#16: Advocacia e Gestão c/- Danilo Leite

Capa do Podcast com Danilo Leite.
38 minutos para ler

Você quer saber mais sobre Advocacia e Gestão?

Tem interesse em aumentar a demanda do seu escritório mudando a forma como ele é gerido?

No episódio #16 do Laywer to Lawyer, o podcast da Freelaw, Gabriel Magalhães entrevista Danilo Leite.

Faça o download deste post inserindo seu e-mail abaixo

Não se preocupe, não fazemos spam.

Danilo Leite

É advogado há quase 10 anos, com atuação em contencioso cível/empresarial estratégico, graduado pela UFMG.

Pós graduado em Direito de Empresa pela PUC/MG, pós graduando em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral.

Gabriel Magalhães

É um dos fundadores da Freelaw e o Host do Lawyer to Lawyer. É bacharel em Direito pela Faculdade Milton Campos.  

Possui formação em Coaching Executivo Organizacional, pelo Instituto Opus e Leading Group.    

Formação em Mediação de Conflitos, pelo IMAB, e em Mediação Organizacional, pela Trigon e pelo Instituto Ecossocial. Certificações em Inbound Marketing, Inside Sales e Product Management pelo Hubspot, RD University, Universidade Rock Content, Gama Academy e Tera, respectivamente.      

Escute o episódio em seu player de áudio favorito e leia o resumo do episódio abaixo que conta com todas as referências citadas durante a gravação.  

Gabriel: Olá advogado, olá advogada, sejam bem vindos a mais um Lawyer to Lawyer da Freelaw.

Meu nome é Gabriel Magalhães e  hoje eu estou com Danilo Leite, advogado há quase dez anos, com atuação em contencioso cível e empresarial estratégico. 

O Danilo é uma pessoa muito experiente e já viveu muito tempo na operação no dia a dia, no escritório ainda vive, mas hoje está passando por um desafio muito legal na carreira dele, que é sair dessa posição, da operação, para realmente ir para a gestão do escritório. 

Tenho certeza que o Danilo vai conseguir agregar muito para vocês, colegas advogados que estão nos escutando.

Seja bem vindo, Danilo! 

Danilo: Obrigado, Gabriel! É um prazer estar aqui falando com você e para todo o seu público, um público muito grande. 

Eu tenho ouvido os outros episódios do Podcast, compartilhado, ouvido retornos e  o pessoal tem gostado bastante. Inclusive, te parabenizo pelo trabalho. 

Não sei como é que você consegue conciliar todas as atividades com Freelaw, marketing e tudo mais que você tem desenvolvido. Muito bacana.

Trajetória no Direito

Gabriel: Obrigado, Danilo! A tarefa não é fácil para ninguém, né? 

Manter a consistência. Alguns episódios vão ao ar mais cedo, outros vão mais tarde, porque nem sempre a gente consegue ter essa consistência de horário, mas a cada semana a gente vai melhorando. 

Danilo, conta um pouquinho mais da sua história, como que foi o início da sua trajetória do Direito, como foi na faculdade, por que você fez Direito e como você começou sua atuação profissional?

Danilo: Cara, é até engraçado, porque quando estava no terceiro ano, eu tava em dúvida entre fazer Jornalismo, Publicidade, Arquitetura e acabei fazendo Direito.

Depois de fazer um teste vocacional, que indicou que essa seria uma boa opção para mim, somado ao meu gosto pela área de humanas, e eu tomei a decisão. 

No início, até não curtia tanto o curso, talvez por esta incerteza no momento de decidir. Mas ao longo dos anos e, principalmente, ao longo dos estágios que eu fui fazendo, com a prática, eu passei a gostar bastante. 

Hoje, sou apaixonado pela minha profissão e só me vejo advogando. Dificilmente me vejo atuando em outra área no Direito.

Gabriel: Legal! E você disse aí dos estágios durante a faculdade. Como que foram essas experiências? Qual foi o seu primeiro emprego?

Danilo: Cara, desde o início do curso eu precisava de grana, então já pensei em fazer estágio logo nos primeiros períodos. 

Fiz primeiro um estágio na Justiça Federal, no Juizado Especial, onde foi meu primeiro contato com contencioso, sem saber que estava trabalhar com contencioso. 

Porque, na verdade, caiu um pouco de paraquedas, ficava furando papel, tirando cópias, acessando e imprimindo telas do sistema, sem ter muita noção do que eu estava fazendo. 

Eu tive oportunidade de trabalhar numa empresa de consultoria ambiental, que foi uma oportunidade bem legal, porque é totalmente diferente da rotina de um escritório. 

Trabalhava com biólogos, arquitetos, engenheiros, geógrafos e adorava. Nasceu aí uma paixão, hoje frustrada, pelo Direito Ambiental. 

Depois disso, eu tive uma breve experiência no jurídico da Copasa, trabalhando ali com tributário, Direito Público, que, até hoje, é uma área que eu não sou tão fã. 

Na sequência, veio, talvez, meu principal estágio, que me despertou realmente a paixão pelo contencioso cível, que foi trabalhar no gabinete da vigésima Vara Cível de Belo Horizonte, à época com o juiz titular José Washington Ferreira da Silva, com a assessora Giovanna Pado, e ali eu tive o meu primeiro contato real com os litígios, com os processos, conhecendo a realidade do Judiciário. 

