai ser mais alto que ele vai cobrar por isso. 

E tudo isso acaba que a gente também vai levar em conta e vai ajustando a cada momento. 

O que a gente gosta de falar também, Júlia, é que a gente gosta muito de transparência e de estar sempre construindo tudo junto com os advogados e escritórios.

Júlia: Eu acho que alinhamento de expectativas é o essencial, assim, nessa conexão que a gente promove.

Gabriel: É, o que a gente acredita, de uma forma genuína é: a gente acredita em uma maior forma de trabalho no Direito e que isso pode realmente trazer muitos benefícios para quem está executando o serviço, para trazer mais liberdade, para ir de acordo com essa geração nova de mercado de trabalho.

Principalmente, e para trazer mais economia ali de cursos para os contratantes, para trazer mais possibilidades para o pequeno, que agora tem a possibilidade de ter uma estrutura e remota, ele consegue crescer com menos custos e, às vezes, competir com um grande. 

Acredito de forma genuína. E a cada problema que vai surgindo, vai com muito diálogo, muita transparência, resolvendo tudo. Eu acho que um pouquinho do propósito.

Júlia: Eu acho que a possibilidade de crescimento, tanto para quem solicita os serviços jurídicos, solicita conexão com algum parceiro e a possibilidade também de crescimento para quem vai executar aquele serviço, para quem vai ter mais oportunidades ali, né? 

Um crescimento mútuo ali, né?

Para quem fala que nunca pediria, nunca usaria uma plataforma para se conectar com advogados, que já tem o amigo e tal, eu falo o seguinte: primeiro, que muitas vezes aquele amigo não vai ter disponibilidade para te atender. 

Muitas vezes aquela relação vai ficar obscura porque ele é seu amigo e o cliente vai estar cobrando você, que você que indicou. 

Então, o que eu sugiro é: teste na nossa plataforma e depois a gente conversa para ver se você realmente não usaria Freelaw para se conectar como parceiro.

Gabriel: Eu imagino que talvez quem ainda está escutando tem algumas dúvidas a respeito do funcionamento do Freelaw, etc. 

Tudo isso está no site da Freelaw, se alguém quiser conversar estamos sempre à disposição. Talvez, “Ah, quanto que custa enviar um serviço para Freelaw?” 

Depende da complexidade do serviço, depende da especialidade necessária. 

Se você quer contratar alguém com menos anos de experiência, provavelmente o preço cobrado vai ser mais barato. Se for mais anos de experiência o preço vai ser mais alto. 

A gente destaca que a Freelaw não interfere nos preços, então é uma negociação livre entre as partes. 

Então se você quer testar um serviço, não sabe quanto cobrar, envia uma demanda com preço zero, que você vai receber uma proposta dos profissionais qualificados, você tem acesso aos currículos antes de fechar qualquer demanda, você pode fazer uma cotação só para você ver quais currículos que tem para aquele tipo de demanda sua, sem nenhum compromisso, para você ver se realmente os currículos são bons, estão de acordo com o que te atende. 

E, no mais, caso alguém queira ter algum tipo de discussão, “ah, quero ajuda da Freelaw para inovar aqui no escritório” “não sei como usar as tecnologias aqui no escritório” tenho certeza que a Júlia vai estar à disposição para estar conversando. Da mesma forma, eu também. 

É só buscar a gente nas redes sociais, no Instagram da Freelaw e também no Linkedin, Facebook e nas outras redes sociais.

Júlia: Vai ser um prazer estar conversando com quem tiver interesse sobre qualquer coisa, sobre a Freelaw e sobre qualquer coisa.

Gabriel: A gente tem uma cultura bem aberta também. Às vezes a gente já marcou diversas reuniões, cafés com advogados. 

A gente brinca que a gente adora tomar café com advogado inovador. 

A gente marcou o café para indicar solução de outra empresa. Ou já marcamos café para ajudar o escritório a fazer alguma coisa de processos internos que não tem uma conexão direta com a atividade fim da Freelaw, mas a gente vai estar sempre ajudando advogados inovadores a crescerem.

A gente acredita que se os advogados inovadores crescerem, a gente, naturalmente, cresce junto. 

E uma última questão. A gente, geralmente, não fala da Freelaw nos podcasts. 

Geralmente a gente sempre fala muito no dia a dia da advocacia, etc, e nas últimas semanas a gente recebeu muitas dúvidas no Instagram, nas redes sociais, “e aí, como funciona a Freelaw”, etc. 