Tendo a oportunidade de ter contato com várias áreas do Direito Civil, que é muito amplo, né? 

Ver a atuação dos advogados, ver a rotina de funcionamento da secretaria e correr atrás da informação. Estudar bastante para conseguir dar uma efetividade no fluxo lá dos processos. 

Depois disso, já pensando em advogar, eu já tava ali no oitavo, nono período, trabalhei em um escritório de advocacia de menor porte, também foi uma experiência muito legal, com o doutor Eduardo Reis, o doutor Perdigão e o doutor Bernardo. 

E de lá, quando eu tava já no décimo período, eu fui para o Correia Ferreira Advogados, que é o escritório onde estou até hoje. Hoje, como responsável pelo contencioso cível e empresarial. 

E a minha trajetória lá foi bem bacana, que eu entrei como estagiário, logo me graduei e tive oportunidade de trabalhar como advogado de contencioso cível, trabalhei assim por quase três anos. 

Eu tive uma oportunidade de trabalhar com consultivo, contrato, societário, um pouquinho de tributário e desde o início de dois mil e quinze eu assumi a coordenação do setor de contencioso. 

Inicialmente, duas, três pessoas e hoje já somos oito pessoas lá no nosso setor.

Gabriel: Poxa, muito legal a história da trajetória do Danilo. Começou só de estágio, eu tô contando aqui, foram: Justiça Federal, Consultoria Ambiental, jurídico da Copasa, trabalhou também com Direito Público, trabalhou no gabinete da vigésima Vara Cível de Belo Horizonte.

Muita experiência só de estágio aqui,  legal! 

E uma coisa que me chama atenção, Danilo, da sua fala, você diz ter uma paixão frustrada pelo Direito Ambiental e, pela sua trajetória, dá para perceber que você atuou em várias áreas do Direito, se não todas, né? 

Como que você definiu, assim, com o que você ia realmente trabalhar no dia a dia, na advocacia. 

Como você descobriu que era Direito Civil, que era dessa parte empresarial e não Ambiental, por exemplo?

Danilo: Cara, acho que o ambiental, talvez pelo fato de ter sido o primeiro estágio legal e efetivo, assim, que eu trabalhei, eu gostava muito.

E aí, eu me identifiquei, gostei e depois eu não tive a oportunidade de voltar a trabalhar com essa área. 

Mas também, depois um outro estágio muito legal que eu tive no fórum e que eu gostei muito, e eu acho que talvez se adequa mais à minha demanda inicial do Direito, que era o meu objetivo inicial no Direito, que era tentar, efetivamente, ajudar as pessoas e conseguir resolver os problemas delas. 

Talvez, o Direito Civil, Direito Empresarial tenham um volume, uma proximidade maior, tanto com pessoas físicas, quanto com empresas. 

Hoje eu tenho oportunidade de trabalhar com empresas de pequeno, médio e grande porte, multinacionais.

E eu acho que a extensão do Direito Civil e do Direito Empresarial me permite ter esse contato. Talvez por isso eu gosto tanto disso hoje.

Gabriel: Legal! E hoje, lá no escritório de vocês, como que é esse relacionamento com clientes, como que vocês fazem captação de clientes? 

Vocês têm um processo bem definido, mais indicação, boca a boca? 

Têm alguma iniciativa de marketing? Como que funciona?

Danilo: A principal forma de captação ainda é o boca, a boca. O nosso fundador, o Marco Antônio Corrêa Ferreira, ele é um excelente captador, conhece muitas pessoas, transmite muita segurança para os clientes, e eu acho que a principal fonte de clientes ainda é através dele. 

Além de ser um ótimo advogado, também. 

Agora, há cerca de três, quatro anos, nós vimos desenvolvendo uma política de marketing e  está cada dia mais interessante, que passa pelo estímulo da produção de conteúdo, que eu acho que é uma tendência aí global de marketing, que a gente produz artigos, notícias, etc. 

E a gente tem uma política interna de “gamificação”, que são quatro setores lá no escritório, principais, e existe uma disputa sadia, ali, pela produção de conteúdo. 

Aquele setor que produz mais e com mais qualidade, ele ranqueia, os advogados e estagiários também são ranqueados individualmente, e trimestralmente gente faz uma apuração para identificar quem são os vencedores. 

E aí, tem um happy hour, uma premiação em dinheiro e alguns benefícios que acabam estimulando o pessoal a produzir.

Gabriel: Muito legal!

Danilo: É, é bem legal e,  apesar de ser um trabalho mais de longo prazo, a gente já tem alguns feedbacks legais. 

Nós já conquistamos clientes com artigos, notícias produzidas, clientes que nos localizaram na internet através desse conteúdo e acabaram fechando contratos. 

E isso, ao mesmo tempo, gera a possibilidade de nós fazermos eventos, cursos, tanto em company, no próprio escritório ou junto a parceiros, associações comerciais, etc. 

Em que a gente pode falar um pouco sobre algum tema e ter a oportunidade de ter contatos ali com prósperas ou até com pessoas que já são nossos clientes.