E foi até um dos motivos para chamar a Júlia, que é quem cuida realmente no dia a dia da operação. Para ela também estar trazendo um pouquinho da visão dela sobre mais uma dessas tecnologias. 

Eu acredito que a Freelaw, talvez, não seja para todos os tipos de escritórios. Você realmente implementar tudo na sua essência, “ai meu deus, agora não vou ter equipe física, vou ter só equipe remota.” 

Talvez não seja o caso para todo mundo, mas é uma solução que cada vez mais a gente vê que está tendo um bom match, como a gente gosta de dizer, com diferentes tipos de escritórios, principalmente pequenos e médios que, às vezes, não têm estrutura para tudo; e grandes, às vezes, estão querendo reduzir custos.

Júlia: Eu acho que, às vezes, a gente fica muito afoito para se inteirar da tecnologia, utilizar de tudo, porque agora é mercado quatro zero é não sei o que. 

Só que, muitas vezes, a gente tem que analisar também o que é melhor para cada realidade. 

Eu acho que são tantas possibilidades, tanto fora da Freelaw quanto na Freelaw, que a gente não consegue nem falar todas, né Gabriel?

Gabriel: Tudo depende do maior problema do seu escritório hoje. Qual é o maior problema do seu escritório hoje? Isso é uma pergunta Importante.

“Ah, um problema do escritório, hoje, é realmente a falta especialidade para executar algumas demandas” ou “eu estou sobrecarregado, eu quero ter mais tempo para realmente fazer questão estratégica no escritório”, talvez nesse sentido a Freelaw possa te ajudar.

Agora, “talvez o maior problema do meu escritório, hoje, é muita atividade repetitiva”, então acredito que talvez, nesse caso, a melhor solução seja uma solução de automação de documentos. 

“Ah, talvez o meu problema aqui no escritório seja de gestão mesmo”, então talvez é melhor você contratar alguma consultoria, especializada no Direito, inclusive a Freelaw tem vários parceiros nesse sentido, a gente pode até estar indicando para os advogados que precisarem desse tipo de serviço. 

Ou então, “ah, talvez eu preciso de marketing jurídico”, ou então, talvez, você não precise de nada de tecnologia, talvez você, simplesmente, precise de uma mudança de mentalidade, de trazer inovação, na prática, ter uma reunião semanal com a equipe, fazer uma gestão mais horizontal. 

Tudo depende de cada realidade do escritório.

Júlia: É isso aí, assino embaixo.

Considerações Finais  

Gabriel: Tem algum recado final, Júlia, que você queria passar para os colegas que estão nos escutando? 

Algum conselho final, uma mensagem final que você gostaria de passar?

Júlia: Nossa, eu acho que eu já falei demais. 

Mas uma coisa que eu acho importante, acho que foi o principal, para mim, e que eu acho que pode ajudar muita gente é: ampliar os horizontes, parar de ver as coisas com uma viseira, sabe?

Eu vi o mercado jurídico de uma forma só, de uma forma tradicional. Não pensava como poderia ser a inovação no mercado jurídico. 

Eu era totalmente fixada num ponto de tradicionalismo, de Direito conservador, de tudo isso. Então, eu acho que é muito importante olhar para fora, sebe? 

Para, pelo menos, a gente poder ver como é o outro lado, ver novas possibilidades e saber opinar sobre essas novas possibilidades, sobre essas novas tecnologias, sobre tudo então, sobre a nova realidade. 

Então, acho que é essencial conseguir enxergar o todo, né, para depois focar em um ponto. 

Eu acho que eu focava em um ponto, sem enxergar o todo. E depois que eu enxerguei o todo eu vi, “será que é isso mesmo, sabe?” Comecei a reconsiderar a minhas opiniões. Então, acho que é isso.

Gabriel: Muito obrigado, Júlia.

Júlia: Acabei do jeito que não pode acabar o pit, né: “É isso”.

Gabriel: É uma brincadeira que a gente tem no mundo do empreendedorismo que se acaba com “é isso” talvez não foi tão impactante assim. 

Bom, mas brincadeiras à parte, foi um prazer estar conversando com você. É sempre bom estar trazendo este tipo de debate para os colegas advogados. 

Júlia: Eu agradeço muito também.

Gabriel: Obrigado de novo, Júlia. Obrigado, colega advogado. Obrigado, colega advogada. A gente se vê na próxima quarta para mais um podcast da Freelaw. Até mais.

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