Gabriel: Poxa, muito bacana esse exemplo do Danilo aí. Pode valer para muitos escritórios, com certeza, né? Ter uma política interna clara e de gamificação. 

O Danilo demonstra, pela fala dele, que existem metas claras, eles metrificam isso, ranqueiam as pessoas, fazem um happy hour, premiam em dinheiro. 

Muito bacana essa iniciativa deles. 

Eu já tive a oportunidade de conversar com Danilo, também, outras oportunidades sobre o marketing deles. 

E é uma coisa bem legal sim, que com certeza pode ser legal para outros escritores fazerem também. 

Então, por mais que a indicação, que o nome do escritório seja forte, que o boca a boca seja forte, ainda assim, eles estão buscando fazer coisas diferentes.

Muito bacana, Danilo.

Danilo: É legal e eu acho que chega a um ponto onde o escritório, tem condições de ter um profissional dedicado exclusivamente ao marketing, o que acaba auxiliando a funcionar melhor. 

Então, se você tem alguém dedicado a fazer essas medições, a organizar os eventos, a fazer os contatos com os parceiros para viabilizar esse tipo de política, isso auxilia demais. Acaba tirando um tempo valioso dos advogados, que tá cada vez mais escasso. 

Hoje, advogado tem que se preocupar com a produção, com a gestão, com a captação de clientes e, às vezes, acaba deixando para um segundo plano algumas providências relacionadas ao marketing, etc, que ele acaba não conseguindo se organizar para isso.

Então,  ter um profissional de marketing no escritório é bem bacana, nesse sentido.

Gabriel: E o que você acha da terceirização dessa produção? 

Que é uma outra opção que alguns escritórios utilizam.

Danilo: Cara, a gente teve uma experiência com terceirização lá no escritório, com empresa bem famosa e não foi legal. 

Eu acho que talvez a peculiaridade do  Direito, eu sempre brinco que eu sempre, quando eu ouço notícias no jornal e vejo a pessoa falando “vou impetrar a ação”, “vou impetrar um recurso”, isso me machuca, entendeu? 

Porque, pô, não é “impetrar”. 

O termo técnico é equivocado e a gente tinha muito problema nesse tipo, de alguns termos técnicos empregados indevidamente, por mais que o texto não seja jurídico, em si, eu acho que isso depõe contra, vai contra a credibilidade do escritório. 

E eu acho que seria bem legal a terceirização desde que você tivesse prestadores de serviço qualificados para fazer. 

Pessoas com formação jurídica ou, pelo menos, com um amplo conhecimento, que têm contato no meio para conseguir redigir da forma mais legal. 

Até a gente já teve oportunidade de conversar e é muito legal essa iniciativa das pessoas poderem se utilizar da própria Freelaw, às vezes, para fazer isso. Então, acho que, nesse sentido, seria legal.

Gabriel: E, não, obrigado por tá compartilhando isso, Danilo. 

Eu concordo muito com essa questão sobre terceirizar o marketing para uma agência, para freelancer, é algo bem complicado, na minha opinião, porque o marketing é um core business de um escritório de advocacia. 

A captação de clientes é um core business. E se você está passando uma parte essencial do seu negócio para um terceiro que conhece menos o seu negócio do que você, você tá correndo o risco dos resultados não serem tão efetivos. 

De marketing, certamente, as agências conhecem muito mais do que os escritórios. 

Entretanto, mais do que o negócio, mais  do que o direito material ali em si, ninguém vai conhecer mais do que os próprios advogados, né? 

Por isso, quando existem iniciativas internas, que usam “gamificação”, políticas internas de incentivo dos advogados a produzirem esse tipo de conteúdo, os resultados, às vezes, poder ser bem mais consistentes e mais proveitosos. Sem contar que eu tenho certeza que os advogados mais jovens devem ficar muito estimulados com isso. 

Às vezes, os advogados mais jovens, em grandes escritórios, ficam um pouco desestimulados, porque a única coisa que fazem são peças repetitivas, às vezes. Imagina se a gente começa a envolver esses profissionais em algo legal, algo diferente do dia a dia, estimular as pessoas a aprenderem coisas novas, pode ser muito relevante. 

E o que eu acho que pode ajudar escritórios que tenham interesse de fazer isso? O primeiro ponto é aprender a produzir conteúdo para web, que é um pouquinho diferente da escrita jurídica e, depois, em sequência, começar a testar. Testa uma vez, testa duas. Imagino que na gamificação sua já devem ter acontecido muitas mudanças, né?

Danilo: Com certeza. Hoje o processo ele é totalmente diferente de quando a gente começou. 

Então, a tendência é que a gente só se desenvolva né? 

Conseguir produzir um conteúdo com melhor qualidade e, como você mesmo disse, tentando usar as técnicas que a tecnologia traz para a gente para a gente ter um posicionamento melhor, um ranqueamento melhor nas ferramentas de pesquisa. 

E um aspecto legal da produção de conteúdo, e que foi um feedback que nós tivemos de uma grande empresa que nós estávamos trabalhando para prospectar, que é o seguinte: os escritórios não têm tanto hábito de divulgar as vitórias que eles conquistam. 

Então você tem uma decisão legal ou participa de uma operação bacana e quer divulgar isso, faz um artiguinho, preservando lá o sigilo inerente à prestação de serviço, mas falando um pouquinho do que foi feito e de como você conseguiu êxito. 

Acompanho grandes escritórios do país e a gente vê muito isso. Mas nos médios e pequenos escritórios, que também têm as suas vitórias, isso não é tão comum. Então, eu sou muito fã de prática. 

Entendo a importância de se estudar, da teoria e tudo, mas de grande parte dos meus conhecimentos, na maioria deles, foi conquistado na prática, isso desde a época de estagiário. 

Então, eu acho que compartilhar o sucesso que você teve com a sua prática é bem bacana e tem um poder de atração muito maior, talvez, do que ficar, somente, teorizando.

Advocacia e Gestão

Gabriel: E falando um pouquinho de prática, Danilo, o que você aprendeu, assim, com dez anos de advocacia? 

Assim, quais são os maiores aprendizados que você gostaria de ter, assim, quando você tava começando lá na advocacia? 

E se você fosse dar um conselho para alguém que está com o escritório pequeno, querendo crescer, o que você acha que a pessoa poderia estar fazendo?

Danilo: Eu acho, cara, tanta coisa! Eu brinco com o pessoal no escritório, com minha equipe, principalmente. Maior parte do meu trabalho foi no contencioso e, no contencioso, sempre que chega algum advogado mais jovem, um estagiário lá no escritório e a gente passa algum caso, uma defesa para ele fazer, ele bate o olho, lê e fala: “putz, não tem jeito, a gente vai perder esse caso.” 

Eu falo: “não, a gente vai ganhar. Você vai analisar isso dez vezes, nos mínimos detalhes, vai achar tudo que a gente tem para argumentar, por mais absurdo que pareça, e a gente vai fazer uma defesa bem feita e vai ganhar esse caso.” Então eu vendo muito discurso de fé no resultado. 

Todo bom trabalho ele traz resultados, então não existe caso impossível. Não existe crescimento impossível. Não existem barreiras e problemas que você encontra no seu trabalho que não sejam intransponíveis. 

E, talvez, isso seja o que alguém poderia ter me falado lá no início, que poderia me auxiliar a ter crescido mais na minha carreira. 

E é o que eu falo para todo mundo. E é muito legal que, às vezes, quando você colhe o resultado disso, você vê uma sentença favorável em um caso que o resultado era improvável, ou você vê algum problema pelo qual você passou e que depois você estava rindo dele. 

É legal quando as pessoas vêm falar “nossa, bem que você falou bem, tá vendo? Tem jeito mesmo.” Isso aí começa a propagar essa cultura que é bem legal.

Gabriel: E é uma oportunidade de ter referência, né? Isso fomenta a indicação. Porque quando um advogado ganha uma causa impossível, o cliente ele o resto da vida vai ser grato.

Danilo: Com certeza. Eu acho que a excelência é obrigação e, se tem um pouquinho mais que a excelência, se torna um diferencial. 

Você acreditar, você vender a fé e casar isso com trabalho técnico bem feito.

Gabriel: Muito bacana, Danilo.

Danilo: A gente já ganhou clientes por causa disso, atuando, às vezes, por uma parte adversa de fazer um trabalho bem legal, bem aprofundado e de acompanhamento de perto do caso, um caso que o desfecho era provavelmente desfavorável para o nosso cliente, que a gente conseguiu vencer. 

E aí, meses depois, a outra parte nos procurou para contar com nossos serviços.

Gabriel: E, Danilo, você tem uma formação, ou melhor, você está fazendo uma pós graduação em gestão de negócios, né?

Danilo: Isso foi uma demanda que eu tive, que eu sempre tive perfil técnico. 

Então, sempre fui detalhista, sempre gostei de fazer peça, de conduzir processo, de participar de audiência. 

E, desde 2015, porque eu tive a oportunidade de coordenar o setor e auxiliar a expandi-lo, que eu senti a necessidade de ter uma formação melhor em gestão. 

O curso de direito é muito carente nisso. Carente, não, ele não tem nada sobre gestão, sobre empreendedorismo, nada disso. E quando eu recebi esse desafio, eu decidi me preparar. 

Desde então, venho fazendo pequenos cursos, de pequena duração, em instituições que não são relacionadas ao direito. 

Eu já tive oportunidade de tá no Instituto Aquila, de contar com profissionais ex- Falconi. 

Eu converso muito com pessoas que trabalham em empresas para tentar trazer alguma coisa.

Gabriel: Você indicaria algum desses aí para algum colega que tá escutando?

Danilo: O curso de gestão tem no Áquila e tem no Falconi, curso de formação de gestores, que são aquelas questões de  white belt, green belt, black belt, eu acho que é muito válido para quem não tem conhecimento nenhum. 

Ele te dá uma noção básica do que é planejamento estratégico, da importância, da liderança, do que é o PDCA, que muita gente, como eu quando fui estudar, não conhecia e que eu acho que é a base para uma boa gestão de qualquer tipo de empresa. 

Tem um livro do professor Falconi que é bem legal nesse aspecto, apesar de ser chatinha a leitura dele, porque é muito prático, que é o Gerenciamento da Rotina do Dia a Dia.

Gabriel: E esse aí é muito legal, eu adoro ele.

Danilo: Exatamente, ele é de utilidade prática total. É um manual de como você fazer as coisas funcionarem. Se você conseguir seguir aquilo ali, arrisca, vai funcionar, não tem erro. 

E, hoje, a gente está vendo muitos eventos dedicados a esse tipo de formação. Você vê direto serem divulgados cursos de controladoria jurídica, tem o pessoal aqui de BH da trilha, que o Ricardo até teve a oportunidade bater um papo com você, nos episódios anteriores, que promove encontro mensal para discutir temas relacionados à gestão, marketing e etc. Pensar o direito fora do direito, que é uma oportunidade única de aprendizado. 

Então, acompanhando no Linkedin e tendo contato com as pessoas que estão à frente disso com certeza o pessoal vai ter informação útil.

Gabriel: O Danilo, aqui, trouxe alguns cursos que podem ser legais. Eu vou até destacar novamente: o Instituto Áquila, o da Falconi, eles têm um curso de formação de gestores. 

E ele também trouxe alguns conceitos importantes que é o planejamento estratégico, PDCA e o Livro do Falconi, o Gerenciamento da Rotina do Dia a Dia. 

A gente também produz muito conteúdo na Freelaw sobre esses assuntos. A gente tem um artigo especificamente sobre o planejamento estratégico,  tem vários artigos que a gente cita o PDCA.

Danilo: A newsletter é muito boa, muito boa. 

Os conteúdos que vocês produzem são sensacionais. Eu não sei, mais uma vez, como vocês conseguem produzir tanto conteúdo em tão pouco tempo.

Gabriel: É um desafio. Mas que bom que você gosta, Danilo. 

Mas, em resumo, assim, vocês podem fazer um curso, vocês podem acessar conteúdo gratuito, vocês podem ir em eventos, como da trilha do Ricardo, e muito evento da controladoria jurídica. 

Na verdade, é que hoje, atualmente, não é desculpa. Legal, você não teve formação de gestão na faculdade. 

Só que hoje é uma necessidade no mercado. Quem não tem esse tipo de habilidade vai ficar para trás, com o escritório de advocacia, com certeza.

E hoje, com a internet, com esse tanto de curso disponível, é só buscar alguma dessas várias opções que a gente listou e correr atrás, né?

Danilo: Exatamente, cara. Eu acho que opção de conhecimento não falta. Talvez, desenvolver algumas Soft Skills também, que hoje é a minha maior dificuldade. Como eu tive essa formação mais técnica e essa atuação mais técnica por muito tempo eu sou, tenho tendência a querer estar na operação. 

Querem estar por dentro do caso. 

O nível de detalhe, fazer petição, fazer notificação, que eu gosto, entendeu? 

Só que eu tenho que me despregar mais disso e conseguir pensar mais em nível gerencial, estratégico.

Gabriel: E falando dessa dificuldade, Danilo, porque muitos escritórios, aliás, quase todos advogados que eu conheço tem essa dificuldade. 

A maioria dos advogados são centralizadores.

Como é que você vai delegar um serviço para alguém, sendo que, muitas vezes, você vai gastar mais tempo revisando do que você gastaria fazendo?

Danilo: Cara, você não vai gastar tempo revisando. Você vai gastar tempo trabalhando as pessoas para, na próxima vez que elas fizeram, elas fazerem bem feitas. 

Eu tenho a sorte de ter uma super equipe, a galera muito boa de serviço, eles aguentam as minhas chatices, minhas correções chatas, mas é legal que eles aprendem e, nas próximas vezes, sempre vem feito de uma forma melhor. 

E, ao mesmo tempo, você tem que aprender a lidar com a forma de trabalho diferente da sua, que também é um desafio. 

Por exemplo, o fato de uma pessoa ter um estilo de redação diferente do seu, não significa que você tem que pegar a peça dela e reescrever inteira. 

Você tem que conviver com essas diferenças. Se tiver bem fundamentado, bem escrito, bem colocado, o fato da linguagem ser diferente da que você está acostumado, isso não é um problema. Não conseguir conviver dessa forma, eu acho que gera um desgaste maior. 

Então, eu acho que é uma questão cíclica. À medida que você trabalha, a  pessoa, um advogado júnior para quem você passou uma peça, não ficou tão legal, dá um retorno, dá um feedback, fala o quê que poderia estar melhor ali e tenho certeza que, sendo um bom profissional, ele vai se desenvolver e na próxima vez vai estar mais legal.

Gabriel: Muito legal, Danilo! Danilo, eu vou até, de novo, reler isso aqui, porque isso aqui é muito valioso. 

E, na verdade, você não vai gastar tempo revisando, você vai gastar tempo trabalhando, desenvolvendo as pessoas para que na próxima elas conseguem fazer sozinhas. 

Isso me lembra muito de alguns conceitos básicos de liderança. O líder tem que servir as pessoas. O líder não é aquela pessoa que manda, é aquela pessoa que confia na equipe, serve elas e faz de tudo para que se tornem dispensável. 

E essa que é a dificuldade. Porque é muito difícil a gente se tornar dispensável, a gente querer se tornar dispensável, ainda mais para quem gosta de escrever, por exemplo. 

Só que se o escritório quer crescer, se tem tanta coisa estratégica, tem marketing, se tem inovação e novas tecnologias, não tem como o sócio ficar ali cem por cento só na execução. Senão, ninguém consegue parar para pensar em como fazer o escritório crescer.

Danilo: Cara, e não é fácil, entendeu? Se fosse fácil todo mundo fazia. É muito difícil, é um desafio, mas à medida que você está fazendo isso, você também está se desenvolvendo e aprendendo a delegar. 

Então, o que você exige, às vezes, da pessoa que escreva melhor, que faça a peça melhor, você não está fazendo bem e você só vai aprender a fazer bem, fazendo, delegando, revisando, treinando. Então, eu acho que é uma lógica bem semelhante.

Gabriel: E como que é esse treino, na prática? Tem muito advogado que fala assim “eu não sei delegar, eu sou ruim gestor, não tem jeito”, como que é esse envolvimento das pessoas na prática? 

Tem um ritual toda semana? 

Tem conversa? 

Como que funciona isso?

Danilo: O ideal seria que tivesse um ritual. Mas vou dar o exemplo de lá do do escritório. 

A gente começou a fazer, há cerca de seis meses, um ano, talvez, uma reunião diária com base na metodologia do scrum, que a gente já teve a oportunidade de ver algumas apresentações sobre ela. 

E tem várias coisas, mas que eu trouxe para minha realidade a reunião diária, que ela é baseada em três perguntas, que é “qual foi o seu planejamento para o dia anterior e como ele foi executado?” 

“Qual é o seu planejamento para hoje?”

“E o que pode vir a atrapalhar a execução?” 

Com base nisso, a gente fez uma adaptação. A gente faz uma reunião diária de quinze minutos com toda a equipe e a gente fica em pé, fica meio que um círculo e a gente responde uma série de sete perguntas. Se acessou o sistema? 

Como é que estão os prazos do sistema? 

Como está o lançamento de horas, o time sheet? 

Essas perguntas que eu mencionei antes sobre o planejamento diário e, ao final, a gente pergunta como está a produção de conteúdo, considerando o nosso game interno, e se tem alguma novidade, alguma informação, além do direito que gostaria de compartilhar. 

Essa é uma rotina legal que te permite fazer com que as pessoas planejem. 

Então, você acaba estimulando esse tipo de competência e, ao mesmo tempo, se obrigando a estar acompanhando a situação dela. 

Uma outra rotina legal é manter uma reunião periódica de equipe, em que você consegue acompanhar o andamento das principais demandas. 

E é uma prática que eu ainda não tenho, mas que ouvi, recentemente, um podcast da CBN professional, tem vários, vários conteúdos legais lá, eu recomendo especificamente esse sobre liderança, que eles recomendam uma rotina de reunião entre o gestor e cada integrante da equipe para fins de desenvolvimento pessoal. 

Então, você faria um acompanhamento, uma espécie de feedback, e acompanharia. Quem tiver interesse e quiser ouvir esse podcast vale a pena, que é bem legal. 

Eu esqueci o nome do entrevistado, mas, salvo engano, ele chama “Virei Líder, e agora?”

Gabriel: Virei líder, e agora?”, boa reflexão. Bacana essas dicas aqui, Danilo. 

Então, o Danilo trouxe duas questões. Primeiro, ele falou do scrum. Para quem não conhece o scrum, a gente tem alguns artigos no blog da Freelaw, também, sobre isso, sobre as metodologias ágeis. 

Além do blog da Freelaw, em qualquer lugar no Google, se você digitar “scrum”, vocês também vão conseguir encontrar informações valiosas e todos os dias eles fazem se daily meeting, que é um ritual do scrum, que é essa reunião em pé. 

Ela responde algumas perguntas, tem um alinhamento, é muito bacana isso. 

Além disso, o Danilo também deu a sugestão de ter a reunião da equipe e também do gestor com cada um dos integrantes. Isso, imagine, se você todo dia, você conversa com o advogado e você ensina ele, você escuta ele, os problemas que está tendo, naturalmente, a cada dia, ele vai se tornando um advogado melhor. 

E você, como sócio do escritório, vai estar se tornando cada vez mais dispensável para operação e você consegue se identificar para outras coisas. Bem legal.

Maiores desafios da Advocacia e Gestão

Gabriel: E, Danilo, fiquei curioso, assim, que você já trouxe alguns desafios que você tem hoje, mas muitos advogados falam que, assim, não tem tempo para fazer tudo isso. 

Como que você consegue colocar tudo isso em vinte e quatro horas? 

E qual o maior desafio, hoje, do seu escritório e o seu desafio profissional que você tenta buscar? 

E como você tenta resolver isso hoje?

Danilo: Pois é, o meu maior desafio, hoje, é a gestão do tempo. Questão do tempo, planejamento pessoal. 

Hoje eu acabo trabalhando muito mais do que eu gostaria.

Eu sou meio workaholic e, ainda assim, eu não consigo fazer tudo que eu gostaria de fazer.

Mas a gestão do tempo, como todos esses outros temas que a gente falou, tem técnica, tem várias ferramentas legais. Se o pessoal pesquisar na internet, tem muita coisa bacana. 

Também é um desafio, é extremamente difícil. Tudo isso é muito difícil, porque o tempo, hoje, talvez seja o principal bem do ser humano. 

É tanta demanda, tanta gente chamando no WhatsApp, querendo se encontrar e, às vezes, você se dedica demais ao trabalho e acaba deixando outras coisas de lado. 

Então, meu maior desafio é realmente conseguir gerir bem o meu tempo, para eu conseguir trabalhar um pouco menos e ter mais tempo nos aspectos pessoais. E assim, a gente falar aqui é muito fácil. 

No dia a dia, é bem mais complicado e exige um esforço sobrenatural. 

E aí, entra de novo a questão, “com que você consegue ter tempo? 

Antes eu tinha que lembrar das reuniões diárias, todos os dias. Às vezes, você está tão envolvido ali em alguma demanda e acaba esquecendo. 

Então, isso já foi delegado. Já tem outra pessoa responsável por lembrar da reunião diária. À medida que você vai passando aí e tendo outros desafios, tem que ir delegando os anteriores.

Gabriel: Sobre a gestão do tempo, a gente também tem um material bem bacana no blog da Freelaw, que fala da matriz de Eisenhower, que é uma técnica também para delegar tarefas, para identificar, realmente, qual tarefa que é importante você fazer, qual tarefa que talvez não é tão importante e você deveria estar delegando, qual tarefa que talvez você nem deveria fazer, deveria eliminar da sua agenda. 

Pode também ser valioso para um advogado que está nos escutando.

Considerações Finais

Gabriel: Danilo, mais algumas perguntas aqui finais: como que é o seu contato com tecnologia, hoje? 

Você usa algum tipo de aplicativo, algum software que você indicaria para outros colegas advogados? 

Software de gestão, você acha que é legal ou não?

Danilo: Cara, acho que, dependendo do seu volume de processo, software de gestão é essencial. 

Hoje, para o escritório, por exemplo, nós não funcionamos sem um software. Primeiro, pelas demandas de relatórios frequentes dos clientes e você já consegue gerá-los automaticamente. 

Segundo, que a gente tem uma integração do financeiro que já puxa lá horas lançadas. 

A gente trabalha no regime de lançar, no time sheet, todo o tempo trabalhado, que permite dar uma visão melhor para fins de precificação, de verificar resultados de contratos e etc. 

Ele te permite lançar tarefas dentro de um mesmo processo, e puxar os prazos processuais, andamentos processuais. 

Então, acho que, se você tiver um volume de processos significativos, o software, ele é essencial sim. 

Agora, para os profissionais que estão começando, não vejo isso como indispensável, não. Tem várias outras ferramentas aí que podem ser utilizadas na gestão do dia a dia e que eu também uso. 

Eu uso muito o Wunderlist. Eu gosto muito para, principalmente, anotar alguma coisa quando eu estou em casa ou fazendo, aí lembrei de uma tarefa, anoto lá para eu conseguir me recordar depois. 

Eu tenho um problema sério de memória. 

E também quando alguém me recomenda um filme ou um curso que eu não tenho condição de lembrar depois, eu já o uso o Wunderlist para anotar e depois ir tirando as tarefas. 

Para fins de anotação mesmo, eu gosto do Evernote, são dois aplicativos que até se repetem algumas funções, mas para anotações eu uso o Evernote. 

E minhas tarefas todas ficam na agenda do Google, que é a que mais sincroniza com outros aplicativos, apesar de não sincronizar com todos. 

Então, de básico, eu uso eles. 

E acho muito legal iniciativas, por exemplo, como da Freelaw. Você já deve estar bravo comigo, né Gabriel, que a gente falando aqui de rotina, de falta de tempo. 

Eu tenho algumas demandas que eu já separei para passar, para utilizar a Freelaw e ainda não consegui fazer isso. Tá vendo, é fácil falar, mas, às vezes, é difícil fazer. Eu acho a ideia sensacional e acho que é muito útil para os escritórios.

Gabriel: Danilo, uma coisa engraçada é que a gente escuta muito isso dos advogados. Tem muito advogado que, assim, a maior parte dos escritórios que contratam serviços na Freelaw eles contratam por dois motivos. 

Um: ou é porque falta tempo para conseguir manter a qualidade e agilidade na execução do serviço. Ou então é por falta de alguma especialidade técnica. 

Então, estou querendo aumentar o portfólio de serviços do escritório e eu envio para Freelaw. Mas sempre que, sobre essa questão do tempo, muitos escritórios fala assim “nossa, estou sem tempo para enviar o serviço”. 

A gente acha muito engraçado.

Danilo: Não, e é ridículo, entendeu? É ridículo. 

Mas tem várias coisas, por exemplo, lá no escritório, gente usa um serviço muito legal só para diligências, só para cópias do processo que ainda é físico, só para audiência.

Gabriel: Como controladoria?

Danilo: Não. É uma empresa terceirizada, que a gente centraliza todas as demandas nessa empresa. Que, dentro de uma plataforma, que a gente só lança a demanda e depois só faz o download, é o retorno.

Gabriel: Ah, muito legal.

Danilo: E eu gosto muito cara. 

Eu tive oportunidade na Fenalaw ano passado, ver tudo que está rolando em termos de ferramentas para a predição, ferramentas que geram relatórios mais estratégico, elaboração automatizada de documentos e elaboração já num outro nível de documento, que pega um pouquinho aí de, não domino muito bem os conceitos não, mas de inteligência artificial, gestão numa visão mais estratégica. 

Então eu gosto muito, mas ainda sou um pouco cético quanto à aplicabilidade dessas soluções mais complexas que ainda tem um custo muito elevado para escritórios de pequeno e médio porte. 

Tem várias ferramentas que já estão disponíveis aí, mas quando se vai orçar ela fica inviável financeiramente.

Gabriel: É um assunto que a gente até discutiu aqui no podcast com o Leonardo. O Leonardo Sette, um dos últimos episódios que a gente teve e foi justamente isso.

Na época eu e ele, a gente foi junto no evento da StartSe, e a gente foi em todas as soluções, a gente não estava encontrando nada para escritórios pequenos. Então está realmente tudo começando, está tudo crescendo bem rápido. 

Cada dia surge uma novidade. 

Tem uma solução muito interesse, que eu já estou lembrando aqui de cabeça, que para escritórios pequenos, o que pode ser interessante, que é Alexio, que é uma solução de automação de documentos e tem outras que estão surgindo todos os dias. 

Mas realmente quem tem esse problema mesmo da tecnologia e  para quem quiser entender mais sobre sistemas também, existem também tem muito artigo no blog da Freelaw sobre isso. 

Então tem artigos sobre a automação de documentos, tem arquivos sobre o Blockchain, tem artigo sobre wolteck the littleteck. Tem muita coisa legal que pode ser relevante para quem está nos escutando também. 

Danilo: Tem uma outra newsletter, a LighTjur que é bem legal, só sobre assuntos de tecnologia. Provavelmente, você já deve ter comentado sobre ela.

Gabriel: É, a LighTjur é do Leonardo Toco.

Uma iniciativa muito bacana. Eles fazem um panorama nacional e internacional sobre todas as novidades que acontecem no mercado de Direito e Tecnologia. Então eles mandam, assim, uma série de umas trinta notícias que realmente todo mundo consegue ficar atualizado. Bem bacana.

Danilo: E o legal é que geralmente o pessoal que está na Lotex, Ligaltex, etc, eles são muito abertos, então quem tiver curiosidade só ir lá, chamar, trocar uma ideia, é bem legal.

Gabriel: É um ecossistema bem colaborativo, né? 

É um pouco diferente, às vezes, do mercado jurídico que é bem competitivo, essas coisas. 

Mas no ambiente de inovação em tecnologias, também já disse isso em outros episódios, o ambiente é um pouquinho diferente, com muita colaboração.

Danilo, para a gente fechar aqui, queria que você me falasse onde que você vai estar daqui a cinco anos? Aquela pergunta difícil! E se você também tem alguma dica final para os colegas que estão nos escutando.

Danilo:Pô, cara, difícil mesmo! 

Bom, eu espero estar, com certeza, advogando, trabalhando um pouquinho menos, conseguindo ver as melhorias que a gente tem trabalhado lá no escritório efetivamente implementadas, ver que este desafio da gestão ele é um desafio que vale a pena colher efetivamente os resultados dele. 

E meu maior desafio talvez seja, conseguir me dedicar um pouco mais a minha noiva, minha família, e acho que tudo isso que estou correndo e plantando agora é para depois conseguir ter liberado um pouquinho de tempo. 

Eu acho que o principal conselho que eu daria para todo mundo é acredite em você. 

Faça um trabalho bem feito porque todo o trabalho bem feito dá resultados a curto prazo, a médio prazo a longo prazo. 

Mas todo o trabalho bem feito ele dá resultado. 

Tudo só depende de você. Não adianta reclamar. Não adianta ver problemas, ou vir qualidades no na grama do vizinho. 

Você olha no LinkedIn, é todo o mundo bem sucedido, todo mundo fora, todo mundo dá palestra o tempo todo, mas a realidade é um pouco diferente. 

Então acho que a minha trajetória foi construída em cima de esforço, de muito trabalho. Eu acho que todo mundo que  seguir esta linha vai se dar bem.

Gabriel: Acredite em você e faça um trabalho bem feito!

Danilo:  Exatamente.

Gabriel: Toda mudança depende só de você. Acredito muito nisso também. 

Muito obrigado, de novo, Danilo. Foi um prazer conversar com você, foi uma conversa muito bacana, muito rica. 

Eu aprendi muito com você. Agradeço de verdade, tenho certeza que também os demais colegas aprenderam.

Engraçado que eu falo isso em quase todos os episódios. Mas cada convidado está surpreendendo, porque são histórias diferentes. 

Danilo: Eu que te agradeço pela oportunidade, te parabenizo pelo seu trabalho. 

Acho que todas as iniciativas que vocês têm aí do blog, do podcast agora que tiveram episódios bem legais, conteúdo de primeira linha e é uma grande oportunidade para todos os advogados que estão cada dia mais sedentos por conteúdo e carentes de fontes. 

Então parabéns pelo trabalho, trabalho excelente e obrigado pela oportunidade de estar contribuindo um pouquinho com esse trabalho tão legal.

Você também pode gostar

2 thoughts on “#16: Advocacia e Gestão c/- Danilo Leite

Deixe um comentário